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quinta-feira, 28 de maio de 2020

N0v0 An0

mais de dois anos depois e com atualizações no layout do blogger que não me agradam eu volto aqui pra escrever de novo pra mim mesma. esse sentimento que conheço há muito tempo, contrastes entre querer ter com quem dividir essas coisas que eu já fiz e ao mesmo tempo ter um medo terrível de ser enxergada demais. se for pra escolher prefiro ficar sozinha e quieta, porque no fundo eu sei que escrevo pra eu ler quando já tiver esquecido o que escrevi, pra eu voltar de tempos em tempos e olhar pra dentro com mais carinho. então é a partir daí que retorno.

ia dizer que não lembro porque fui reler uma postagem (que foi o que me levou a revisitar metade de tudo o que já coloquei aqui), mas acho que é bem óbvio o motivo. nesses dias de isolamento me voltei pra maratonas de leitura na tentativa de me animar, e me peguei querendo clicar na setinha que muda de blog sempre que vinha aqui escrever as reviews que mantenho desde quando refleti sobre minha própria memória. então fiz isso, fui ver as maratonas de que participei há anos atrás. fui sentir agonia com o jeito que eu escrevia na primeira, fui sorrir percebendo a considerável melhora na segunda. e, do mesmo jeito que tô fazendo aqui, cheguei em inúmeras outras postagens por causa dos links referenciando umas às outras. e fui aumentando as abas abertas, aumentando a carga de memórias afetivas do passado que iam surgindo. agora mesmo tô ouvindo simonami enquanto tento organizar todas as conexões com o meu presente que consegui perceber.

fico feliz por não ter apagado todas essas coisas. acho que não importa o quanto eu ache mais bonito ou poético guardar um monte de cadernetas, objetos ou qualquer coisa física e palpável como recordações desses eus passados, o que eu tenho de mais transparente é esse blog, essa plataforma digital e online. todas essas postagens são a compensação pelos diários desorganizados, pela falta de histórias e experiências juvenis que na real só são idealizações de como eu deveria ter vivido. meu primeiro reflexo é me achar desinteressante por não ter esse tipo de coisa ou desgostar de mim por não ter feito "nada", mas agora eu vejo que não preciso disso pra conseguir ver como eu era, ver meu crescimento. o que eu tenho aqui é igualmente válido, igualmente importante. e acho que é até melhor eu ter ficado sempre sozinha aqui, porque fui mais verdadeira do que talvez teria sido se tivesse uma audiência pesando sobre tudo o que eu fazia. acho que enquanto eu não fizer as pazes comigo mesma por ter preferido usar (e por continuar usando) o digital em vez do analógico eu não vou me reconhecer como alguém que tem uma história, um percurso como pessoa, acessível da mesma forma, só não do jeitinho que minha cabeça insiste em considerar mais legal. ufff. cria da internet, né.

e sempre, sempre que vejo isso aqui sinto um medo de que algo aconteça e eu perca tudo, de que algum acidente na nuvem que armazena a infinitude do que tá online apague do mundo toda essa minha existência. e se resolveria em parte se eu imprimisse cada postagem, mas tem os links, as músicas, os vídeos, toda esse monte de coisas dependentes de aparelhos eletrônicos que também iriam embora se a tecnologia desaparecesse, se a energia elétrica acabasse, sei lá. pensamento trágico e mórbido. acho que preciso começar a reunir tudo e imprimir quando puder, salvar de alguma forma o que é possível trazer pro sólido. só pra diminuir essa ansiedade, me sentir mais segura, ter um backup de mim mesma. a analogicação analogização analogicalização do histórico digital de st.

mas já me desviei um monte. o propósito era verbalizar as linhas que fui vendo entre o antes e o agora. a primeira eram as maratonas, o mais óbvio mesmo, com o mesmo objetivo de encontrar motivação pra amenizar a sensação onipresente de que eu devia ler mais, de que eu devia movimentar os livros que tenho. [obrigada deus pela função de salvar com frequência o que eu digito aqui, porque acabei de fechar a aba sem querer e já levei a mão à boca enquanto pedia por favor que não tenha sumido tudo o que escrevi.] depois vieram as fotos do caminho pro colégio, sempre no mesmo ponto do vale onde a van parava pra uma aluna entrar, e ali já vinham os escritos mais íntimos, tristes, a apatia e a falta de disposição. de novo e de novo, tudo se move mesmo em ciclos que se repetem. e de alguma forma o caminho é sempre se voltar pra dentro, porque se não resolver as inquietudes do presente pelo menos mexe as questões do passado e apazigua o que ficou bagunçado. acho que é um entendimento muito pessoal, que talvez eu não tenha mesmo as palavras pra explicar, mas que sei que sou capaz de sentir comigo mesma. e as citações reencontradas retratam isso: As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra pisou.

e esse título de blog que, de todas as coisas, é uma das que não tenho vergonha em ter escolhido usar. Os dias do homem bom são também comparáveis aos seus livros, O valor é cada vez maior, embora mais escassos se tornem. quem sabe, né, assim a gente deseja. [continuo reescrevendo as palavras com sinônimos.] tem horas que só dói tudo e qualquer coisa, mas quando me lembro do que já foi sei que tô no melhor lugar que já estive. e de novo citando o que já citei antes, Nada a poderia perturbar mais do que olhar para fora e aguardar de fora respostas a perguntas que talvez somente seu sentimento mais íntimo possa responder na hora mais silenciosa. não quero tomar os outros como referência de tudo, porque eu sou eu e essa coisa toda. a força dos despejos, poxa. eu lembro de ser pequena e não entender como era possível viver uma vida e assistir a toda ela dentro do tempo da própria vida. ainda não sabia da velocidade regulável, de 2x pra cima, como carolzinha prefere. ou dos focos de lembrança, do que faz parte da construção. este é um deles. e ok, reconheço e retomo. obrigada.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

re)visita

Achei isso nos rascunhos de outro blog meu, também abandonado. É um poeminha feito por uma prima que na época tinha nove anos. Era agosto de 2014 quando salvei isso e coloquei que ela escreveu um soneto invertido sem perceber... a Stephanie de agora teve que pesquisar na internet o que seria isso. 

Quando vejo o sol
quero ser os planetas
para nunca ficar sozinha.
Quando vejo as nuvens
quero ser o vento
para levar a liberdade.
Quando vejo a lua
quero ser as estrelas
para sentir o brilho,
para sentir a beleza.
É o universo,
lindo de se olhar.
O céu é bonito,
mas com o universo nem se compara.

Eu tinha escrito umas coisas engraçadas refletindo sobre: "Imagine só, ser um planeta e ver tanta coisa ao seu redor. Tanta presença, tanta magnitude, ter um sentido pelo qual é guiado. Imagine só, poder ser leve como o vento, livre como o vento, etéreo como o vento. Imagine ter um brilho que vem de dentro, que revela sua beleza interior, sua alma. Ter tal pureza. Os olhos buscam vastidão, infinitude. Tem coisa mais vasta e infinita que o universo, como um todo? O céu é belíssimo, mas se pudéssemos observar o universo a todo instante, seríamos mergulhados nessa magnificência inefável." Hoje dou risada só, por ser uma pessoa diferente e por ter esquecido completamente disso.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Oh, hey.

Faz tempo que eu não paro pra escrever. Não sei se é mal de férias, mas quando estou de férias eu nunca crio disposição. Há dias em que simplesmente canso de existir. Mas, no geral, não posso reclamar: tenho visto muitos filmes, tive bons momentos com a minha família e recentemente consegui sair daquela estagnação nas leituras que vinha me assombrando desde agosto.

Algumas fotos do céu e de árvores pra não perder o costume. (Oh, lixeira feia.)

No  total, li 37 coisas no ano de 2014. "Coisas" porque não posso contar tudo como livros, já que li várias obras do Gil Vicente, por exemplo, que são pequenas e formam um livrinho a cada três histórias, mais ou menos. Também reli um mangá, Another, que tem 4 volumes – mas contei como um livro. Aliás, fiz algumas releituras interessantes no ano passado... Na lista abaixo, elas estão assinaladas com asterisco.

Leituras de 2014
• Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
• A letra escarlate (Nathaniel Hawthorne)
• O iluminado (Stephen King)
• Romeo y Julieta (Shakespeare)
• Auto da barca do inferno (Gil Vicente)
• Persépolis (Marjane Satrapi)
• Jane Eyre (Charlotte Brontë)
• Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
• Retalhos (Craig Thompson)
• O livro da mitologia - Histórias de deuses e heróis (Thomas Bulfinch)
• Farsa de Inês Pereira (Gil Vicente)
• A rosa do povo (Carlos Drummond de Andrade)
• Maus (Art Spiegelman)
• A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
• Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)
• Another 1/2/3/4 (Ayatsuji Yukito, Kiyohara Hiro) *
• Laços (Vitor & Lu Cafaggi)
• Auto da alma (Gil Vicente)
• Pomba enamorada e outros contos selecionados (Lygia Fagundes Telles)
• Persuasão (Jane Austen)
• Lolita (Vladimir Nabokov)
• The Picture of Dorian Gray (Oscar Wilde)
• A revolução dos bichos (George Orwell)
• Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
• O velho da horta (Gil Vicente)
• Quem tem farelos? (Gil Vicente)
• Os sofrimentos do jovem Werther (Goethe)
• Crônica de uma morte anunciada (Gabriel García Márquez)
• Eles não usam black-tie (Gianfrancesco Guarnieri)
• O sobrinho do mago (C.S. Lewis) *
• Cinco minutos (José de Alencar)
• Clube da luta (Chuck Palahniuk)
• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) *
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom)
• A guerra dos tronos (George R.R. Martin)
• Bordados (Marjane Satrapi)
• O Hobbit (J.R.R. Tolkien)*

Eu queria ter lido mais, porque sei que eu poderia tê-lo feito. Procrastinei demais e me perdi na minha (des)organização. E quanto mais coisas eu tinha em mãos para ler, pior era para fazer uma escolha e começar uma leitura. Tantas opções me pressionavam e eu entrei em conflito porque não sabia o que merecia minha atenção primeiro. Eu comecei muita coisa e acabei deixando de lado. Por um tempo peguei livros que já tinha lido porque pensava que reler algo que eu sabia que eu gostava ia redespertar meu apetite literário... Foi produtivo por um tempo, até, mas acho que eu precisava mesmo de algo de um gênero que eu gostasse e tivesse curiosidade de ler mais. Portanto, peguei O nome do vento, do Patrick Rothfuss, e a leitura tem ido bem, felizmente.

Padrão inesperado.
Portão de Moria ♡
Aproveitando para falar de O Hobbit: reli o livro porque queria relembrar de mais detalhes já que eu logo ia ao cinema ver o último filme. Li a última metade do livro e vi os dois filmes que já tem DVD de uma vez só, das 21h de uma noite de sexta até as 11h da manhã do sábado, pra de tarde ir ao cinema ver A Batalha dos Cinco Exércitos. CHOREI. Nos créditos, quando começou a tocar The last goodbye, eu me desmanchei em lágrimas. E o faço toda vez que ouço a música e vejo o vídeo. Não sei se é porque eu tive a oportunidade de acompanhar os filmes dessa trilogia, indo ao cinema e vendo notícias, mas me sinto mais próxima à trilogia de filmes de O Hobbit que de O Senhor dos Anéis. Sempre que assisto os filmes, ouço as músicas, me sinto diferente, sabe? Um sentimento quentinho aqui dentro, como quando você chega em casa depois de um tempinho fora e pode deitar na sua cama e descansar de verdade. Ah, olha, muita emoção pra um coraçãozinho só. Mas enfim... Fiquei um pouco decepcionada com os desvios da história que não existem realmente, mas ficou legal a forma como é apresentado a coisa toda do Sauron e tudo o mais. O Smaug ganhou mais espaço no segundo filme do que ele realmente possui no livro, a meu ver, e gostei disso. Senti falta de alguns detalhes e gostei muito de outros inesperados. Bem, de qualquer forma, me corta o coração saber que esta foi a última jornada pela Terra-Média, mas me conforta saber que posso adentrar esse mundo extraordinário sempre que eu quiser, folheando os lindos livros ou vendo os incríveis filmes.
Sempre ouvindo música.

Por falar em filmes, tenho atualizado constantemente minha lista de filmes assistidos. Vejo um filme sempre que posso, e gostei bastante dos que vi recentemente. Quando eu arranjar tempo (e coragem), pretendo falar sobre eles aqui também.

Tenho ouvido música o tempo todo, e o Spotify tem ajudado nisso. Baixei álbuns da banda curitibana Simonami ("Sí, mon ami!") e gostei muito das musiquinhas deles. Dei mais atenção a Cage the Elephant e tenho gostado bastante de Alt-J, também. Sem contar algumas músicas de trilha sonora, é claro, que são várias. Música é tudo de bom.

Enfim, é isso aí. 2015 já chegou e, vamos falar a verdade, não é preciso esperar um ano acabar e outro começar pra que a gente mude. Espero fazer valer a pena e conseguir realizar meus objetivos, e que todo mundo também o faça. 

Sinceramente, não sei se esse blog vai pra frente nem se tem sentido eu continuar escrevendo. Tem tanta gente mais talentosa e mais interessante por aí, sei lá. Quem sabe, vou deixá-lo aqui pra quando eu tiver o que dizer.

Até mais!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sobre o céu das 6h30

Essas são fotos que eu tiro de vez em quando num mesmo ponto por onde passo de manhã, a caminho da escola. Veja as anteriores aqui. (Sinto muito pela má qualidade da câmera do meu celular.)

(11/08)
(11/08)
(14/08)
(15/08)
(22/08)
(26/08)
(28/08)
(29/08)
(01/09)
(02/09)
(04/09)
(05/09)
Olhar o céu me conforta. Ultimamente tenho dormido ao invés de ficar observando-o... lado bom, lado ruim. Ando num período um pouco confuso e muito sem inspiração, então isso é tudo que vou colocar aqui por um tempo. Até breve.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Uma tarde de passeio

Ontem foi um dia bem fresco (ao contrário dos outros dias, que estavam bem frios) e fui passear com minha mãe e meu irmão. Almoçamos no Habib's (meu irmão só brincou nos brinquedos, pra falar a verdade) e seguimos para o zoológico da minha cidade. Não que eu goste da ideia de colocar animais em celas e deixá-los expostos aos humanos... mas meu irmão é pequeno, deixa ele ser feliz enquanto pode.

Eu gosto muito da calma que aquele ambiente passa. É bem arborizado e tem uma linda paisagem; é gostoso caminhar por lá. Tirei várias fotos.

Tem muitas aves nesta imagem.

Eu não lembrava dessa estátua... mas, ah, legalzinha.

Os flamingos resolveram dormir bem na hora em que eu ia fotografá-los.

Essa arara voou na minha direção e eu pensei que ela fosse me atacar. ajkshjkd

Um belo caminho. (Agora que eu reparei que tem um pedaço da cabeça do meu irmão bem aqui embaixo.)

Uma bela moldura para um belo céu.

Um belo caminho. (2)

Uma bela árvore.


Olá, dona girafa.

Essas borboletas na parte inferior da imagem ficaram brincando por aí a tarde toda.

Belos eucaliptos.

Oi, senhor pavão.

Olá, senhor patinho.

Enfim, gosto de fotografar e queria compartilhar isto. Tirei muitas outras fotos, mas essas são as que gosto mais. Minha família e eu não costumamos dar passeios assim e, já que meu irmão e eu estamos em nossos últimos dias de férias, foi divertido poder sair com a mamãe (que tirou a tarde de folga) e tudo o mais. Hehe.
Sem mais, me despeço.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Atualizações, novidades e o "nascer" do sol

Oi, olá.
Não li muito neste junho. Sei lá, tô de ressaca literária – ou tô, simplesmente, desanimada por causa das provas que começaram dia 18 e vão até o fim do mês. Quero que minhas férias cheguem logo. Afinal, ninguém merece estar fazendo provas enquanto outros estão de férias... poxa.

Parando com a autopiedade, queria chamar atenção para a cara do blog. Coloquei essa URL que vocês podem ver agora e também dei uma decorada. Por que esse endereço?, acredito que vocês (leitores fantasmas) estão se perguntando. Ora, porque "a leitora sem leitores" era muito mimimi ninguém lê meu blog tô aqui falando sozinha e daqui a pouco vou excluir essa joça. Já "as folhas da Sibila" é muito mais poético e abrangente. Quero ver quem discorda. (Aliás, quanto às pessoas que leem esta coisinha e não interagem comigo, por favor, lhes convido a puxar uma cadeira e conversar com quem vos fala. Não precisa nem seguir o blog, é só deixar algum comentário dizendo se gostou ou não, o que falta ou o que sugeres. Eu ficaria feliz com isso, hihi.)

A Sibila Délfica, de Michelangelo (teto da Capela Sistina).
Voltando ao assunto anterior: coloquei esse endereço porque gosto muito de mitologia grega e, há alguns meses, li um livrinho sobre isso. Lá falava da Sibila – uma profetiza que escrevia, em folhas de árvores, coisas importantes a respeito do destino das pessoas. A Sibila deixava as folhas distribuídas pela gruta onde vivia, onde podiam ser consultadas por quem quisesse – embora quando sopravam ventos fortes e as folhas voavam a profetiza não se importava em reuni-las outra vez. Uma lenda envolvendo uma dessas profetizas contava que ela tinha oferecido nove grandes livros para um rei, cobrando um preço salgado. O rei não os quis. A Sibila queimou um terço dos livros e voltou com os outros seis, pedindo o mesmo preço. O rei não entendeu e rejeitou novamente. Outra vez a Sibila queimou três livros e trouxe os três restantes, cobrando o mesmo preço – e dessa vez o rei aceitou, pois ficou curioso. E, surpreso, viu que nos livros estava escrito o destino de Roma!
Junto a essa história havia esses versos, trecho de uma obra do escritor Edward Young:

Se tem planos a respeito do futuro,
Estão todos registrados em folhas,
Como Sibila, êxtase insubstancial e efêmero,
Que à primeira explosão desaparece no ar.
(...)
Assim como os estratagemas mundanos
Se parecem com as folhas da Sibila,
Os dias do homem bom são também comparáveis aos seus livros,
O valor é cada vez maior, embora mais escassos se tornem.

Acho esses versos lindos demais (tanto que os da última estrofe estão no meu mural do Skoob), pois neles está colocada uma verdade incontestável e admirável: por mais que tenhamos planos, não podemos prever o futuro ou controlá-lo, pois ele está sujeito à qualquer mudança, à qualquer rajada de vento; quanto mais vivemos, menos dias nos restam de vida, porém mais valor nossos dias possuem, já que com o tempo adquirimos experiência e conhecimento. Entenderam? Tá, não sei se ficou claro, mas continuo adorando essas palavrinhas – por isso o nome do blog!
Mas sério, no quesito de abranger mais, o título faz referência a essa relação de vida e tempo. Quero aproveitar o tempo que tenho, fazer o que desejo e falar sobre o que gosto – afinal, o tempo é uma ilusão e o amanhã não existe, haha. Por isso este blog vai ter um pouco de tudo e bastante de mim.

Ok, já chega de tagarelar. Queria informar que as quinzenas que eu pretendia fazer estão ficando desorganizadas (faz bem mais de 15 dias que fiz a última, por exemplo), e falar de livros a cada 15 dias é meio que me pressionar, o que eu desgosto. Vou manter isso de mostrar dois livros que li recentemente, mas não em quinzenas! Até porque este não é um blog literário e eu tenho a liberdade de digerir minhas leituras como eu desejar.

・゜・。☆  。・゜・

Já que este mês não vai ter nada sobre livros que eu li, pensei em mostrar um hobby que tenho tido. Eu estudo de manhã e vou de van para a escola. O lugar onde eu moro é um vale e esse terreno acidentado proporciona ótimas visões do nascer do sol. Tem um certo ponto por onde passo com a van que tem uma vista incrível, e venho fotografando esse lugar há algum tempo. O resultado é este:

02/04 (acho)
30/04 (acho)
06/06 (meu preferido)
10/06
16/06
18/06
23/06
O padrão das palmeiras dá um aspecto interessante às fotos e a luz do sol, seu reflexo que vez ou outra pode ser visto no lago e as nuvens decoram o céu de maneira única. Adoro olhar o céu e estou gostando de tirar essas fotos (embora meu celular não tenha a melhor câmera para registrá-las). Todas foram tiradas por volta de 6h30 da manhã.

Espero que tenham gostado das imagens e das explicações e novidades que eu dei. Obrigada, novamente, aos meus amigos, que mesmo não tendo blogs visitam o meu e comentam sobre o que leram e gostaram (principalmente sobre Os Lusíadas – eu sabia que seria útil, hahaha).

Por hoje é só. Tchau, tchau!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sobre nada e sobre tudo

Há uma semana houveram debates na escola onde estudo, feitos por alunos do terceiro ano. Foi muito interessante assistir a eles, pois o propósito não era decidir qual lado estava correto – o a favor ou o contra – e sim nos incomodar e nos fornecer argumentos para que formássemos nossas próprias opiniões, através de nossas conclusões individuais. Eu obtive muitas informações através dos três debates que vi, mudei opiniões e fiquei bem indecisa. Mas foi bom. O ser humano tem mesmo é de ser incomodado – a conformidade é tola.

Pude perceber que com o Ensino Médio estamos amadurecendo nossa mente. É a passagem para o mundo sério, para a realidade do mundo em que vivemos. E como uma adolescente/aborrecente, estou aborrecida. Hoje li sobre a desocupação do Cais José Estelita, em Recife, pela Polícia Militar. Foi usada uma violência desnecessária, descumprindo o acordo de que avisariam com antecedência se a desocupação fosse vir a acontecer de fato. Pessoas foram feridas, inclusive. E sabe o que eu acho disso? Penso que não vivemos numa democracia. Se o governo é do povo, para o povo, por que o povo não pode manifestar suas vontades? É um absurdo ver coisas assim acontecendo. Moro longe de Recife mas não deixo de ser brasileira e humana, e isso me incomoda muito. Protesto não é crime, é um direito da população – quando comportado, é claro, pois pedir ordem com desordem não funciona.

Eu queria ser capaz de levar a paz para o mundo. Queria viver num tempo pacífico, em que os homens amam antes de qualquer coisa, em que as pessoas pensam duas vezes antes de agir. Mas não sei se vou viver o suficiente pra isso. Se é que um dia isso se tornará real. Sabe que a cada 60 ou 70 milhões de anos acontece um cataclismo que afeta a estrutura física do mundo, né? O próximo será (e já está sendo) o homem – e, se é que pode ser pior, não só fisicamente, mas psicologicamente.

・゜・。☆  。・゜・

Novamente tocando no assunto de a adolescência ser marcada por fases e vontades mutantes, digo que a cada momento gosto de uma coisa. No campo musical, por exemplo, estou toda eclética – e olha que há um ano atrás eu costumava ouvir apenas o bom e velho rock n' roll. Há tempos atrás eu não gostava de poesia, por exemplo, nem me interessava por arte, e hoje essas duas coisas são meus amorzinhos. Pensando nisso, decidi que vou postar sobre isso aqui também, posso? Posso, porque é o que eu gosto e este é meu blog, hahaha! (sendo chata)

Tem um livro medieval de sátiras chamado Ship of fools, que foi a primeira obra ilustrada por Albrecht Dürer, o mais famoso artista do Renascentismo nórdico. Uma edição recente desse livro ganhou ilustrações do húngaro Istvan Orosz, que usou como base de seus desenhos o crânio humano. É uma imagem dentro de uma imagem, esperando que você a descubra: por isso é tão fascinante.


O livro foi publicado em 1494, na Suíça, e é de autoria de Sebastian Brant, que foi um teólogo da Alsácia. Ship of fools ("o navio dos  idiotas") é, em sua maioria, uma crítica ao estado da Igreja naquela época. O autor enfatiza e satiriza os vícios do seu tempo sem piedade alguma. Sebastian até cria um "santo" para as pessoas vulgares. O livro se tornou muito popular logo após ser lançado, tanto que ganhou uma pintura de Hieronymus Bosch sob o mesmo título (clique e veja), que está, atualmente, no Museu do Louvre.
Uma das ilustrações de Dürer para o livro.

As ilustrações de Orosz lembram muito as originais de Dürer (como a imagem à esquerda), sendo ainda mais minuciosas e complexas. O curioso é que na maioria das imagens há um crânio, de fato, em algum canto, não só o que se forma com os elementos ilustrados. É interessante destacar, também, que o ilustrador deu um jeito de assinar cada imagem – e ficou bem criativo e divertido. Se você observar bastante, vai encontrar "Istvan Orosz" ou só "Orosz" em algum lugar da ilustração. 

Na imagem seguinte, por exemplo, eu demorei um bom tempo pra encontrar "Orosz" entre os pelos do cachorro, haha (apesar de ser a que está mais simples). Isso é que é legal: quanto mais você olha para as ilustrações, mais detalhes você encontra. Realmente admirável, não?

Encontrei isso no site da IdeaFixa. Visitem, tem coisas ótimas por lá.

Acho que a postagem já ficou bem longa, então, por hoje é só. Logo chegam as férias e (talvez) eu postarei bastante. Tenham um bom resto de dia!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Amizade

Saudações! Eu estava pensando se meus posts vão ou não chamar a atenção, com tanto texto. Desculpe por isso, ou não. Talvez alguns posts com imagens possam compensar tamanha falatória. Hehe.

Então... Meu aniversário foi dia 8 de abril, e minha amiga Thais me presenteou com o livro A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra, de Robin Sloan, e com um pequeno livro sob o título de Amigos, uma coleção de trechos sobre amizade organizados por Helen Exley. O livro de Robin Sloan parece bem interessante, a sinopse me despertou curiosidade. E Amigos eu li em alguns minutos, e devo dizer que alguns trechos me chamaram a atenção. São bem profundos e verdadeiros. Cá estão alguns deles.

Na prosperidade, um prazer. Na adversidade, um estímulo e, na dor, um consolo. Na alegria, uma amável companhia... E, em todos os momentos, um outro Eu. (John Lyly, 1544 - 1606)
Vemos através dos olhos dos amigos, tão bem quanto através dos nossos. Ouvimos mais atentamente, pensamos com maior profundidade, vamos a países nunca antes vistos. Precisamos do seu carinho e bondade e ficamos felizes ao descobrir que eles também precisam de nós. (Charlotte Gray, N. 1937)
A longa caminhada faz-se mais ligeira, alegre, a passo largo... Tudo em volta é mais radioso, quando um amigo vai ao nosso lado. (Autor desconhecido)
Mil e uma palavras foram ditas sobre o que é a amizade... Mas dois bons amigos podem estar um ao lado do outro e, sem pronunciar uma palavra, saber exatamente o que significa a amizade. (Stuart e Linda MacFarlane)
De que vale a aventura, se a não pudermos partilhar com um amigo? (Pam Brown, N. 1928)
Pra quê viver, se não para tornar a vida menos difícil aos outros? (George Eliot)
As amizades longas são como jóias polidas pelo tempo, tornando-se cada vez mais belas e duradouras. (Celia Brayfield, 1997)
Um amigo poderá ir para tão longe, que talvez nunca mais o encontre na vida. No entanto, fará parte de você para sempre. (Pam Brown, N. 1928)


É, legal. Este é o livro, à esquerda. Juntamente com alguns livros da minha estante que resolveram participar da foto. Ah, sou grata por estar cercada de amigos valiosos em quem eu sei que posso confiar e depositar meu amor. É bom saber que tem alguém que se importa com você tanto quanto você se importa com esta pessoa.

E muito obrigada pelos presentes, Thais! Gostei muito deles e de suas palavras. 

Tchau!