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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

ainda aqui

não sei se em algum momento de abril pra cá eu realmente consegui retomar o hábito de ler regularmente, mas ter perdido o ritmo assim que as maratonas literárias foram ficando maiores e mais espaçadas não foi surpresa nenhuma. mesmo os livros remanescentes da asian readathon, de maio, foram ficando de lado; eu sou malala ainda me interessa, então ainda quero terminar (tá indo pra seis meses que não toco nesse livro, mas tudo bem), só que judas não vi muito sentido em continuar lendo, então preferi desistir e deixar espaço pra leituras que realmente quero fazer. durante junho, por causa do material movimentado com os protestos antirracistas, comecei a ler sister outsider: essays and speeches, de audre lorde, e por que eu não converso mais com pessoas brancas sobre raça, de reni eddo-lodge. o primeiro ainda tô lendo e o segundo só fui terminar em agosto, mas já entendi que preciso e prefiro ler essas coisas devagar mesmo, pra tomar o tempo de reflexão que isso merece e pra digerir melhor. de qualquer forma, já que sempre que tenho algo chato pra fazer eu invento "missõezinhas" que eu me sinto obrigada a terminar até não sobrar nada pra onde fugir, vim aqui deixar registrado o restante das maratonas de que participei nesse ano.

maratona literária de inverno (booktubatona)

livros da pretatona que encaixei na mli
dia 20 de junho começou a maratona literária de inverno que já comentei anteriormente, a tal booktubatona, e ela foi até dia 4 de julho. pensava que iam usar bastante o instagram, mas em vez disso foi o twitter; teve muita interação por lá, com sprints de leitura, lives e sorteios todo dia. não sei se por ter sido assim movimentadíssimo, por não me identificar com os booktubers, por estar desanimada ou por tudo isso junto, mas não fui capaz de ler quase nada nas duas semanas da maratona; li só um dos contos YA que baixei gratuitamente por causa do mês do orgulho LGBT e uma novela que já tinha baixado (pirata) por outro motivo. o conto se chama a primeira vez de natan & lino e é de henri b. neto, que é um booktuber também. vi vários defeitos, me incomodei com a escrita, não me cativei com a história; por fim admiti que esse gênero literário não é pra mim. a novela, the deep, foi o contrário, pelo menos; achei muito especial a maneira de falar sobre trauma, memória e resistência através de um povo que vive nas profundezas do oceano, descendente das mulheres africanas jogadas dos navios que traficavam escravos. bem interessante o fato de que a própria história foi construída pelo encontro de diferentes perspectivas, pela recriação a partir de outras vozes – quem escreveu foi rivers solomon, inspirade em uma música com o mesmo nome do grupo musical clipping., de daveed diggs, william hutson e jonathan snipes, que por sua vez se inspiraram num álbum da dupla de música eletrônica drexciya. mas voltando à maratona: ela tinha 27 desafios possíveis, cada um proposto por um booktuber, e the deep correspondia a dois (livro recomendado por um booktuber – acho que foi seji – e livro em outra língua). a primeira vez de natan & lino nem tinha sido planejado, mas acabou servindo pra um monte: livro LGBTQIA+ lançado nos últimos 4 anos, livro de um gênero que você não lê com frequência, livro que faz parte de uma série, livro nacional de um autor LGBTQIA+ e livro nacional de autor independente ou de editora pequena. eu tinha encaixado sister outsider e por que eu não converso mais com pessoas brancas sobre raça em alguns desafios também, pra tentar avançar na leitura, mas obviamente não rolou.

pretatona

outros livros escolhidos pra pretatona
de 23 de junho a 30 de julho teve a pretatona, criada pelo clã das pretas (instagram) nesse contexto do debate antirracista pra promover a leitura de histórias negras escritas por pessoas negras. cada semana tinha um genêro literário diferente como proposta de leitura, além da recomendação de um filme/documentário dentro da temática, e na verdade eu parti dela pra escolher the deep, que correspondia à primeira semana e coincidiu com a mli: ficção especulativa (fantasia, ficção científica e terror/horror). o tema da segunda semana era nacional (se possível, priorizando norte/nordeste), e li vozes negras, de amanda condasi, flor, priscila, isa souza, maria ferreira e pétala souza – dos 4 contos do livro, me chamaram a atenção "carimbos e memórias" (de flor, priscila) e "não existem sinônimos suficientes para futuro" (de isa souza e pétala souza). o primeiro fala sobre o sonho de escrever histórias e viajar o mundo de glória maria, que escreve um poema lindo onde noémia de sousa, carolina maria de jesus e maya angelou são referências; o segundo é uma história de ficção científica bizarramente próxima da realidade atual, onde a pandemia de um vírus e o isolamento decorrente escancaram políticas de controle e segregação. na terceira semana o tema era young adult, pro que escolhi dois garotos num navio, de slaeff, um conto curtinho onde sonho e realidade se confundem e o naufrágio do titanic representa uma perda tão grandiosa quanto. na quarta era quadrinho, e finalmente li angola janga, de marcelo d'salete, que emprestei da biblioteca no último dia de aulas presenciais, lá em março (fiquei enrolando porque não queria ficar sem, mas ler durante a pretatona foi especial – e se eu tivesse lido antes não teria um livro pra preencher essa categoria, né). grande quadrinho contando uma história de palmares, de tantas possíveis: as picadas pra pequena angola, o acordo e a queda de cucaú, a liderança de zumbi, o anguêri branco, a permanência dos quilombos... mais de uma década de pesquisa do autor, que também escreveu histórias de resistência negra no brasil colonial em cumbe, que li no começo do ano na casa de thiago. depois teve literaturas africanas, pro qual escolhi hibisco roxo, de chimamanda ngozi adichie, que me surpreendeu demais, me tocou demais. muito forte, sensível e de uma escrita maravilhosa, e ainda por cima leitores brasileiros podem se identificar com os temas de colonialismo e cristianismo... tudo isso com o pano de fundo de um golpe militar, também. tinha um desafio extra, que podia ser não-ficção ou infantil – achei mais fácil preencher não-ficção e li pequeno manual antirracista, de djamila ribeiro, que é conciso mas muito completo, tratando dos diferentes âmbitos atravessados pelo racismo e dando orientações de como tomar atitudes antirracistas diantes deles. um grande material de consulta, também, cheio de referências a escritores negros e trabalhos importantes, sendo leitura fundamental pra introduzir essas discussões. gostei bastante de participar, e ainda tenho vontade de ver os filmes e documentários recomendados pra cada tema – branco sai, preto fica; café com canela; o ódio que você semeia; homem-aranha no aranhaverso (esse já vi!); rafiki (lembro de descobrir esse quando procurava filmes lésbicos produzidos fora do eixo eua-europa pra passar na escola de inglês onde eu trabalhei; assisti em agosto, achei muito doce e, ao mesmo tempo, muito triste); a 13ª emenda (já vi também, pesadíssimo); e cada um na sua casa. muitas indicações pra consulta, também.

intersecção de pretatona e reading rush, agora
the reading rush

a edição de 2020 da reading rush foi de 20 a 26 de julho, e de novo aproveitei o que já tava escolhido pra pretatona: coloquei pequeno manual antirracista e hibisco roxo nos desafios um livro de um gênero que te dá medo ou do gênero que você menos lê e um livro que se passa num continente diferente do seu, respectivamente (leio pouco não-ficção e hibisco roxo se passa na nigéria). os outros eram um livro cuja capa combine com a cor da pedra do seu signo, um livro que comece com "o"/"a" ("the"), um livro que inspirou um filme que você viu, o primeiro livro que você tocar e ler um livro completamente "não em casa". tentei combinar o máximo que eu pude, então usei the ones who walk away from omelas, de ursula k. le guin, pra três (foi o papelzinho que eu peguei num sorteio entre três livros que começavam com "the", e por ser um conto pude ler ele inteiro estando no quintal); o livro consegue ser super impactante em poucas páginas, daquelas histórias que vão muito além da experiência de leitura e que reverberam nos pensamentos por muito tempo. pros outros desafios dois não teve jeito: coloquei por que eu não converso mais com pessoas brancas sobre raça (de novo) nesse da pedra do signo, porque a pedra de abril é diamante e esse livro tem uma capa branca/limpa, e howl's moving castle, de diana wynne jones no da adaptação pra filme, porque era a única coisa que eu tinha comigo e se encaixava. mas no fim não consegui ler nenhum deles e tudo bem, acho que não tem como forçar certas coisas só por causa de uma "maratona", né. vi umas postagens questionando esse ritmo de leitura acelerado, que é mais um desdobramento do sistema em que a gente vive, e acho massa repensar isso também. tô lendo howl's moving castle agora, na verdade, e tô sentindo uma sensação tão gostosinha, de um jeito que nunca mais tive com livro nenhum, que tô até indo devagar de propósito.

esforço mínimo em desafios? temos
o que a reading rush tem são desafios fotográficos, e dos sete participei de três: recriar a capa de um livro, fazer cosplay de um personagem literário e tirar foto da minha leitura atual com um animal de estimação. pro primeiro achei esse livro de joão ubaldo que tem uma capa muito parecida com as paredes externas daqui de casa: tijolinhos e concreto rachado. não foi bem uma criação, né, só aproveitei o que já tinha, mas ok. pro segundo mirei baixo, porque não tinha como ser muito elaborado: me vesti de u-235, personagem de ing lee em cápsula, que li lá na reading rush de abril (usar essas roupas é bem comum pra mim). no último dia da maratona deu umas tretas de ariel e raeleen não terem feito a leitura pro clube do livro e terem mudado a discussão sobre ele pra um q&a aleatório, sendo que o livro era exatamente sobre performative allyship, além de terem deixado o desafio de ler fora de casa sendo que o mundo tá no meio de uma pandemia... uma bosta, realmente, e espero ações melhores delas pra realmente mudar, não só prometer. mas o que ia falar é que no meio disso tudo vi gente falando sobre pessoas brancas terem representado/vencido o desafio de cosplay se vestindo de personagens de cor, o que é claramente problemático, e fiquei pensando se foi errado eu me vestir de uma personagem asiático-brasileira. não mostrei minha cara e não ganhei nada, pelo menos, nem nunca tive a pretensão de receber atenção (apesar de ing lee ter visto, comentado e compartilhado feliz). foda, né. pro último desafio tirei foto de elvira (não tenho pet, mas compartilhamos a casa) dormindo na cadeira, junto com pequeno manual antirracista, e fim. os outros desafios eram menos interessantes pra mim, tipo fotografar uma pilha de livros ou meu "combustível de leitura" (comidas ou bebidas). mas foi legal ver a participação dos outros.



depois de julho só teve mais uma maratona legal: a fortnight frights, durante as duas últimas semanas (por isso fortnight) de outubro, organizada por seji do the artisan geek. a proposta era ler horror e gêneros relacionados, em preparação pro halloween, mas de forma mais diversificada e inclusiva. tinha um bingo com 16 desafios, dos quais você podia combinar 2 em uma leitura só ou então tentar completar tudo, e ao longo da maratona teve discussões de alguns livros selecionados e sessões de cinema. eu até baixei dois dos livros que teriam discussões, the year of the witching, de alexis henderson (escrito por um/a autor/a negro/a) e the only good indians, de stephen graham jones (escrito por um/a autor/a indígena), mas só li um pouquinho do primeiro e não consegui acompanhar nada. a própria seji teve dificuldades de cumprir as propostas que tinha, porque uma amiga dela faleceu :( mas gosto tanto do conteúdo dela, vou ficar atenta às próximas coisas que ela faz.

acho que tá bom de maratona pra quem nunca mais tinha participado de nada, né. não sei de mais nenhuma e também não tô em condições de arrumar mais coisas pra cabeça a essa altura do campeonato, com inúmeros trabalhos atrasados e seis disciplinas pra equilibrar. percebo que maratonas com temas mais bem definidos (como a maratona de literatura asiática, a pretatona e a fortnight frights) fazem mais sentido pra mim, e felizmente divido a casa com gente que tem livros o suficiente pra compor várias listas de leitura, além de que agora tenho a praticidade de um leitor digital onde posso colocar meus ebooks piratas. sempre que penso em comprar livros (alô festa do livro da usp) percebo que não faz sentido, tendo tantos à disposição e podendo emprestar das inúmeras bibliotecas aqui do meu lado, na universidade onde estudo (ainda não fui ver isso, mas sei que dá pra marcar horário por email pra devolver/pegar livros, agora). teve um momento, nesses meses, que me veio uma vontade grande de ir naqueles sebos caóticos com preços bem baixos... pena que não vai rolar tão cedo, né. mas enfim, coisa de pandemia, e nem tenho do que reclamar. seguimos.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

o isolamento e as maratonas

fazia tempo que eu não me informava sobre maratonas de leitura ou participava de alguma. mas também fazia tempo que eu não lia direito, sentindo prazer e vontade de voltar pro livro em vez de perder tempo com qualquer outra coisa. o ápice foi levar três livros pra bahia e voltar pra casa com nem sequer um avanço em algum deles. isso em dois meses de viagem. o som e a fúria mesmo eu só terminei no finzinho de abril, e olhando o skoob descobri que tinha começado em outubro. tava feia a coisa.

e então veio o vírus, a suspensão de atividades da universidade, a quarentena com as meninas, o isolamento social. fiquei muito mal no começo, talvez pela coincidência de problemas na cabeça além de toda a tensão do que tava acontecendo. agora a ansiedade já é esperada, mas claro que isso não significa estar acostumada; as coisas tão piores, na verdade, né. nunca mais tive controle da minha rotina, porque cada dia é uma coisa, que nem uma montanha-russa. e acabou que esses projetos de leitura foram servindo pra dar um mínimo de propósito e motivação pra fazer algo diferente.

teve uma em abril e outra em maio, e até criei um perfil no instagram pra poder participar mais ativamente. dois amigos me acharam lá e me seguiram, o que me deixou nervosa, porque a intenção era ficar o mais anônima possível e postar só o necessário. apesar de sempre ter gostado de ler e acompanhado alguns canais literários no youtube, não tenho vontade de produzir esse tipo de coisa, principalmente porque sei que minha existência online não seria nada novo ou importante pra comunidade. não faltam referências do que posso representar, no sentido mulher branca, do sudeste, classe média. minha visão não contribui pra nenhuma discussão; pelo contrário, uma das coisas que eu quero desenvolver lendo mais é justamente ser capaz de resumir melhor o que consumo, relacionar diferentes obras e construir críticas mais elaboradas. então nem vejo muito sentido em ter um perfil no instagram, mas por enquanto tô usando só pra maratonas literárias e desafios de leitura. essas foram as maratonas de que participei até agora:

stay home reading rush

cheguei a mencionar a booktube-a-thon da última vez que participei de uma maratona literária, que conheci por acompanhar ariel bissett, dizendo que antes tinha tido a intenção de participar dela mas tinha desistido por causa dos muitos desafios e exageros. em algum momento a booktube-a-thon virou the reading rush, e em abril fizeram essa edição especial por conta do isolamento social. eram só 4 dias, de 16 a 19 de abril, e foram 4 propostas: ler um livro com uma casa na capa, ler um livro que se passa num lugar que eu gostaria de visitar, ler um livro que vai me fazer sorrir e ler um livro no mesmo cômodo o tempo todo. não interpretei essa última como um 4º livro a ser escolhido, mas acabei juntando 4 de qualquer forma: o vilarejo (de raphael montes) por ter uma casa sombria na capa, todas as cores do céu (de amita trasi) porque aparentemente tem uma parte que se passa na índia, cápsula (hq de um monte de artistas que eu gosto) justamente por ser de artistas brasileiros que eu acompanho e los once (de miguel jiménez, josé luis jiménez & andrés cruz) como um extra, mas que acabei lendo inteiro e de uma vez ali na frente de casa.
acabei comprando um kindle nesse período, principalmente pra ler em inglês. mas só baixo livro gratuito ou pirata

mais tarde substituí todas as cores do céu por bloodchild (de octavia e. butler), pensando em usar o primeiro numa maratona que viria em seguida, e acabou que nem isso fiz. mas foi mais sensato trocar um livro de mais de 300 páginas por um conto, também, já que eu com certeza não ia ser capaz de terminar tudo isso nos dias da maratona.


a primeira coisa que li foi o vilarejo, que é uma coleção de contos que se passam nessa tal vila em algum lugar da europa (não é explícito, mas tem horas que falam sobre "ir para as américas" e os personagens têm nomes do tipo helga, ivan, mikhail etc). cada um dos 7 contos corresponde a um dos reis demônios do inferno, um pra cada pecado capital. dá pra ler em qualquer ordem mas tudo se encaixa de alguma forma, com os mesmos personagens e eventos em comum. o autor alega ser só o tradutor de uns cadernos escritos por uma senhora que morreu numa língua que não existe mais, e faz o prólogo e o posfácio serem parte da história, o que achei interessante, diferente. foi uma leitura sangrenta bacana, mas o estilo de escrita me dá a sensação de que qualquer pessoa poderia ter feito os contos, seguindo essa proposta de pecados capitais e um só cenário. se a escrita fosse mais cativante eu teria gostado mais.

em seguida li bloodchild, porque pouco antes tinha lido e gostado bastante de outro conto de octavia butler e, já que esse era gratuito pra baixar no kindle, aproveitei a oportunidade de ler mais dela. a história acontece em outro planeta, então achei engraçado usar pra preencher a categoria de "livro que se passa num lugar que eu gostaria de visitar", mas se eu soubesse os detalhes da vida dos terrans entre os tlic eu teria pensado duas vezes, hein. é um conto curto, então prefiro ir direto pra recomendação em vez de tentar resenhar, mas posso dizer que achei massa demais como a autora tirou inspiração das larvas parasitas de uma mosca da amazônia pra criar uma história de "gravidez masculina", escolhas, retribuição... gosto de como ela fala sobre o processo da escrita depois dos contos. um dos gêneros literários que quero começar a ler mais é ficção científica, e com certeza octavia butler é uma autora cuja produção me chama a atenção. quero ler mais mulheres e autoras negras, também, e de novo o nome dela é um dos grandes nessa.

depois li cápsula, que é uma antologia de histórias inspiradas por akira, de katsuhiro otomo. todos os autores são artistas e ilustradores brasileiros, alguns meus favoritos (puiupo, ing lee, amanda miranda, monge han, mas também tais koshino, d0rts, marco sem s, grazi fonseca e fernanda garcia). cada história assume um formato; algumas são prolongamentos do mangá, outras trazem pensamentos sobre tragédias e medos, e de alguma forma todas têm reflexões sobre identidade, o estado do mundo e a distopia pra onde parecemos estar caminhando. essa atmosfera cyberpunk, apocalíptica. arte e composições muito boas, criativas, inspiradoras. comprei com aquele pensamento de apoiar artistas independentes, aproveitando a promoção do quadrinho com o calendário feito pelo selo editorial da ing lee.

por último li los once, que é sobre os dois dias de cerco do palácio da justiça da colômbia, em bogotá, em novembro de 1985, quando guerrilheiros o ocuparam e foram atacados por forças militares. a história é contada pela perspectiva de uma mãe/avó que cuida da neta e espera o retorno do filho, que trabalha no palácio. parece que os fatos nunca foram esclarecidos e que existem várias versões, mas os "onze" do título fazem referência a essas pessoas que desapareceram no incidente e eram trabalhadores da cafeteria ou visitantes. bem construída a estrutura intercalando cenas da avó e dos onze, e muito forte a representação dos personagens como animais (os militares eram bestas que pareciam javalis, os onze desaparecidos são ratos e os guerrilheiros que os prestam ajuda são pombas).


além das propostas de leitura, cada dia tinha um desafio pro instagram, e no final da maratona haveria 4 vencedores que receberiam uma caixa desses clubes de assinatura de livros da vida. o primeiro era uma fotografia do meu lugar favorito pra ler, que por um tempo pareceu ser um dos lugares favoritos de velma também: a poltrona verde-sujo-praticamente-preta que fazia parte da edícula e agora fica na sala. gosto de ficar nela, em frente à janela e perto dos livros compartilhados (que na verdade são só meus ou de talita), onde é bem iluminado e fresco e nunca fica desconfortável. já era pra essa poltrona ter sido doada porque ninguém gosta (e velma mijou nela), mas fico feliz que ainda esteja em casa. e agora elvira usa ela bastante também, então somos três na defesa.

foto atual ilustrativa de como geralmente fico na poltrona (e onde elvira gosta de se enfiar)

o segundo desafio era fotografar meu marca-páginas favorito, mas pulei esse porque não ligo pra isso nem uso direito. o terceiro era uma foto da minha estante de livros, e como raramente vou pra casa dos meus pais (e nunca mais fui, por causa das atuais circunstâncias), tirei foto dos livros que ficam no meu quarto aqui em casa. minha estante são caixotes de madeira achados na rua e lixados, e tenho muito menos coisas nela do que na minha estante original, mas gosto assim. materiais de desenho e papelaria na caixa verde em cima do caixote, leituras em andamento embaixo da luminária, o som e a fúria sendo meu mousepad na mesa... também tenho livros na sala, aqueles supostamente compartilhados, mas juntando tudo deve dar só dois caixotes, e a maior parte ainda não li. já faz vários anos que não vejo mais sentido em comprar nada, então acho que vai continuar assim por um bom tempo.


o último desafio era fotografar um livro ao ar livre, e acabei combinando isso e o lugar onde estive durante a leitura de los once. na verdade comecei a ler de tarde e foi ficando escuro demais pra continuar nessa cadeira desconjuntada, então fiquei de pé perto da lâmpada, me mexendo pra não levar mordida de inseto. no geral gostei das minhas fotos, principalmente dessas duas últimas, e queria ter visto menos fotos padrãozinho de bookstagram nas hashtags de cada dia. as fotos vencedoras foram boas, mas vi melhores, também. de qualquer forma, esses desafios foram o que mais me animou a ver outros perfis e conhecer outras pessoas participando, o que foi massa.


apesar de eu ter lido 4 livros, nem foi tanto assim (deu 357 páginas no total), mas proporcionalmente é bem mais do que tenho lido nos últimos meses. ter uma carga de leitura extensa na faculdade acaba diminuindo minha vontade de ler no tempo livre, e estar em casa o tempo todo afetou demais minha concentração e motivação pra qualquer coisa, como eu sei que muita gente tá se sentindo igual. foi bom ter participado de uma maratona grande e conhecida pra sentir que não tô sozinha e pra me divertir com a sensação de estar num jogo, com os desafios e tal. a versão oficial da reading rush é em julho, então quem sabe eu emende tudo isso também.

asian readathon

recentemente comecei a acompanhar uma youtuber chamada cindy pham, e através dela soube da asian readathon, uma maratona em celebração ao mês do patrimônio asiático-americano e das ilhas do pacífico (maio). cindy tem descendência vietnamita e esse ano é a segunda vez que ela promove essa maratona, cuja proposta é justamente ler autores asiáticos ou de herança asiática durante o mês. junto com outros produtores de conteúdo e colaboradores voluntários ela montou um compilado muito massa de indicações de livros e autores, que dá pra usar em qualquer ocasião, não só nesse projeto. fui levantando as origens dos autores que temos aqui em casa e com carolzinha tinha índia, israel, paquistão... e de graça pro kindle achei china e turquia, também. mas os desafios eram 4: ler qualquer livro de um/a autor(a) asiático(a), ler um livro com um personagem asiático ou de um(a) autor(a) asiático(a) com quem posso me identificar, ler um livro com um personagem asiático ou de um(a) autor(a) asiático(a) que é diferente de mim e ler um livro recomendado por um(a) asiático(a). sempre é permitido combinar categorias em um livro só, mas a ideia era ler autores de nacionalidades diferentes pra cada livro. no começo eu tinha reunido, respectivamente pra cada uma, judas (de amós oz, israelense), babyji (de abha dawesar, indiana), eu sou malala (de malala yousafzai, paquistanesa) e o mangá otouto no otto ("o marido do meu irmão", de gengoroh tagame, japonês), mas acabei não seguindo isso. também teve a leitura conjunta de little fires everywhere (de celeste ng, sino-americana), seguida por uma watchalong da adaptação pra série de TV, ambas acompanhadas por discussões online em lives no youtube, e fiz a mesma coisa de participar sem ter planejado.
o mangá eu li online, tem 2 ou 3 volumes e 28 capítulos, só.
comecei lendo babyji, porque dia 10 ia ter uma discussão online promovida pelo clube lesbos curitiba, já que a história gira em torno de relacionamentos entre mulheres. lá atrás comentei que tirei todas as cores do céu da stay home reading rush com a intenção de deixar esse livro pro mês de maio, que teria a asian readathon e seria mais tempo pra ler, mas acabou que troquei ele de novo pra não repetir nacionalidades. o clube lesbos tinha disponibilizado babyji pra baixar de graça também, então pareceu uma boa oportunidade, mas no fim foi uma grande decepção. a protagonista, anamika, é uma estudante de 16 anos que arruma um caso com uma mulher quase 3x mais velha, outro com a criada também mais velha que ela e mais outro com uma colega de escola. zero simpatia por anamika, que apesar de ser adolescente é extremamente pretensiosa e arrogante, e zero desenvolvimento de qualquer personagem ou do enredo. não dava nem pra criar algum interesse em alguém porque nenhuma personalidade era explorada a fundo, nenhum conflito gerou grandes problemas, nada pareceu realista e por isso não dava pra levar as coisas a sério. anamika força a criada a fazer sexo e estupra a colega, ainda por cima, e em nenhum momento isso é discutido pra além de "só acelerei uma coisa que ela queria fazer" ou "eu reagi exageradamente". simplesmente sem sentido e potencialmente prejudicial, na minha opinião, e fiquei indignada que só mais uma mulher além de mim desgostou do livro no encontro do clube, que tinha umas 17 pessoas. tem sim algumas questões que dá pra trabalhar, como a visão sobre as "contradições da índia", a protagonista perpetuando comportamentos merda ao se relacionar com mulheres porque é isso que tem como referência, ou então se identificando com figuras masculinas já que não se vê no que é "ser mulher" na sociedade em que vive. ainda assim sinto que tudo poderia ter sido abordado de maneira mais complexa e completa, além de que o único suposto crescimento de anamika foi em benefício próprio (e ela ainda acaba o livro fazendo uma menção muito questionável a meritocracia, véi).

depois dessa raiva encontrei little fires everywhere em formato pra kindle no piratebay e, lendo despretensiosamente, me surpreendi com a escrita e acabei indo até o fim. foi um bálsamo pra leitura anterior; a história é instigante, as reviravoltas são inesperadas, os personagens têm muitas facetas, a escrita é maravilhosa. tudo se passa em shaker heights, um lugar guiado pela ordem e pelo planejamento, representados fortemente pela família richardson, mas que começa a sofrer pequenas faíscas de mudança que questionam essa imagem de perfeição quando mia warren se muda pra lá com a filha pearl. críticas ótimas aos brancos ricos agindo como bons samaritanos e salvadores mas reproduzindo os mesmos preconceitos e erros de sempre, e a esses ideais ilusórios de segurança que guiam muitas pessoas e oprimem tantas outras. gostei de como tudo e todos têm muitos lados, de como nada é simplesmente uma coisa ou outra, o que faz a gente ser obrigado a aceitar a incerteza e o relativismo característicos de quase tudo no mundo. na live pra discutir o livro comentaram sobre alguns personagens terem ficado um pouco de lado conforme as coisas se desenrolavam, e é verdade, apesar de tudo. o núcleo antagonista foi representado na série por mulheres negras, apesar do livro não deixar claro nada sobre sua cor, então houve uma atenção em especial à questão do racismo na adaptação, que foi bastante pertinente e incisiva. além disso e do final diferente, não teve muita coisa de que eu gostei na série; senti que a personagem de mia perdeu o ar de mistério e sabedoria que ela tem no livro e que a rivalidade entre ela e elena ofuscou os outros conflitos. mas pra quem não leu deve ser mais interessante.


por último li otouto no otto, apesar de ter começado eu sou malala antes (acabei o mês tendo lido pouco mais de 30% do livro). yaichi vive no japão com sua filhinha kana e eles são surpreendidos pela visita de mike, canadense que foi casado com o irmão gêmeo falecido dele, ryouji. ao longo das três semanas que mike passa em sua casa, yaichi vai repensando e lidando com seus próprios preconceitos, e passa a entender melhor e fazer as pazes com essa parte da vida do irmão de que não fez parte. achei massa mostrar essa transformação em yaichi, que acaba vendo na própria vida aspectos igualmente não-convencionais (pai solo, divorciado) que também não merecem ser invalidados ou discriminados; uma boa abordagem, de uma perspectiva diferente. achei desnecessário e repetitivo as conversas sobre refeição e o próprio foco que a comida recebe, só, e não tava esperando a menção às bandeiras lgbt pra furries e bdsm, mas legal. descobri que fizeram uma adaptação em live-action com 3 episódios, e os atores são bem iguais aos personagens. deve ser bacana.

comecei judas outro dia também mas não li muito, então encerrei a maratona tendo lido só isso, mesmo. mas foi bom pra eu ver que não faz sentido querer ler tanto se meu normal tem sido muito menos, né. o booktube e o bookstagram forçam muito a barra na quantidade, quando o que deveria ser priorizado é a qualidade, e tô enxergando isso. hábito se cria mirando baixo pra aumentar os objetivos bem devagar, conforme a gente se acostuma e seguindo o que funciona pra cada um, afinal. também sei que não consigo seguir planejamentos de leitura, e tudo bem, qualquer avanço ainda é um avanço. tô aprendendo a respeitar meu ritmo e olhar pro que realmente importa nesses tempos.

foi massa participar de uma maratona com um tema específico e ver as conversas em torno do assunto, que foram muito além de onde vi começar. tudo o que vi de lá fora valeu pra me fazer pensar na produção literária de autores brasileiros de descendência asiática, também, que acho que não conheço nada. e apesar de não ter conseguido ler os 4 livros que designei pra cada desafio, o que eu li conseguiu preencher tudo: babyji como o livro com um personagem asiático diferente de mim (anamika é estudante do ensino médio e eu tô na faculdade), little fires everywhere como o livro qualquer de uma autora asiática, além de ter sido a leitura conjunta proposta, e otouto no otto como o livro com um personagem com quem posso me identificar (tanto mike quanto eu somos lgbt) e como recomendação de uma pessoa asiática (no caso, de @simoneandherbooks). e ainda fiquei com muitas outras recomendações de pessoas do mundo todo, então valeu muito a pena.

esquema de livros de autoras asiáticas elaborado pelo club de té, uma organização feminista chilena que achei no instagram

de junho a julho vai ter uma maratona brasileira, dessa vez, que coincide de ser a última maratona de que eu tinha participado antes dessas duas recentes: a maratona literária de inverno do canal geek freak (do victor almeida, que antes era do olhos de ressaca). aparentemente a mli desse ano vai ser uma versão 2.0 de uma tal booktubatona, que não sei quando teve a primeira edição mas com certeza esse nome foi inspirado na booktube-a-thon gringa. relendo a postagem de 2017 sobre a edição que eu participei vi que na época usaram o aplicativo amino pra reunir os participantes e promover interações, mas acredito que não vá acontecer o mesmo agora. tudo tá girando muito em torno do instagram, né, e não sei se isso é bom ou ruim. aquele sentimento incômodo de ver "facebook" escrito abaixo do nome do aplicativo quando abro ele no celular. acho que tô deixando minha participação registrada aqui porque sei que posso desistir de ter um perfil lá a qualquer momento, afinal. já sinto que tô perdendo o ritmo de leitura e o interesse em continuar, mas sei que montar listas e planejamentos me anima, então pelo menos isso devo fazer.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Maratona Literária de Inverno 2017

Fazia muito tempo desde que eu participara de algum desafio de leitura pela última vez, e por isso resolvi que faria a MLI2017. Inicialmente a maratona era do dia 16 ao dia 30 de julho, mas depois acrescentaram quase uma semana para que terminasse dia 5 de agosto (dia que booktubers que eu não acompanho iam fazer uma live pra conversar sobre uma leitura conjunta de que não participei). Fizeram três níveis diferentes – iniciante, intermediário e hardcore – com três desafios cada; escolhi o intermediário e esses foram os livros que encaixei nos desafios:


• livro com a capa azul → Família Schürmann - Um mundo de aventuras (Heloisa Schürmann)
• livro com menos de 200 páginas/livro escrito por uma mulher → Uma duas (Eliane Brum)
• livro que você comprou pela capa → Cyrano de Bergerac (Edmond Rostand)
• livro sem saber a sinopse ou do que se trata/livro nacional → Caminhos cruzados (Érico Veríssimo)

Aproveitei pra usar livros em mais de um desafio porque não quis pegar pesado. (Aliás, não comprei Cyrano de Bergerac só pela capa porque nunca faço isso; reconheci o título quando o encontrei num sebo, descobri que era um clássico francês e decidi adquirir.) Devo dizer que acho meio desanimador essas maratonas e TAGs que têm sempre as mesmas propostas; considerando a única outra maratona de que participei achei essa meio meh, mas ok. Ao todo ficou 1130 páginas, o que daria cerca de 80 páginas por dia se fossem duas semanas de maratona (mas obviamente não consegui seguir uma meta de leitura diária). O resultado desses 20 dias foi o seguinte:

• 5 livros concluídos
• 1022 páginas lidas
• 5 desafios cumpridos

Dos livros que me propus a ler não completei Família Schürmann (faltaram 260 páginas) e dos desafios, o de livro com capa azul. Também li duas coisas pequenas que não estavam na TBR – Sejamos todos feministas (de Chimamanda Ngozi Adichie) e Ou isto ou aquilo (de Cecília Meireles). Usei a comunidade que fizeram no aplicativo Amino para quem estava participando e me desesperou um pouco ver gente lendo 9 livros, 2000 e poucas páginas nesse período... Demorei muito pra conseguir ler o segundo livro e confesso que fiquei triste por não ter sido capaz de me planejar pra fazer tudo o que queria, uma vez que estive estudando na maior parte do tempo (comecei a correr atrás do prejuízo no mês de julho e ainda preciso melhorar na organização). Apesar de qualquer desânimo, isso serviu pra eu aceitar que não tenho mais um ritmo rápido de leitura e que isso não é necessariamente um problema; penso que existe grande competitividade nesses ambientes e sinto que muita gente leva a urgência do mundo globalizado pras leituras também. Vi um vídeo que questiona esse aspecto e concordei com os pontos levantados, sobre os quais eu nem tinha parado pra pensar.

Quanto aos livros da TBR, esta é minha opinião sobre eles:

• Uma duas trata do relacionamento nada saudável entre uma mãe e uma filha, que acabam se sobrepondo à medida que se aprofunda na narrativa – "Não há como escapar da carne da mãe. O útero é para sempre." A história é muito intensa, extremamente visceral e assustadora, com certeza passando longe de qualquer comparação enquanto me forçava a continuar pra fazer aquilo tudo passar de uma vez. Achei incrível, fiquei pensando em muita coisa e cuidando pra não cair em buracos cavados na minha mente pelos assuntos tocados.
• Caminhos cruzados começou me fazendo sentir um sono absurdo sempre que tentava ler por mais de cinco minutos. Não sei em que momento exato a coisa engatou, mas me encantei com a construção da história abordando tantos núcleos diferentes, cada um com sua perspectiva e seus rumos que se trombavam e expunham tantas críticas que continuam atuais. Achei muito engenhoso esse tipo de narrativa e gostei bastante do final, embora não seja um "final".
• Cyrano de Bergerac também me surpreendeu com um humor agradável, um belo lirismo e um ótimo desenrolar da história. É um verdadeiro herói romântico que, para bem além de seu nariz, tem um grande espírito e não hesita em se sacrificar pela felicidade de outros. Tudo encaixa muito bem, gostei bastante dos personagens e das rimas (apesar de não ter costume de ler teatro). E não sabia que o protagonista tinha existido de verdade!

No mais, foi legal poder me sentir parte de alguma coisa bacaninha. Pude encerrar bem a experiência com o Kindle Unlimited, adiantar um dos livros da lista de leitura dos vestibulares que vou fazer e diminuir a lista de livros na estante que ainda não li (Cyrano tava esquecido aqui há anos, por sinal). Gostei de interagir com tanta gente que gosta de ler e foi até que bem divertido. Gostaria de fazer mais coisas pra dar incentivo à leitura, o que nunca é ruim.

É isso, fim.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conclusão da Maratona Especial de Verão!

E terminou-se, ontem, a Maratona Especial de Verão (ou, para mim, inverno)! E minhas férias também, socorro! skjkdjd Gostei muito de ter participado! Foi divertido interagir e saber que muitas pessoas estavam a ler com os mesmos objetivos. Eu disse, sábado, que viria aqui ontem para falar sobre a conclusão da maratona, porém hoje fizemos um balanço final... então posto tudo de uma vez agora.

Lembram-se que o tema da Book Weekend Shot #2 era cores do verão? Pois então, eu queria fotografar fora de casa, sob umas árvores que tem aqui perto... mas recebemos visita e acabei não saindo de casa. Sendo assim, taí minha tentativa fracassada de fazer uma pilha de livros parecer um riozinho, grama, céu e o sol... :P

...pelo menos ficou bem colorido. E fez uma bela bagunça.

O Lazy Sunday #2 perguntava o que estávamos achando do livro que estávamos a ler até então. Para descrever deveríamos usar uma única palavra/expressão. Ontem eu retomei (brevemente) minha leitura de Grandes esperanças, do Charles Dickens, e embora não tenha lido muito posso dizer que é curioso. Gosto muito da narrativa de Dickens e a história me prende.

Hoje, como eu disse, fizemos um balanço de nossas leituras durante a maratona. Meus resultados foram os seguintes:

• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) = 87 páginas
com personagens não humanas / continente diferente do norte-americano / natureza em destaque ou como o cenário / infantil ou juvenil / um dos meus autores favoritos
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom) = 195 páginas
gênero diferente do habitual / conto ou novela / aventura, mistério ou comédia / e-book ou da biblioteca / romance ou amizade forte
• A guerra dos tronos (George R.R. Martin) = 450 páginas
capa azul ou com o mar / recomendação de amigo/online / decorre no verão (parte ou todo) / mais de 400 páginas / protagonista feminino / best-seller
Total: 732 páginas e bingo completo~

Embora eu não tenha terminado A guerra dos tronos ontem, li mais que 400 páginas e por isso estou considerando. Comecei minhas leituras da maratona um dia depois do início e terminei um dia depois do fim, então, se eu tivesse começado no dia exato, eu teria conseguido a tempo! xD Foi uma boa experiência e achei muito criativa a ideia do bingo. Gostei bastante do grupo e pretendo participar de mais maratonas futuramente! 

Para encerrar, tivemos um desafio final: Leituras com Sabor a Verão. Para terminar esta maratona de uma forma diferente, respondemos uma TAG tendo por base os livros que lemos na maratona.
• Sol: qual o livro que brilhou mais nesta maratona (livro preferido)?
Agora me pegou! Haha, gostei bastante dos livros que li. Fico entre O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e A guerra dos tronos... o primeiro foi uma releitura, então sei lá. Mas adoro Nárnia e suas crônicas. Talvez A guerra dos tronos mereça maior destaque, pois a história é surpreendente e envolvente, diferente de tudo que li. É meu preferido.
• Queimadura: qual o livro que te deixou cheia de arrependimentos (livro que menos gostaste)?
Ah, estou bem satisfeita com as leituras que tive. Não me arrependo de nenhuma delas.
• Sorvete: qual o autor cuja escrita te deliciou?
C.S. Lewis! Apesar de As crônicas de Nárnia ter sido escrito para crianças, é uma leitura que agrada a toda a gente. O autor conversa com o leitor, descreve de forma surreal e narra simples mas encantadoramente. (Menciono isso na última postagem, também.) Definitivamente, C.S. Lewis é um dos meus autores favoritos. 
• Bóias: qual o livro que foi custoso de ler mas que conseguiste terminar?
A guerra dos tronos! Mas não foi a narrativa que foi custosa de acompanhar, e sim a extensão, mesmo, ahahaha! Mesmo lendo durante muito tempo parece que não se avança nada (e_e) mas vale muito a pena. A história é incomparável.
• Piscina: Qual foi a leitura leve e refrescante?
O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Como eu disse anteriormente, é uma crônica escrita para infantes, e por isso é bem leve. Sempre uma deliciosa leitura.
• Picnic: Quais as personagens com as quais gostarias de passar tempo?
Puxa, agora que penso, gosto muito de todos os personagens dos livros que li na maratona. Foi ótimo reencontrar Aslam e sua sapiência, o sr. Tumnus e sua gentileza, Lúcia e sua espontaneidade, Susana, Pedro, Edmundo, o sr. e a sra. Castor... também gostei de conhecer Forrest Gump e de ler sobre os episódios randômicos da vida dele, hahaha. Em A guerra dos tronos, simpatizo com Ned Stark, Jon Snow, Daenerys Targaryen e Tyrion Lannister. São personagens muito intensos. Ter de escolher entre todos esses personagens é muito difícil! Acho que eu gostaria de passar um tempo na presença de Tyrion Lannister, já que ele tem opiniões válidas sobre tudo, hehe. E também de Aslam, pois ele tem muito a ensinar. Os irmãos Pevensie também seriam ótimas companhias, teriam muitas aventuras a contar. :P

E isso é tudo! Se não fosse pela maratona eu não teria conseguido ler tanto nesse mês de férias, ahaha. A maratona me incentivou e me animou. Sem contar que ela fez render muitas postagens por aqui, né? Hehe. Obrigada, novamente, a quem acompanhou-me nessa (apesar de ninguém comentar aqui no blog, snif). Parabéns a todos que participaram e se dedicaram. Foram boas companhias. Estou super disposta a participar de mais maratonas no grupo Viagens (In)Esperadas. Mas por enquanto, preciso focar na escola: é necessário retomar o ritmo de praxe e estudar bastante, pois as provas chegam logo. Aiai. 

Tchau, tchau, pessoal!

sábado, 2 de agosto de 2014

MEV: reta final!

Oi! Cá estou eu para continuar a mostrar as coisas da Maratona Especial de Verão. Parei na segunda-feira, dia 28, quando houve a segunda Monday Bookshelf Mix. Continuando...

Dia 29 de julho, houve o terceiro Check point. Na terça escrevi o seguinte: "Estou na mesma pois ainda não terminei A guerra dos tronos (embora tenha lido duzentas páginas por enquanto). Não estou lendo Ayla ao mesmo tempo, como fiz na semana passada... mas do jeito que eu reorganizei o que eu li, só sobraria a categoria protagonista feminino depois que eu terminasse A guerra dos tronos. Antes Ayla estava para natureza em destaque ou como o cenário; continente diferente do norte-americano; romance ou amizade forte e protagonista feminino, mas já eliminei as duas primeiras categorias com O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e romance com Forrest Gump. Eu queria saber se posso usar A guerra dos tronos para a categoria protagonista feminino também, porque não há personagem principal neste livro... cada capítulo volta-se para um personagem, e há capítulos centrados em protagonistas femininos. Se sim, completo o bingo." Ninguém disse nada sobre A guerra dos tronos, então resolvi usá-lo para protagonista feminino também, como poderão ver abaixo, no próximo check point.

Na quarta, 30/07, houve a Reading pause #3: "Em homenagem aos maratonistas brasileiros que participam nesta maratona de Verão estando no Inverno, compartilhem conosco a melhor leitura que fizeram neste Inverno e que recomendam. Colegas brasileiros, partilhem conosco a vossa melhor leitura deste Verão." Fiquei contente pela homenagem, hihi. Minha melhor leitura do verão, deste ano, foi uma HQ do americano Craig Thompson: Retalhos. (À esquerda, a capa.) É uma história autobiográfica que acompanha a vida e o desenvolvimento dos pensamentos de Craig numa narrativa calma e profunda. Tem traços simples carregados de sentimento e me fez refletir sobre vários assuntos. É bem grande mas passa muito rápido. Valeu a pena e recomendo.

Dia 31 foi anunciado o tema da Book Weekend Shot #2: cores do verão. Apesar de ser inverno aqui, tem estado calor e acho que vou conseguir produzir uma foto legal. É necessário postá-la no sábado (hoje) ou no domingo... e pois é, já está de noite, então, só amanhã mesmo, haha xD

Ontem houve o Check point #4. Eu estou quase terminando A guerra dos tronos, mas li mais de 400 páginas (tem 590) e então já estou considerando... Cada livro corresponde às categorias marcadas com sua respectiva cor. Consegui usar apenas estes três livros e gostei de minhas leituras. (Mantive A guerra dos tronos para protagonista feminino, mesmo, já que os protagonistas são vários e alguns são femininos.) 

Bingo!

Hoje houve a  Reading pause #4: "Partilhem as citações que marcaram a vossa maratona." Dos três livros que li, apenas dois estão comigo (já que o livro de Winston Groom eu peguei na biblioteca da minha cidade), então não posso citar nada de Forrest Gump. Em O leão, a feiticeira e o guarda-roupa eu não marquei frases bonitas ou citações, mas sim algumas descrições que eu achei muito singulares. Cá estão algumas:

"O Leão abaixou-se e as crianças subiram no seu dorso morno e dourado: Susana primeiro, agarrando-se na juba com toda a força; Lúcia depois, agarrando-se firmemente em Susana. O Leão ergueu-se e partiu em disparada, descendo a colina e entrando pela floresta.
Foi talvez a coisa mais fabulosa que lhes aconteceu em Nárnia. Você já galopou num cavalo? Então, faça de conta que vai a cavalo. Elimine o barulho dos cascos, o ranger do freio; imagine as passadas quase silenciosas do Leão. Agora, em vez do dorso preto, cinza ou castanho do cavalo, imagine o pelo macio e dourado, e a juba esvoaçando ao vento. Imagine também que está galopando duas vezes mais depressa que o mais rápido cavalo de corrida. E não se esqueça de que esta montaria não precisa ser guiada e que nunca se cansa. Galopa, galopa, sem tropeçar, sem hesitações, abrindo caminho com grande habilidade entre as árvores, saltando arbustos, moitas e riachos, atravessando os mais largos a vau, e a nado os rios maiores. Mas não é cavalgar por uma estrada, nem por um parque, nem sequer por uma encosta gramada, mas por Nárnia, na primavera, ao longo de bosques lindíssimos inundados de sol, entre brancos pomares de cerejeiras em flor, passando por barulhentas cachoeiras, percorrendo gargantas perigosas, descendo, descendo de novo para os vales agrestes e os campos enfeitados de flores azuladas."

"Aslam bateu as patas e pediu silêncio.
— A nossa tarefa do dia ainda não acabou. Se quisermos derrotar para sempre a feiticeira antes de anoitecer, teremos de encontrar já, já o campo de batalha. (...) Avante! Os que não podem acompanhar a marcha (crianças, anões e bichos menores) vão às costas dos outros (leões, centauros unicórnios, cavalos, gigantes e águias). Nós, os leões, vamos na vanguarda, e os que têm o faro apurado vão conosco, ajudando a localizar o campo de batalha. Depressa, todos a postos!
Com grande alegria e bastante barulho, todos obedeceram. Mas quem estava inchado de contentamento era o outro leão, que corria de uma lado para outro, fingindo-se muito atarefado, só para ter a oportunidade de repetir a cada um que encontrava:
— Ouviu o que ele disse? Nós, os leões! Ele e eu! Nós, os leões! Por aí você vê por que eu gosto tanto de Aslam. Não se põe lá em cima, não é de bancar o importante. Nós, os leões! Ele e eu!
E só parou quando Aslam colocou em cima dele três anões, uma dríade, dois coelhos e um ouriço. Aí, ficou um pouco mais calmo."

Como podem ver, adoro as descrições e a forma de narrar de C.S. Lewis. As crônicas são escritas para crianças, mas não importa a sua idade: vai achar delicioso o jeito que o autor fala para com você. É sempre uma boa leitura! Em A guerra dos tronos, gostei bastante destas frases:

"— Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo?
 — Esta é a única maneira de um homem ser valente — seu pai respondeu."

"(...) A mente é a minha arma. Meu irmão tem a sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a minha mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada — Tyrion deu uma palmada na capa de couro do livro. — É por isso que leio tanto, Jon Snow."

Esta última é a minha preferida... e é só ^^

Amanhã é o último dia de maratona. Voltarei para publicar sobre o Lazy Sunday #2, sobre a Book Weekend Shot #2 e para falar um pouquinho sobre o que achei dessa experiência. Agradeço quem me acompanhou nessa! xD

Até amanhã!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

MEV outra vez

Oi, tudo bem?

Na última postagem mostrei as coisas da maratona da semana que passou. Hoje vim mostrar mais três coisas: a Book Weekend Shot #1, o Lazy Sunday #1 e a Monday Bookshelf Mix #2.

O tema da Book Weekend Shot era água e eu planejava ir ao bosque perto da minha casa ou à fonte no centro da cidade para tirar uma foto... mas ontem estava tão frio que ninguém teve coragem de fazer nada. xD Eu já estava desistindo de fazer o desafio mas, então, fui no grupo e vi que algumas pessoas foram criativas e deram um jeitinho. E deu no que deu: usei um quadro como background :P

Foi difícil segurar este calhamaço no alto para fotografar... mas gosto deste quadro.

No domingo houve o Lazy Sunday: "Conta-nos como é que o livro que estás a ler veio parar às tuas mãos. Onde ouviste falar nele pela primeira vez e porque decidiste lê-lo?" Estou lendo A guerra dos tronos, o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo (do George R.R. Martin). Tenho uma prima mais velha que gosta muito de ler e nossos papos eram sempre sobre leituras e tal... até que ela comentou que estava vendo a série da HBO, Game of Thrones, e estava gostando muito. Ela começou a ler a partir do segundo livro, porque na época só tinha a primeira temporada, se não me engano (e já que a série é bem fiel ao livro, ela optou por continuar daí). Minha prima me recomendou os livros – até porque ela me achava muito nova para assistir a série e "ver tudo aquilo", hehehe –, mas decidi esperar um pouco para ler. Desde então tenho recebido incentivos de outros amigos que leram, e há alguns meses assisti todas as temporadas (não havia saído a quarta, ainda) de uma vez. Gostei muito e tomei coragem para ler os livros, mas eu nunca tinha tempo de ter uma leitura produtiva – já que quando eu estava tentando ler eu tinha muitas tarefas, precisava estudar para provas e ler livros para a escola –, então nunca terminei A guerra dos tronos. Então, agora que estou de férias, resolvi recomeçar, e tudo está correndo bem, até agora.

Hoje houve a segunda Monday Bookshelf Mix: "Que 3 cores associas ao Verão? Mostra-nos 3 livros que gostarias de ler ou comprar neste Verão, um para cada uma das cores escolhidas." Associo cores quentes ao verão: amarelo, vermelho, laranja. Lembram sol, calor e vigor. Estes três livros tem essas cores, estão aqui em casa e quero lê-los em breve.

Engraçado que Huckleberry Finn é o único livro sem a própria cor no título...

Na verdade, só não li As aventuras de Huckleberry Finn (do Mark Twain) ainda porque eu quero ler As aventuras de Tom Sawyer primeiro. O vermelho e o negro (do Stendhal) foi mostrado algumas postagens atrás, e é um livro que eu comecei mas não terminei, apesar de ter gostado... tenho algum problema, que é isso. wkjwjak Laranja mecânica eu lerei logo, porque quero emprestar para o amigo que vai me emprestar O príncipe :P

Assim como na primeira Monday Bookshelf Mix, resolvi fazer o desafio numa "versão inverno" para se adequar a estação aqui no Brasil. Pensei em três cores que podem ser associadas ao inverno e estes são os três livros que eu gostaria de ler neste inverno, também:

Os trabalhadores do mar está  numa caixa hardcover... tirei um pouquinho pra mostrar o livro, de fato.

Verde-escuro, azul e marrom me lembram o inverno. Talvez por causa do frio, gelo, árvores com cores mais opacas... lerei A fúria dos reis em breve, já que estou lendo o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo; quero terminar logo Grandes esperanças (do Charles Dickens), que dei uma pausa para fazer a maratona e recentemente comprei/recebi Os trabalhadores do mar (do Victor Hugo) e estou ansiosa para ler algo deste célebre autor.

Por hoje é só. Até a próxima!

sábado, 26 de julho de 2014

Mais MEV

Olá! 

Vim postar as atualizações da Maratona Especial de Verão. Eram coisas pequenas, por isso decidi juntar tudo numa postagem só. Eu já postei o desafio Monday Bookshelf Mix #1 (que foi, obviamente, da segunda-feira passada) e, então, vou continuar a partir daí.

Terça-feira teve a Reading pause #1. A pergunta era "Campo vs. Praia: Diferenciam leituras? Associam algum estilo?" Eu não diferencio leituras nem às associo a nada. Leio de tudo, quando eu quiser. Depende mais do meu clima que do clima do local, hihi. Ou seja... leio o que eu estiver com vontade, em qualquer lugar e tempo. Eu tento evitar ler livros que exigem mais de mim quando estou perto de provas e preciso me concentrar nos estudos... mas, em relação ao lugar onde me encontro, não me importa. Nunca vou à praia e gosto de ler no campo, seja qual livro for.

Quarta houve o Check point #1. Meus progressos eram os seguintes: segunda-feira li a última metade de Clube da luta (do Chuck Palahniuk), mas não fazia parte dos meus planos para a maratona. Na terça-feira li O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (do C.S. Lewis) e na quarta-feira li Forrest Gump - O contador de histórias (de Winston Groom). Quero deixar a semana que vem vaga para que eu possa ler A guerra dos tronos, que é deveras grandinho xD

As marcas pretas são para O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; as marcas marrons são para Forrest Gump. Hehe.

Quinta-feira foi anunciado o tema do Book Weekend Shot #1: água. As fotos só serão aceitas se publicadas nos dias 26 ou 27 (sábado ou domingo) e devem ter algo relacionado ao tema proposto, além de mostrar nossas leituras do momento.

Ontem houve a Reading pause #2, que consistia em escolher quatro países que gostaríamos de visitar no verão e um autor de cada um desses países que nos desperte a curiosidade. Eu escolhi os seguintes países e autores: 
• Inglaterra ~ Jane Austen
Eu não lembro de como eu era sem saber/estudar inglês. Gosto muito da língua, adoro o sotaque britânico e gostaria de conhecer a Inglaterra, pois gosto de muitas coisas que vem de lá, hihi. Como exemplo, tem muitos autores ingleses que eu aprecio, e entre eles está a Jane Austen. Li Orgulho e Preconceito há alguns meses e me envolvi muito com a história e com a narrativa de Austen. Não tem comparação. Pretendo ler as outras obras dela em breve.
• Itália ~ Nicolau Maquiavel
Eu adoro a Itália, adoro o Renascimento e, sendo assim, como não estaria curiosa para ler algo de Maquiavel? Hihi. Quero visitar Roma um dia, andar por entre a história... e assim que terminar esta maratona vou pegar O príncipe emprestado de um amigo que tem me recomendado xD
• República Checa ~ Milan Kundera
Meses atrás li A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera. Gostei muito do jeito peculiar de narrar que o autor tem, das filosofias por entre as páginas deste livro. Chamou minha atenção e, além de agora eu querer ler mais obras do Milan Kundera, foi despertada em mim uma grande vontade de conhecer Praga e as belas paisagens da República Checa.
• EUA ~ Chuck Palahniuk
Recentemente li Clube da luta, do Chuck Palahniuk. Achei a história muito pitoresca e eletrizante, gostei de como tudo se encaixa (ou não) e estou muito curiosa para ler outros livros do autor. Eu não queria ser clichê ao escolher os EUA, mas tem lugares legais que me interessam e eu também iria, se pudesse. Hihi.

Para terminar, hoje houve o Check point #2 e estou na seguinte situação: desde o último check point, tenho estado ocupada/preguiçosa e não acabei nem Ayla, nem A guerra dos tronos (embora os tenha começado). Mas percebi que os dois livros que já li podem abranger mais categorias, além das que eu os tinha designado para. Sendo assim, fica:
• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) = um dos meus autores favoritos; infantil ou juvenil; com personagens não-humanos (as categorias para as quais usei o livro antes); natureza em destaque ou como o cenário e continente diferente do norte-americano;
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom) = novela; aventura/comédia; gênero diferente do habitual; de biblioteca (as categorias que eu tinha colocado antes) e romance ou amizade forte.
Fico, então, com dez categorias preenchidas. Espero conseguir ler bastante na próxima semana, já que estarei sem compromissos.

Novamente: preto para O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e marrom para Forrest Gump...

Aliás, cinco das seis categorias restantes são preenchidas por A guerra dos tronos (do George R.R. Martin). Ayla - A filha das cavernas (de Jean M. Auel) só ilumina, agora, a categoria protagonista feminino, já que usei O leão, a feiticeira e o guarda-roupa para natureza em destaque ou como o cenário e continente diferente do norte-americano (pois eu estou querendo eliminar o máximo de categorias possível, já que vai ser complicado ler dois livros com mais de 500 páginas cada em apenas uma semana). Por isso estou considerando ler outro livro com protagonista feminino, que seja menor que Ayla... ou mesmo deixar A guerra dos tronos cobrir isso também, já que cada capítulo é direcionado a um personagem e entre eles há mulheres. Vejamos como a semana se desenrola.

É isso, então! Já tenho em mente a fotografia que vou tirar e usar para o Book Weekend Shot #1, mas vou tentar tirá-la e postá-la só amanhã. Espero que dê tudo certo.

Até breve.

terça-feira, 22 de julho de 2014

MEV: Monday Bookshelf Mix #1

Olá!

A Maratona Especial de Verão (carinhosamente abreviada para MEV por mim) do grupo Viagens (In)Esperadas da qual estou participando possui algumas propostas para fazermos. A primeira delas, Monday Bookshelf Mix #1 (de ontem), consistia em fazer uma pilha de livros para ilustrar o que o verão é para nós, usando a primeira letra de cada livro para criar uma espécie de acróstico (ignorando-se os artigos). Eu sou muito original e formei a palavra CALOR para representar o verão, hehe. Gosto do verão porque é divertido sair por aí, passear e se mexer bastante, mas o calor é o que mais marca, já que interfere no meu ânimo para fazer coisas. Sério, detesto calor. Mas enfim! Usei os seguintes livros: 

    Coração de tinta (Cornelia Funke)
    Ayla - A filha das cavernas (Jean M. Auel)
    Laranja mecânica (Anthony Burgess)
    Orgulho e preconceito (Jane Austen)
O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

C-A-L-O-R! E uma tartaruguinha simpática.

Eu gostei da ideia de bagunçar minha estante procurando livros para formar esse acróstico e então pensei em fazer a mesma coisa para ilustrar algo que o inverno me faz lembrar, já que aqui no Brasil estamos no inverno. Pra mim, nada melhor do que se agasalhar bastante e ficar debaixo de cobertas, hihi. Por isso fiz esta outra pilha:

      Cyrano de Bergerac (Edmond Rostand)
      Orson (Jon Katz)
      Brisingr (Christopher Paolini)
      Eragon (Christopher Paolini)
  O Retorno do Rei (J.R.R. Tolkien)
Os Trabalhadores do mar (Victor Hugo)
      One Piece #1 (Eiichiro Oda)
  O Restaurante no fim do universo (Douglas Adams)
      Eldest (Christopher Paolini)
      Sangue de tinta (Cornelia Funke)

C-O-B-E-R-T-O-R-E-S! E meu cobertor e meu travesseiro (além de um raminho seco que encontrei outro dia).

Engraçado que quase usei o Ciclo da Herança (os livros do Paolini) todo nesta pilha. One Piece veio bem a calhar e pude usar o segundo livro da saga Mundo de Tinta (da Cornelia Funke), cujo primeiro livro foi usado no acróstico do verão. Lembrando que esta segunda pilha de livros que fiz é só uma "versão inverno" do desafio, não-oficial.

Por enquanto, é isso. Conforme tivermos coisas do tipo para fazer, vou postar aqui também. É muito divertido... xD Até breve!