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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Atualizações, novidades e o "nascer" do sol

Oi, olá.
Não li muito neste junho. Sei lá, tô de ressaca literária – ou tô, simplesmente, desanimada por causa das provas que começaram dia 18 e vão até o fim do mês. Quero que minhas férias cheguem logo. Afinal, ninguém merece estar fazendo provas enquanto outros estão de férias... poxa.

Parando com a autopiedade, queria chamar atenção para a cara do blog. Coloquei essa URL que vocês podem ver agora e também dei uma decorada. Por que esse endereço?, acredito que vocês (leitores fantasmas) estão se perguntando. Ora, porque "a leitora sem leitores" era muito mimimi ninguém lê meu blog tô aqui falando sozinha e daqui a pouco vou excluir essa joça. Já "as folhas da Sibila" é muito mais poético e abrangente. Quero ver quem discorda. (Aliás, quanto às pessoas que leem esta coisinha e não interagem comigo, por favor, lhes convido a puxar uma cadeira e conversar com quem vos fala. Não precisa nem seguir o blog, é só deixar algum comentário dizendo se gostou ou não, o que falta ou o que sugeres. Eu ficaria feliz com isso, hihi.)

A Sibila Délfica, de Michelangelo (teto da Capela Sistina).
Voltando ao assunto anterior: coloquei esse endereço porque gosto muito de mitologia grega e, há alguns meses, li um livrinho sobre isso. Lá falava da Sibila – uma profetiza que escrevia, em folhas de árvores, coisas importantes a respeito do destino das pessoas. A Sibila deixava as folhas distribuídas pela gruta onde vivia, onde podiam ser consultadas por quem quisesse – embora quando sopravam ventos fortes e as folhas voavam a profetiza não se importava em reuni-las outra vez. Uma lenda envolvendo uma dessas profetizas contava que ela tinha oferecido nove grandes livros para um rei, cobrando um preço salgado. O rei não os quis. A Sibila queimou um terço dos livros e voltou com os outros seis, pedindo o mesmo preço. O rei não entendeu e rejeitou novamente. Outra vez a Sibila queimou três livros e trouxe os três restantes, cobrando o mesmo preço – e dessa vez o rei aceitou, pois ficou curioso. E, surpreso, viu que nos livros estava escrito o destino de Roma!
Junto a essa história havia esses versos, trecho de uma obra do escritor Edward Young:

Se tem planos a respeito do futuro,
Estão todos registrados em folhas,
Como Sibila, êxtase insubstancial e efêmero,
Que à primeira explosão desaparece no ar.
(...)
Assim como os estratagemas mundanos
Se parecem com as folhas da Sibila,
Os dias do homem bom são também comparáveis aos seus livros,
O valor é cada vez maior, embora mais escassos se tornem.

Acho esses versos lindos demais (tanto que os da última estrofe estão no meu mural do Skoob), pois neles está colocada uma verdade incontestável e admirável: por mais que tenhamos planos, não podemos prever o futuro ou controlá-lo, pois ele está sujeito à qualquer mudança, à qualquer rajada de vento; quanto mais vivemos, menos dias nos restam de vida, porém mais valor nossos dias possuem, já que com o tempo adquirimos experiência e conhecimento. Entenderam? Tá, não sei se ficou claro, mas continuo adorando essas palavrinhas – por isso o nome do blog!
Mas sério, no quesito de abranger mais, o título faz referência a essa relação de vida e tempo. Quero aproveitar o tempo que tenho, fazer o que desejo e falar sobre o que gosto – afinal, o tempo é uma ilusão e o amanhã não existe, haha. Por isso este blog vai ter um pouco de tudo e bastante de mim.

Ok, já chega de tagarelar. Queria informar que as quinzenas que eu pretendia fazer estão ficando desorganizadas (faz bem mais de 15 dias que fiz a última, por exemplo), e falar de livros a cada 15 dias é meio que me pressionar, o que eu desgosto. Vou manter isso de mostrar dois livros que li recentemente, mas não em quinzenas! Até porque este não é um blog literário e eu tenho a liberdade de digerir minhas leituras como eu desejar.

・゜・。☆  。・゜・

Já que este mês não vai ter nada sobre livros que eu li, pensei em mostrar um hobby que tenho tido. Eu estudo de manhã e vou de van para a escola. O lugar onde eu moro é um vale e esse terreno acidentado proporciona ótimas visões do nascer do sol. Tem um certo ponto por onde passo com a van que tem uma vista incrível, e venho fotografando esse lugar há algum tempo. O resultado é este:

02/04 (acho)
30/04 (acho)
06/06 (meu preferido)
10/06
16/06
18/06
23/06
O padrão das palmeiras dá um aspecto interessante às fotos e a luz do sol, seu reflexo que vez ou outra pode ser visto no lago e as nuvens decoram o céu de maneira única. Adoro olhar o céu e estou gostando de tirar essas fotos (embora meu celular não tenha a melhor câmera para registrá-las). Todas foram tiradas por volta de 6h30 da manhã.

Espero que tenham gostado das imagens e das explicações e novidades que eu dei. Obrigada, novamente, aos meus amigos, que mesmo não tendo blogs visitam o meu e comentam sobre o que leram e gostaram (principalmente sobre Os Lusíadas – eu sabia que seria útil, hahaha).

Por hoje é só. Tchau, tchau!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sobre nada e sobre tudo

Há uma semana houveram debates na escola onde estudo, feitos por alunos do terceiro ano. Foi muito interessante assistir a eles, pois o propósito não era decidir qual lado estava correto – o a favor ou o contra – e sim nos incomodar e nos fornecer argumentos para que formássemos nossas próprias opiniões, através de nossas conclusões individuais. Eu obtive muitas informações através dos três debates que vi, mudei opiniões e fiquei bem indecisa. Mas foi bom. O ser humano tem mesmo é de ser incomodado – a conformidade é tola.

Pude perceber que com o Ensino Médio estamos amadurecendo nossa mente. É a passagem para o mundo sério, para a realidade do mundo em que vivemos. E como uma adolescente/aborrecente, estou aborrecida. Hoje li sobre a desocupação do Cais José Estelita, em Recife, pela Polícia Militar. Foi usada uma violência desnecessária, descumprindo o acordo de que avisariam com antecedência se a desocupação fosse vir a acontecer de fato. Pessoas foram feridas, inclusive. E sabe o que eu acho disso? Penso que não vivemos numa democracia. Se o governo é do povo, para o povo, por que o povo não pode manifestar suas vontades? É um absurdo ver coisas assim acontecendo. Moro longe de Recife mas não deixo de ser brasileira e humana, e isso me incomoda muito. Protesto não é crime, é um direito da população – quando comportado, é claro, pois pedir ordem com desordem não funciona.

Eu queria ser capaz de levar a paz para o mundo. Queria viver num tempo pacífico, em que os homens amam antes de qualquer coisa, em que as pessoas pensam duas vezes antes de agir. Mas não sei se vou viver o suficiente pra isso. Se é que um dia isso se tornará real. Sabe que a cada 60 ou 70 milhões de anos acontece um cataclismo que afeta a estrutura física do mundo, né? O próximo será (e já está sendo) o homem – e, se é que pode ser pior, não só fisicamente, mas psicologicamente.

・゜・。☆  。・゜・

Novamente tocando no assunto de a adolescência ser marcada por fases e vontades mutantes, digo que a cada momento gosto de uma coisa. No campo musical, por exemplo, estou toda eclética – e olha que há um ano atrás eu costumava ouvir apenas o bom e velho rock n' roll. Há tempos atrás eu não gostava de poesia, por exemplo, nem me interessava por arte, e hoje essas duas coisas são meus amorzinhos. Pensando nisso, decidi que vou postar sobre isso aqui também, posso? Posso, porque é o que eu gosto e este é meu blog, hahaha! (sendo chata)

Tem um livro medieval de sátiras chamado Ship of fools, que foi a primeira obra ilustrada por Albrecht Dürer, o mais famoso artista do Renascentismo nórdico. Uma edição recente desse livro ganhou ilustrações do húngaro Istvan Orosz, que usou como base de seus desenhos o crânio humano. É uma imagem dentro de uma imagem, esperando que você a descubra: por isso é tão fascinante.


O livro foi publicado em 1494, na Suíça, e é de autoria de Sebastian Brant, que foi um teólogo da Alsácia. Ship of fools ("o navio dos  idiotas") é, em sua maioria, uma crítica ao estado da Igreja naquela época. O autor enfatiza e satiriza os vícios do seu tempo sem piedade alguma. Sebastian até cria um "santo" para as pessoas vulgares. O livro se tornou muito popular logo após ser lançado, tanto que ganhou uma pintura de Hieronymus Bosch sob o mesmo título (clique e veja), que está, atualmente, no Museu do Louvre.
Uma das ilustrações de Dürer para o livro.

As ilustrações de Orosz lembram muito as originais de Dürer (como a imagem à esquerda), sendo ainda mais minuciosas e complexas. O curioso é que na maioria das imagens há um crânio, de fato, em algum canto, não só o que se forma com os elementos ilustrados. É interessante destacar, também, que o ilustrador deu um jeito de assinar cada imagem – e ficou bem criativo e divertido. Se você observar bastante, vai encontrar "Istvan Orosz" ou só "Orosz" em algum lugar da ilustração. 

Na imagem seguinte, por exemplo, eu demorei um bom tempo pra encontrar "Orosz" entre os pelos do cachorro, haha (apesar de ser a que está mais simples). Isso é que é legal: quanto mais você olha para as ilustrações, mais detalhes você encontra. Realmente admirável, não?

Encontrei isso no site da IdeaFixa. Visitem, tem coisas ótimas por lá.

Acho que a postagem já ficou bem longa, então, por hoje é só. Logo chegam as férias e (talvez) eu postarei bastante. Tenham um bom resto de dia!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Quinzena: A revolução dos bichos e Fahrenheit 451

Olá. Não sei se mencionei na última "quinzena" que eu fiz, mas não gosto de fazer resumo de livros. Então sempre vou apenas comentar superficialmente sobre a história dos livros que menciono e vou evitar me aprofundar neles ou revelar seu enredo, pois acho que assim estragaria o prazer de quem fosse ler.
Dito isso, aqui vai um relato do que li na última quinzena.

Estão juntinhos na foto pois peguei ambos ao mesmo tempo na biblioteca. Huhu.

A revolução dos bichos, de George Orwell
O livro conta a história da Granja do Solar – ou Granja dos Animais, como passa a ser chamada depois que os bichos "tomam o poder". Antes de partir, o mais velho porco residente, Major, conta aos seus companheiros sobre um sonho que teve – e, antes disso, desperta o assunto da má condição de vida dos animais, da suposta ordem natural das coisas, fala sobre as desigualdades e injustiças que os bichos sofrem nas mãos dos humanos. Major incita um sentimento de revolta em todos que faz com que eles reconheçam a necessidade de revogar seus direitos e lutar por uma vida melhor. Os animais, então, expulsam o sr. Jones (humano proprietário da granja) e começam a controlar suas próprias vidas – ou, ao menos, é isso que eles pensam que farão. A realidade é que a monopolização só troca de mãos – ou seria melhor dizer patas?

É curioso analisar que o que é retratado em A revolução dos bichos é o que de fato acontece na sociedade em que vivemos. Somos iludidos por promessas de melhoras, progresso, felicidade, para no fim receber o mesmo tratamento opressor de sempre. As pessoas se revoltam, clamam por seus direitos, mudam o que desejam e depois são igualmente exploradas e alienadas. É triste perceber que não tem como saber em quem confiar – pois mesmo que os líderes em quem nos apoiamos sejam (supostamente) exemplares, eles podem ser corrompidos pelo poder ou, simplesmente, tirar a máscara mais tarde. É essa a história que te provoca em A revolução dos bichos: a triste injustiça existente há tanto tempo, retratada claramente. Na época em que foi publicado, em 1945, o livro foi recebido como uma sátira da ditadura de Stalin na União Soviética. Conflitante! Pergunto-me como pude demorar tanto para lê-lo. Gostei demais e acho que todas as pessoas deveriam ler este livro.

・゜・。☆  。・゜・

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury
"Fahrenheit 451 – a temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima..." Como diz esta pequena frase antes da história dar início, este livro fala sobre uma sociedade futurística que queima livros como repressão de conhecimento. Muito pior do que você possa ter imaginado que nossa sociedade há de se tornar um dia, neste mundo a alienação é completa e passa despercebida pelas pessoas. Os bombeiros não apagam incêndios – pelo contrário, eles os provocam. As casas são à prova de fogo e só são queimadas quando é descoberto a presença de livros. Apenas uma pessoa ou outra conserva um espírito sonhador e progressista, esperançoso e singular. E tudo muda na vida do bombeiro Guy Montag quando ele conhece a garota que mora na casa ao lado: Clarisse McClellan, nefelibata, distraída e diferente. Através dela, Montag percebe que as pessoas não vivem realmente, só fazem o que as circunstâncias mandam, sem reclamar, sem buscar felicidade. Citando uma fala dele: "Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos realmente ser incomodados de vez em quando. Quanto tempo faz que você não é realmente incomodada? Por alguma coisa importante, por alguma coisa real?" 

Eu adorei este livro. Gosto muito quando um livro te incomoda, te cutuca, te pressiona e te faz refletir. Tem coisa mais interessante que parar e pensar sobre a vida que levamos, sobre como nosso mundo pode caminhar pra melhor ou pior, sobre como as pessoas agem e como nós mesmos agimos etc., depois de ler sobre coisas assim? É impressionante a história apresentada em Fahrenheit 451. Estava na minha lista desde quando li a trilogia Mundo de Tinta, há anos atrás, cujos livros possuem, em cada começo de capítulo, citações de outros livros. Assim como A revolução dos bichos, é para mim um livro de que me arrependo por ter demorado tanto pra pegar e ler. Mas até que é bom ter levado um tempo até estes livros chegarem a mim – os dois precisam de certa maturação de consciência para serem apreciados. Resumindo, Fahrenheit 451 é (assim como A revolução dos bichos, novamente) um livro que recomendo pra todas as pessoas. (E olha só: o autor nomeou dois personagens de Montag e Faber – sabemos que Faber é, naturalmente, um fabricante de lápis, enquanto Montag é uma fábrica de papel. Existe mais significado do que se imagina por trás dos nomes de personagens. Haha!)

・゜・。☆  。・゜・

Curiosamente, ambos os livros sobre os quais falei tratam de assuntos parecidos. Incitam aquela revolta dentro de ti. Nesta semana, na Biblioteca da minha cidade, passou o filme Tempos Modernos, do Charles Chaplin. Nos dois livros e no filme mostra-se a infelicidade de quem é explorado injustamente, a necessidade de se buscar a felicidade... interessante esta coincidência. 

Espero que alguém se sinta atraído por essas leituras. Por hoje é só. Até mais!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O futuro

É muito estranho falar sobre o futuro. Diferente do passado, que já conhecemos e sabemos o que houve, o futuro é incerto, sem garantia, uma surpresa. Parece-me que o presente está passando rápido demais e, quanto mais perto estou de sair da escola e começar uma vida só minha, mais indecisa e confusa eu fico. É muita coisa acontecendo, muita coisa a acontecer e pouca firmeza nos pés no chão. Tanta gente cobrando coisas de você, esperando grandes atitudes de você, perguntando que profissão você vai escolher. E, depois de passar por muitas opções, estou começando a clarear minhas ideias sobre isto.

Quando eu era pequena, queria ser veterinária. Adorava visitar o sítio de um amigo do meu pai e lá cavalgar, dar comida aos animais, ver meu pai zelando deles, acariciá-los... Parecia certo que eu escolheria uma profissão relacionada a animais. Depois passei pra biologia e mais tarde pra biologia marinha. De alguma forma os animais marinhos me fascinavam, como algo inalcançável, belo e curioso. É claro que minha família gostaria que eu fosse médica – que família nunca disse isso aos filhos? Eu até me interessei por um tempo – eu adorava ver Grey's Anatomy e, pelo curto tempo que passou, um outro seriado que ia ao ar também no canal Sony (não me lembro o nome, mas era sobre médicos que trabalhavam num pequeno povoado à beira de uma floresta; eu adorei mas só teve uma temporada). Mas algo dentro de mim dizia aquilo não era pra mim, apesar de achar muito bonito e importante. Era mais o sonho dos meus pais do que o meu, como acontece com muita gente. Gostei bastante de arqueologia e astronomia por um tempo. Mais tarde, ao ver que eu tinha muita facilidade com inglês e principalmente depois de aprender japonês sozinha (estudando pela internet), decidi que adoraria trabalhar com algo que envolvesse línguas. Depois fiquei um tempo sem querer nada e, no começo deste ano, descobri meu grande amor por química, história e arte.

Agora já não sou muito chegada a bichinhos, já não estudo japonês e já não amo química tanto assim. Fui a um fórum de universidades, empresas e profissões no último fim de semana e depois parei pra refletir sobre a carreira que eu quero seguir. Então descobri algumas coisas. Não consigo me imaginar fazendo uma cirurgia, nem escavando um terreno e encontrando ossos e fósseis, nem trabalhando numa empresa, nem sendo cientista, nem desenhando projetos ou planejando empreendimentos. Adoro livros e arte, mas só sou leitora e apreciadora – não tenho talento em escrever nem sou criativa ou boa desenhista. A pergunta foi, o que sou eu?

Não foi com grandes dificuldades que eu respondi esta pergunta, apesar de parecer complexa. O que eu mais sei e gosto de fazer é aprender e ensinar. Tô sempre querendo descobrir coisas novas, ampliar meu conhecimento, conhecer novos mundos, novas perspectivas, novos assuntos. Isso me faz feliz. Isso me faria feliz no futuro. Então percebi que eu quero ser professora. Não é na escola que vivemos uma enorme parte das nossas vidas? Não é lá que conhecemos pessoas muito importantes para nós, não é lá que descobrimos uma imensidão de coisas? Não é lá que damos as melhores risadas? Pode ter alguém que responda não a alguma dessas questões, mas pra mim é muito mais fácil estar feliz quando se está na escola, entre amigos, aprendendo, conhecendo. É na escola que eu conheci pessoas que admiro profundamente. Professores são pessoas incríveis. Todas as coisas precisam de alguém que ensine. Tá, nem todas, mas uma imensa parte delas. Ser professor é participar da formação de pessoas, é ser parte de muitas vidas. Tem coisa mais bonita?

Quando disse isto pra minha mãe ela já fez aquela cara de desprezo e falta de fé. Falei pra uma amiga que me perguntou sobre profissão e ela disse "ah não, não fala que cê vai ser professora!" É estranho como as pessoas olham pra essa carreira. Parece que ninguém reconhece o valor de um professor. Ninguém bota fé em alguém que quer entrar nessa jornada. Já fala sobre o salário baixo, sobre a falta de disciplina das pessoas brasileiras, da falta de reconhecimento...

Eu não ligo pra isso. Todo o mérito em educar pessoas compensa as dificuldades encontradas no nosso país. Eu acredito que com o tempo vamos melhorar. Eu quero ser parte do progresso, quero fazer parte da educação de pessoas. Quero conhecer mais e mais, quero transmitir meu conhecimento, quero despertar o interesse das pessoas. E ser professor é conhecer assuntos sem precisar exercê-los (aí estava meu obstáculo, agora resolvido). Dinheiro não traz felicidade e não é sonho nenhum para mim. Mesmo que eu ganhe pouco, devagar posso construir minha carreira.

Isso realmente foi um grande passo para mim. Ainda me emociono em pensar sobre isto e não parece que vou mudar de opinião tão fácil quanto mudei com as outras coisas. Desta vez fui realista e objetiva, e parece que cheguei a uma boa conclusão. Ainda não sei o que o futuro me reserva e tenho medo do que pode acontecer, mas pela primeira vez em muito tempo sinto que tenho um sonho. É ótimo ter um objetivo na vida.

Quando perguntarem "o que você quer ser quando crescer?", vou responder "feliz". Quanto ao que eu quero fazer quando eu crescer... só o tempo dirá.

Até breve.