terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sobre o céu das 6h30

Essas são fotos que eu tiro de vez em quando num mesmo ponto por onde passo de manhã, a caminho da escola. Veja as anteriores aqui. (Sinto muito pela má qualidade da câmera do meu celular.)

(11/08)
(11/08)
(14/08)
(15/08)
(22/08)
(26/08)
(28/08)
(29/08)
(01/09)
(02/09)
(04/09)
(05/09)
Olhar o céu me conforta. Ultimamente tenho dormido ao invés de ficar observando-o... lado bom, lado ruim. Ando num período um pouco confuso e muito sem inspiração, então isso é tudo que vou colocar aqui por um tempo. Até breve.

domingo, 31 de agosto de 2014

Especial: Idade Média, Renascimento e Barroco

Olá a todos!

Na minha escola, nossa professora de Literatura é também nossa professora de Artes – e nada mais adequado: ambas as matérias se completam para explicar a história de cada época, e com uma mesma professora para as duas fica mais fácil de manter os assuntos paralelos. Nesta postagem resolvi falar de arte, já que faz tempo que não o faço aqui no blog. Além disso, fiz o primeiro especial há dois meses (no qual falo de literatura), então vou aproveitar para fazer outro agora, também. 

Começamos o ano estudando a Idade Média. É dito que a Idade Média foi a "Idade das Trevas", por conta da sombra que a Igreja lançou sobre a ciência e as artes durante um milênio (século V ao XV). Ela dizia que o mundo só ia até onde a vista alcança e, no fim do mesmo, havia um enorme abismo (pois diziam que a Terra era plana) – de forma que, sem incentivo e vontade de andar em frente, as pessoas permaneciam debaixo das "asas" da Igreja. A visão de mundo era teocêntrica, ou seja, Deus era o centro de todas as coisas. Não se podia fixar-se nos temas carnais, humanos: tudo tinha de ser voltado ao divino, ao sacro.

O estilo arquitetônico desse período é o chamado estilo gótico. A Igreja falava que somente passando por ela era possível chegar ao Céu – e isso fica ilustrado nas grandes lanças apontando para o alto presentes na arquitetura das igrejas medievais. O padrão vertical também passa toda essa grandiosidade, para mostrar a insignificância do homem perante o divino. As esculturas e os grandes vitrais das igrejas representam passagens bíblicas – mas sempre sem destacar os traços humanos, justamente por causa do teocentrismo. A luz que passa pelos vitrais não é capaz de clarear totalmente o interior da igreja, o que é proposital: com pouca luz, paira no ar um certo mistério, causando medo e, consequentemente, respeito.

Igreja da Sagrada Família em Barcelona, na Espanha.
Catedral de Milão, na Piazza del Duomo.
Interior da Catedral de Milão, na Itália.
Tímpano de uma porta representando o Juízo Final, na Catedral de Burgos, na Espanha.
Vitral representando a crucificação de Cristo.

Na Baixa Idade Média, do século XII ao XV, o homem percebeu que o mundo ia além de onde seus olhos podiam enxergar. A Igreja passou a timidamente perder seu poder com o início das navegações, pois através disso o homem percebeu que a Terra não terminava mesmo que fossem cada vez mais longe. O homem reconheceu seu próprio poder e assumiu um posto de conquistador. Foi nesse contexto onde surgiu o Renascimento, que se desenvolveu entre o século XIV e o começo do século XVII.

Diz-se "renascimento" pois esse período buscou inspiração na Antiguidade Clássica e trouxe aqueles valores à tona novamente. A visão de mundo era, agora, antropocêntrica – o homem como o centro de todas as coisas. Pregava-se o uso da razão para se chegar ao conhecimento e, através deste, obter a paz. A Itália foi o berço do Renascimento.

Davi, de Michelangelo (1504).
Laocoonte e seus filhos, de Agesandro, Atenodoro e Polidoro. Museu do Vaticano. (Estátua da Antiguidade Clássica, que inspira outras feitas no Renascimento.)

Pietà, de Michelangelo (1499). Basílica de São Pedro, Vaticano.

As esculturas retratam o corpo humano fielmente, com detalhes tão perfeitos que parece que são pessoas transformadas em mármore. As expressões são sempre tranquilas, resignadas – representando a paz que a razão e o conhecimento trazem. (Por exemplo: na escultura acima, Pietà, Maria segura seu filho Jesus, morto. Ela poderia estar revoltada ou triste, mas está conformada, pois sabe que essa foi a vontade de Deus. Sua expressão é calma, serena e ilustra a ideia do Renascimento.) Os membros genitais masculinos ficam expostos, mas nunca são exagerados: o que se quer enfatizar é o poderio físico, não sexual; não se quer mostrar algo vulgar, e sim o poder humano. Já as mulheres, mais retratadas em pinturas, têm quadris largos, representando fertilidade – ou seja, a capacidade de produzir novos homens que se tornarão conquistadores. Deuses e deusas (da mitologia greco-romana) têm seus órgãos sexuais cobertos, como sinal de respeito. Na pintura, desenvolveu-se o uso da tridimensionalidade e da perspectiva.

Detalhes de Davi, de Michelangelo. Florença, Itália.
O nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Florença, Itália.
A escola de Atenas, de Rafael (1510). Palácio Apostólico, Vaticano.

As igrejas foram construídas em um padrão mais horizontal, ainda que tão grandiosas quanto as medievais: essa horizontalidade deixa as igrejas menos intimidantes, representando que Deus estava mais próximo do homem. Na arquitetura das igrejas renascentistas está também presente o domo ou cúpula, além da utilização de colunas inspiradas nos templos da Antiguidade.

Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença, Itália.

Por causa da ligeira diminuição do poder da Igreja sobre as pessoas iniciada na Baixa Idade Média, a Praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano, tem um contorno que se assemelha a braços que parecem envolver o fiel, tentando trazê-lo de volta.

Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mais tarde, a Igreja Católica perdeu poder e espaço: houve a Reforma Protestante, e esta igreja ganhou destaque e atraiu fiéis. Por conseguinte, essa época foi cheia de conflitos e oposições. É o período do Barroco, entre os séculos XVI e XVIII, cujo nome foi inspirado numa pérola disforme. Nenhuma visão de mundo é definitiva – há tanto o teocentrismo quanto o antropocentrismo no Barroco. O homem está confuso e atormentado, e isso se reflete nas obras produzidas nesse período.

Detalhe de Amor Vincit Omnia, de Caravaggio (1602).
Davi com a cabeça de Golias, de Caravaggio (1610).

Há sempre uma tentativa de conciliar forças antagônicas: o espiritual e o carnal, a pureza e o pecado, a alegria e a tristeza, o bem e o mal. Não existe mais aquele equilíbrio entre razão e emoção característico do Renascimento – na arte barroca predomina a expressividade, a emoção, a agonia e o drama, num princípio no qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos. Nas pinturas está muito presente o uso de claro e escuro, fazendo com que as sombras deixem em destaque a figura que se quer mostrar. Há também muito movimento e, quando há alguém nu, a genitália está sempre coberta.

O êxtase de Santa Teresa, de Bernini (1652).  Igreja de Santa Maria della Vittoria, Roma.

(Por exemplo: a escultura acima, O êxtase de Santa Teresa, retrata a experiência espiritual que essa mulher teve. A história diz que Teresa tinha um grande desejo de receber o Espírito Santo e sempre pedia isso a Deus em suas orações. Um dia, Deus concedeu sua vontade – ela sentiu o cerne de seu ser sendo atingido por uma energia inefável, como se uma flecha a tivesse atravessado. Foi tão intenso que ela dizia ter perdido o fôlego. Na obra de Lorenzo Bernini, um importante artista barroco, há tanto espiritualidade quanto carnalidade: o rosto de Teresa mostra uma expressão de prazer intenso, que pode ser interpretado como se ela estivesse sentindo um orgasmo. O perfil do anjo parece típico de uma figura divina, mas olhando de frente vê-se a malícia em sua face. Ele está prestes a lançar a flecha no peito de Teresa, ilustrando a sensação descrita por ela. As linhas douradas atrás deles simbolizam a luz e o caráter divino do ocorrido. O movimento está presente nas dobras da roupa de Teresa. Essa oposição é a alma do Barroco. Outra coisa: Davi, na pintura de Caravaggio acima, não está satisfeito ou jubilante por ter matado o gigante Golias. Seu rosto mostra um certo nojo, uma certa dúvida – a expressividade típica do estilo barroco. Já a escultura abaixo, Davi de Bernini, mostra a adrenalina de Davi na iminência de jogar a pedra em Golias, colocando raiva em seu rosto e destacando o movimento de seu corpo; diferente da escultura de Michelangelo, que o retrata calmo. Cada uma tem características pertinentes à sua época.)

Davi, de Bernini (1624).
A Glorificação de Santo Inácio, de Andrea Pozzo (1694). Igreja de Santo Inácio de Loyola, Roma.

As igrejas barrocas são cheias de detalhes, em uma constante busca de efeitos decorativos e visuais com um propósito: chamar a atenção e atrair o fiel para que ele retorne para a Igreja Católica. Por conta desse exagero de detalhes, essas igrejas demoravam a ser construídas. O Brasil recebeu o estilo barroco também – principalmente na Bahia e em Minas Gerais.

Igreja São Francisco de Assis, em Ouro Preto, Minas Gerais.
Interior da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Interior da Igreja Sant'Andrea al Quirinale, em Roma, na Itália.

O mais importante é lembrar que a arte é expressão. É através dela que o homem representa os pensamentos de sua época. Por isso é tão interessante estudar todas essas coisas: a arte imita a vida. Ela existe porque a vida não basta!

Sem mais, me despeço. Até a próxima!

domingo, 24 de agosto de 2014

(Hoje) Eu (Não) Quero Voltar Sozinho

Há meses atrás, conheci o curta-metragem Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Filho, produzido pela Lacuna Filmes. Achei a coisa mais linda, adorei a trilha sonora (ouça a original abaixo), assisti não sei quantas vezes (veja abaixo)... e quando soube que ia sair o filme, vibrei de emoção.




Inicialmente, o curta nos apresenta ao Léo e à Giovana, dois amigos próximos desde sempre, que estudam na mesma escola. Léo é um menino doce e simpático, que tem deficiência visual. Quando um novo aluno chega na classe deles, ambos ganham um novo amigo: Gabriel. Entretanto, Gi começa a se sentir rejeitada e a pensar que Léo prefere o Gabriel, pois eles passam muito tempo juntos. Então Léo conta a ela que está apaixonado por Gabriel.

O jeitinho simples e delicado com que o curta se desenrola fez com que ele conquistasse um lugarzinho permanente no meu coração. Sinto uma paz tão grande quando assisto ao curta! Gostei muito de ver uma produção nacional abranger tanto de uma vez só: o tema da homossexualidade e o de ter uma deficiência. Dois detalhes que normalmente são tidos como obstáculos são abordados de uma forma tão doce que parece que a vida é tão macia quanto um cobertor. E pra que complicar? Por que as pessoas ainda implicam? Não tem nada de errado em amar. É horrível combater o amor com o ódio. Todos precisamos nos conhecer melhor antes de julgar conhecer os outros. Se existir alguém que ainda tenha preconceitos – tanto com deficientes quanto com homossexuais – depois de ver Eu não quero voltar sozinho, então eu não sou mais dessa terra.

O curta é de 2010 e o filme foi lançado em abril deste ano. Sob o nome de Hoje eu quero voltar sozinho, conta com os mesmos atores do curta: Ghilherme Lobo como Léo, Tess Amorim (minha xará de sobrenome!) como Giovana e Fábio Audi como Gabriel. Tanto o filme como o curta foram um sucesso, muito aclamados e bem recebidos. 

Nem todo amor acontece à primeira vista ♡

Não saiu no cinema perto de mim, pelo que soube, mas outro dia estava passando na TV (à cabo) e pude assistir. O filme é uma versão diferente da história do curta, e também gostei muito dela. Aliás, se alguém ainda critica o cinema brasileiro, merece umas boas lições e, de quebra, uma olhada em Hoje eu quero voltar sozinho. Por falar nisso, está sendo vendida uma versão "pirata original" do DVD, uma edição simples custando apenas 10 reais. É uma iniciativa dos produtores para tentar impedir a pirataria. Olha quanta coisa legal em volta disso tudo!

Enfim, eu quis falar sobre isso pois acho que todo mundo tem que ver pelo menos o curta-metragem. Todos os meus amigos e até a minha mãe já viram, por minha influência, e fiquei contente de ver como eles gostaram. Hihi. 

Estou no meio de provas mas em breve volto a me dedicar ao blog. Obrigada às pessoas que visitam de vez em quando. Fico feliz. ^^ Até mais!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Conclusão da Maratona Especial de Verão!

E terminou-se, ontem, a Maratona Especial de Verão (ou, para mim, inverno)! E minhas férias também, socorro! skjkdjd Gostei muito de ter participado! Foi divertido interagir e saber que muitas pessoas estavam a ler com os mesmos objetivos. Eu disse, sábado, que viria aqui ontem para falar sobre a conclusão da maratona, porém hoje fizemos um balanço final... então posto tudo de uma vez agora.

Lembram-se que o tema da Book Weekend Shot #2 era cores do verão? Pois então, eu queria fotografar fora de casa, sob umas árvores que tem aqui perto... mas recebemos visita e acabei não saindo de casa. Sendo assim, taí minha tentativa fracassada de fazer uma pilha de livros parecer um riozinho, grama, céu e o sol... :P

...pelo menos ficou bem colorido. E fez uma bela bagunça.

O Lazy Sunday #2 perguntava o que estávamos achando do livro que estávamos a ler até então. Para descrever deveríamos usar uma única palavra/expressão. Ontem eu retomei (brevemente) minha leitura de Grandes esperanças, do Charles Dickens, e embora não tenha lido muito posso dizer que é curioso. Gosto muito da narrativa de Dickens e a história me prende.

Hoje, como eu disse, fizemos um balanço de nossas leituras durante a maratona. Meus resultados foram os seguintes:

• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) = 87 páginas
com personagens não humanas / continente diferente do norte-americano / natureza em destaque ou como o cenário / infantil ou juvenil / um dos meus autores favoritos
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom) = 195 páginas
gênero diferente do habitual / conto ou novela / aventura, mistério ou comédia / e-book ou da biblioteca / romance ou amizade forte
• A guerra dos tronos (George R.R. Martin) = 450 páginas
capa azul ou com o mar / recomendação de amigo/online / decorre no verão (parte ou todo) / mais de 400 páginas / protagonista feminino / best-seller
Total: 732 páginas e bingo completo~

Embora eu não tenha terminado A guerra dos tronos ontem, li mais que 400 páginas e por isso estou considerando. Comecei minhas leituras da maratona um dia depois do início e terminei um dia depois do fim, então, se eu tivesse começado no dia exato, eu teria conseguido a tempo! xD Foi uma boa experiência e achei muito criativa a ideia do bingo. Gostei bastante do grupo e pretendo participar de mais maratonas futuramente! 

Para encerrar, tivemos um desafio final: Leituras com Sabor a Verão. Para terminar esta maratona de uma forma diferente, respondemos uma TAG tendo por base os livros que lemos na maratona.
• Sol: qual o livro que brilhou mais nesta maratona (livro preferido)?
Agora me pegou! Haha, gostei bastante dos livros que li. Fico entre O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e A guerra dos tronos... o primeiro foi uma releitura, então sei lá. Mas adoro Nárnia e suas crônicas. Talvez A guerra dos tronos mereça maior destaque, pois a história é surpreendente e envolvente, diferente de tudo que li. É meu preferido.
• Queimadura: qual o livro que te deixou cheia de arrependimentos (livro que menos gostaste)?
Ah, estou bem satisfeita com as leituras que tive. Não me arrependo de nenhuma delas.
• Sorvete: qual o autor cuja escrita te deliciou?
C.S. Lewis! Apesar de As crônicas de Nárnia ter sido escrito para crianças, é uma leitura que agrada a toda a gente. O autor conversa com o leitor, descreve de forma surreal e narra simples mas encantadoramente. (Menciono isso na última postagem, também.) Definitivamente, C.S. Lewis é um dos meus autores favoritos. 
• Bóias: qual o livro que foi custoso de ler mas que conseguiste terminar?
A guerra dos tronos! Mas não foi a narrativa que foi custosa de acompanhar, e sim a extensão, mesmo, ahahaha! Mesmo lendo durante muito tempo parece que não se avança nada (e_e) mas vale muito a pena. A história é incomparável.
• Piscina: Qual foi a leitura leve e refrescante?
O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Como eu disse anteriormente, é uma crônica escrita para infantes, e por isso é bem leve. Sempre uma deliciosa leitura.
• Picnic: Quais as personagens com as quais gostarias de passar tempo?
Puxa, agora que penso, gosto muito de todos os personagens dos livros que li na maratona. Foi ótimo reencontrar Aslam e sua sapiência, o sr. Tumnus e sua gentileza, Lúcia e sua espontaneidade, Susana, Pedro, Edmundo, o sr. e a sra. Castor... também gostei de conhecer Forrest Gump e de ler sobre os episódios randômicos da vida dele, hahaha. Em A guerra dos tronos, simpatizo com Ned Stark, Jon Snow, Daenerys Targaryen e Tyrion Lannister. São personagens muito intensos. Ter de escolher entre todos esses personagens é muito difícil! Acho que eu gostaria de passar um tempo na presença de Tyrion Lannister, já que ele tem opiniões válidas sobre tudo, hehe. E também de Aslam, pois ele tem muito a ensinar. Os irmãos Pevensie também seriam ótimas companhias, teriam muitas aventuras a contar. :P

E isso é tudo! Se não fosse pela maratona eu não teria conseguido ler tanto nesse mês de férias, ahaha. A maratona me incentivou e me animou. Sem contar que ela fez render muitas postagens por aqui, né? Hehe. Obrigada, novamente, a quem acompanhou-me nessa (apesar de ninguém comentar aqui no blog, snif). Parabéns a todos que participaram e se dedicaram. Foram boas companhias. Estou super disposta a participar de mais maratonas no grupo Viagens (In)Esperadas. Mas por enquanto, preciso focar na escola: é necessário retomar o ritmo de praxe e estudar bastante, pois as provas chegam logo. Aiai. 

Tchau, tchau, pessoal!

sábado, 2 de agosto de 2014

MEV: reta final!

Oi! Cá estou eu para continuar a mostrar as coisas da Maratona Especial de Verão. Parei na segunda-feira, dia 28, quando houve a segunda Monday Bookshelf Mix. Continuando...

Dia 29 de julho, houve o terceiro Check point. Na terça escrevi o seguinte: "Estou na mesma pois ainda não terminei A guerra dos tronos (embora tenha lido duzentas páginas por enquanto). Não estou lendo Ayla ao mesmo tempo, como fiz na semana passada... mas do jeito que eu reorganizei o que eu li, só sobraria a categoria protagonista feminino depois que eu terminasse A guerra dos tronos. Antes Ayla estava para natureza em destaque ou como o cenário; continente diferente do norte-americano; romance ou amizade forte e protagonista feminino, mas já eliminei as duas primeiras categorias com O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e romance com Forrest Gump. Eu queria saber se posso usar A guerra dos tronos para a categoria protagonista feminino também, porque não há personagem principal neste livro... cada capítulo volta-se para um personagem, e há capítulos centrados em protagonistas femininos. Se sim, completo o bingo." Ninguém disse nada sobre A guerra dos tronos, então resolvi usá-lo para protagonista feminino também, como poderão ver abaixo, no próximo check point.

Na quarta, 30/07, houve a Reading pause #3: "Em homenagem aos maratonistas brasileiros que participam nesta maratona de Verão estando no Inverno, compartilhem conosco a melhor leitura que fizeram neste Inverno e que recomendam. Colegas brasileiros, partilhem conosco a vossa melhor leitura deste Verão." Fiquei contente pela homenagem, hihi. Minha melhor leitura do verão, deste ano, foi uma HQ do americano Craig Thompson: Retalhos. (À esquerda, a capa.) É uma história autobiográfica que acompanha a vida e o desenvolvimento dos pensamentos de Craig numa narrativa calma e profunda. Tem traços simples carregados de sentimento e me fez refletir sobre vários assuntos. É bem grande mas passa muito rápido. Valeu a pena e recomendo.

Dia 31 foi anunciado o tema da Book Weekend Shot #2: cores do verão. Apesar de ser inverno aqui, tem estado calor e acho que vou conseguir produzir uma foto legal. É necessário postá-la no sábado (hoje) ou no domingo... e pois é, já está de noite, então, só amanhã mesmo, haha xD

Ontem houve o Check point #4. Eu estou quase terminando A guerra dos tronos, mas li mais de 400 páginas (tem 590) e então já estou considerando... Cada livro corresponde às categorias marcadas com sua respectiva cor. Consegui usar apenas estes três livros e gostei de minhas leituras. (Mantive A guerra dos tronos para protagonista feminino, mesmo, já que os protagonistas são vários e alguns são femininos.) 

Bingo!

Hoje houve a  Reading pause #4: "Partilhem as citações que marcaram a vossa maratona." Dos três livros que li, apenas dois estão comigo (já que o livro de Winston Groom eu peguei na biblioteca da minha cidade), então não posso citar nada de Forrest Gump. Em O leão, a feiticeira e o guarda-roupa eu não marquei frases bonitas ou citações, mas sim algumas descrições que eu achei muito singulares. Cá estão algumas:

"O Leão abaixou-se e as crianças subiram no seu dorso morno e dourado: Susana primeiro, agarrando-se na juba com toda a força; Lúcia depois, agarrando-se firmemente em Susana. O Leão ergueu-se e partiu em disparada, descendo a colina e entrando pela floresta.
Foi talvez a coisa mais fabulosa que lhes aconteceu em Nárnia. Você já galopou num cavalo? Então, faça de conta que vai a cavalo. Elimine o barulho dos cascos, o ranger do freio; imagine as passadas quase silenciosas do Leão. Agora, em vez do dorso preto, cinza ou castanho do cavalo, imagine o pelo macio e dourado, e a juba esvoaçando ao vento. Imagine também que está galopando duas vezes mais depressa que o mais rápido cavalo de corrida. E não se esqueça de que esta montaria não precisa ser guiada e que nunca se cansa. Galopa, galopa, sem tropeçar, sem hesitações, abrindo caminho com grande habilidade entre as árvores, saltando arbustos, moitas e riachos, atravessando os mais largos a vau, e a nado os rios maiores. Mas não é cavalgar por uma estrada, nem por um parque, nem sequer por uma encosta gramada, mas por Nárnia, na primavera, ao longo de bosques lindíssimos inundados de sol, entre brancos pomares de cerejeiras em flor, passando por barulhentas cachoeiras, percorrendo gargantas perigosas, descendo, descendo de novo para os vales agrestes e os campos enfeitados de flores azuladas."

"Aslam bateu as patas e pediu silêncio.
— A nossa tarefa do dia ainda não acabou. Se quisermos derrotar para sempre a feiticeira antes de anoitecer, teremos de encontrar já, já o campo de batalha. (...) Avante! Os que não podem acompanhar a marcha (crianças, anões e bichos menores) vão às costas dos outros (leões, centauros unicórnios, cavalos, gigantes e águias). Nós, os leões, vamos na vanguarda, e os que têm o faro apurado vão conosco, ajudando a localizar o campo de batalha. Depressa, todos a postos!
Com grande alegria e bastante barulho, todos obedeceram. Mas quem estava inchado de contentamento era o outro leão, que corria de uma lado para outro, fingindo-se muito atarefado, só para ter a oportunidade de repetir a cada um que encontrava:
— Ouviu o que ele disse? Nós, os leões! Ele e eu! Nós, os leões! Por aí você vê por que eu gosto tanto de Aslam. Não se põe lá em cima, não é de bancar o importante. Nós, os leões! Ele e eu!
E só parou quando Aslam colocou em cima dele três anões, uma dríade, dois coelhos e um ouriço. Aí, ficou um pouco mais calmo."

Como podem ver, adoro as descrições e a forma de narrar de C.S. Lewis. As crônicas são escritas para crianças, mas não importa a sua idade: vai achar delicioso o jeito que o autor fala para com você. É sempre uma boa leitura! Em A guerra dos tronos, gostei bastante destas frases:

"— Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo?
 — Esta é a única maneira de um homem ser valente — seu pai respondeu."

"(...) A mente é a minha arma. Meu irmão tem a sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a minha mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada — Tyrion deu uma palmada na capa de couro do livro. — É por isso que leio tanto, Jon Snow."

Esta última é a minha preferida... e é só ^^

Amanhã é o último dia de maratona. Voltarei para publicar sobre o Lazy Sunday #2, sobre a Book Weekend Shot #2 e para falar um pouquinho sobre o que achei dessa experiência. Agradeço quem me acompanhou nessa! xD

Até amanhã!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

MEV outra vez

Oi, tudo bem?

Na última postagem mostrei as coisas da maratona da semana que passou. Hoje vim mostrar mais três coisas: a Book Weekend Shot #1, o Lazy Sunday #1 e a Monday Bookshelf Mix #2.

O tema da Book Weekend Shot era água e eu planejava ir ao bosque perto da minha casa ou à fonte no centro da cidade para tirar uma foto... mas ontem estava tão frio que ninguém teve coragem de fazer nada. xD Eu já estava desistindo de fazer o desafio mas, então, fui no grupo e vi que algumas pessoas foram criativas e deram um jeitinho. E deu no que deu: usei um quadro como background :P

Foi difícil segurar este calhamaço no alto para fotografar... mas gosto deste quadro.

No domingo houve o Lazy Sunday: "Conta-nos como é que o livro que estás a ler veio parar às tuas mãos. Onde ouviste falar nele pela primeira vez e porque decidiste lê-lo?" Estou lendo A guerra dos tronos, o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo (do George R.R. Martin). Tenho uma prima mais velha que gosta muito de ler e nossos papos eram sempre sobre leituras e tal... até que ela comentou que estava vendo a série da HBO, Game of Thrones, e estava gostando muito. Ela começou a ler a partir do segundo livro, porque na época só tinha a primeira temporada, se não me engano (e já que a série é bem fiel ao livro, ela optou por continuar daí). Minha prima me recomendou os livros – até porque ela me achava muito nova para assistir a série e "ver tudo aquilo", hehehe –, mas decidi esperar um pouco para ler. Desde então tenho recebido incentivos de outros amigos que leram, e há alguns meses assisti todas as temporadas (não havia saído a quarta, ainda) de uma vez. Gostei muito e tomei coragem para ler os livros, mas eu nunca tinha tempo de ter uma leitura produtiva – já que quando eu estava tentando ler eu tinha muitas tarefas, precisava estudar para provas e ler livros para a escola –, então nunca terminei A guerra dos tronos. Então, agora que estou de férias, resolvi recomeçar, e tudo está correndo bem, até agora.

Hoje houve a segunda Monday Bookshelf Mix: "Que 3 cores associas ao Verão? Mostra-nos 3 livros que gostarias de ler ou comprar neste Verão, um para cada uma das cores escolhidas." Associo cores quentes ao verão: amarelo, vermelho, laranja. Lembram sol, calor e vigor. Estes três livros tem essas cores, estão aqui em casa e quero lê-los em breve.

Engraçado que Huckleberry Finn é o único livro sem a própria cor no título...

Na verdade, só não li As aventuras de Huckleberry Finn (do Mark Twain) ainda porque eu quero ler As aventuras de Tom Sawyer primeiro. O vermelho e o negro (do Stendhal) foi mostrado algumas postagens atrás, e é um livro que eu comecei mas não terminei, apesar de ter gostado... tenho algum problema, que é isso. wkjwjak Laranja mecânica eu lerei logo, porque quero emprestar para o amigo que vai me emprestar O príncipe :P

Assim como na primeira Monday Bookshelf Mix, resolvi fazer o desafio numa "versão inverno" para se adequar a estação aqui no Brasil. Pensei em três cores que podem ser associadas ao inverno e estes são os três livros que eu gostaria de ler neste inverno, também:

Os trabalhadores do mar está  numa caixa hardcover... tirei um pouquinho pra mostrar o livro, de fato.

Verde-escuro, azul e marrom me lembram o inverno. Talvez por causa do frio, gelo, árvores com cores mais opacas... lerei A fúria dos reis em breve, já que estou lendo o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo; quero terminar logo Grandes esperanças (do Charles Dickens), que dei uma pausa para fazer a maratona e recentemente comprei/recebi Os trabalhadores do mar (do Victor Hugo) e estou ansiosa para ler algo deste célebre autor.

Por hoje é só. Até a próxima!

sábado, 26 de julho de 2014

Mais MEV

Olá! 

Vim postar as atualizações da Maratona Especial de Verão. Eram coisas pequenas, por isso decidi juntar tudo numa postagem só. Eu já postei o desafio Monday Bookshelf Mix #1 (que foi, obviamente, da segunda-feira passada) e, então, vou continuar a partir daí.

Terça-feira teve a Reading pause #1. A pergunta era "Campo vs. Praia: Diferenciam leituras? Associam algum estilo?" Eu não diferencio leituras nem às associo a nada. Leio de tudo, quando eu quiser. Depende mais do meu clima que do clima do local, hihi. Ou seja... leio o que eu estiver com vontade, em qualquer lugar e tempo. Eu tento evitar ler livros que exigem mais de mim quando estou perto de provas e preciso me concentrar nos estudos... mas, em relação ao lugar onde me encontro, não me importa. Nunca vou à praia e gosto de ler no campo, seja qual livro for.

Quarta houve o Check point #1. Meus progressos eram os seguintes: segunda-feira li a última metade de Clube da luta (do Chuck Palahniuk), mas não fazia parte dos meus planos para a maratona. Na terça-feira li O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (do C.S. Lewis) e na quarta-feira li Forrest Gump - O contador de histórias (de Winston Groom). Quero deixar a semana que vem vaga para que eu possa ler A guerra dos tronos, que é deveras grandinho xD

As marcas pretas são para O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; as marcas marrons são para Forrest Gump. Hehe.

Quinta-feira foi anunciado o tema do Book Weekend Shot #1: água. As fotos só serão aceitas se publicadas nos dias 26 ou 27 (sábado ou domingo) e devem ter algo relacionado ao tema proposto, além de mostrar nossas leituras do momento.

Ontem houve a Reading pause #2, que consistia em escolher quatro países que gostaríamos de visitar no verão e um autor de cada um desses países que nos desperte a curiosidade. Eu escolhi os seguintes países e autores: 
• Inglaterra ~ Jane Austen
Eu não lembro de como eu era sem saber/estudar inglês. Gosto muito da língua, adoro o sotaque britânico e gostaria de conhecer a Inglaterra, pois gosto de muitas coisas que vem de lá, hihi. Como exemplo, tem muitos autores ingleses que eu aprecio, e entre eles está a Jane Austen. Li Orgulho e Preconceito há alguns meses e me envolvi muito com a história e com a narrativa de Austen. Não tem comparação. Pretendo ler as outras obras dela em breve.
• Itália ~ Nicolau Maquiavel
Eu adoro a Itália, adoro o Renascimento e, sendo assim, como não estaria curiosa para ler algo de Maquiavel? Hihi. Quero visitar Roma um dia, andar por entre a história... e assim que terminar esta maratona vou pegar O príncipe emprestado de um amigo que tem me recomendado xD
• República Checa ~ Milan Kundera
Meses atrás li A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera. Gostei muito do jeito peculiar de narrar que o autor tem, das filosofias por entre as páginas deste livro. Chamou minha atenção e, além de agora eu querer ler mais obras do Milan Kundera, foi despertada em mim uma grande vontade de conhecer Praga e as belas paisagens da República Checa.
• EUA ~ Chuck Palahniuk
Recentemente li Clube da luta, do Chuck Palahniuk. Achei a história muito pitoresca e eletrizante, gostei de como tudo se encaixa (ou não) e estou muito curiosa para ler outros livros do autor. Eu não queria ser clichê ao escolher os EUA, mas tem lugares legais que me interessam e eu também iria, se pudesse. Hihi.

Para terminar, hoje houve o Check point #2 e estou na seguinte situação: desde o último check point, tenho estado ocupada/preguiçosa e não acabei nem Ayla, nem A guerra dos tronos (embora os tenha começado). Mas percebi que os dois livros que já li podem abranger mais categorias, além das que eu os tinha designado para. Sendo assim, fica:
• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) = um dos meus autores favoritos; infantil ou juvenil; com personagens não-humanos (as categorias para as quais usei o livro antes); natureza em destaque ou como o cenário e continente diferente do norte-americano;
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom) = novela; aventura/comédia; gênero diferente do habitual; de biblioteca (as categorias que eu tinha colocado antes) e romance ou amizade forte.
Fico, então, com dez categorias preenchidas. Espero conseguir ler bastante na próxima semana, já que estarei sem compromissos.

Novamente: preto para O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e marrom para Forrest Gump...

Aliás, cinco das seis categorias restantes são preenchidas por A guerra dos tronos (do George R.R. Martin). Ayla - A filha das cavernas (de Jean M. Auel) só ilumina, agora, a categoria protagonista feminino, já que usei O leão, a feiticeira e o guarda-roupa para natureza em destaque ou como o cenário e continente diferente do norte-americano (pois eu estou querendo eliminar o máximo de categorias possível, já que vai ser complicado ler dois livros com mais de 500 páginas cada em apenas uma semana). Por isso estou considerando ler outro livro com protagonista feminino, que seja menor que Ayla... ou mesmo deixar A guerra dos tronos cobrir isso também, já que cada capítulo é direcionado a um personagem e entre eles há mulheres. Vejamos como a semana se desenrola.

É isso, então! Já tenho em mente a fotografia que vou tirar e usar para o Book Weekend Shot #1, mas vou tentar tirá-la e postá-la só amanhã. Espero que dê tudo certo.

Até breve.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Uma tarde de passeio

Ontem foi um dia bem fresco (ao contrário dos outros dias, que estavam bem frios) e fui passear com minha mãe e meu irmão. Almoçamos no Habib's (meu irmão só brincou nos brinquedos, pra falar a verdade) e seguimos para o zoológico da minha cidade. Não que eu goste da ideia de colocar animais em celas e deixá-los expostos aos humanos... mas meu irmão é pequeno, deixa ele ser feliz enquanto pode.

Eu gosto muito da calma que aquele ambiente passa. É bem arborizado e tem uma linda paisagem; é gostoso caminhar por lá. Tirei várias fotos.

Tem muitas aves nesta imagem.

Eu não lembrava dessa estátua... mas, ah, legalzinha.

Os flamingos resolveram dormir bem na hora em que eu ia fotografá-los.

Essa arara voou na minha direção e eu pensei que ela fosse me atacar. ajkshjkd

Um belo caminho. (Agora que eu reparei que tem um pedaço da cabeça do meu irmão bem aqui embaixo.)

Uma bela moldura para um belo céu.

Um belo caminho. (2)

Uma bela árvore.


Olá, dona girafa.

Essas borboletas na parte inferior da imagem ficaram brincando por aí a tarde toda.

Belos eucaliptos.

Oi, senhor pavão.

Olá, senhor patinho.

Enfim, gosto de fotografar e queria compartilhar isto. Tirei muitas outras fotos, mas essas são as que gosto mais. Minha família e eu não costumamos dar passeios assim e, já que meu irmão e eu estamos em nossos últimos dias de férias, foi divertido poder sair com a mamãe (que tirou a tarde de folga) e tudo o mais. Hehe.
Sem mais, me despeço.