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domingo, 31 de agosto de 2014

Especial: Idade Média, Renascimento e Barroco

Olá a todos!

Na minha escola, nossa professora de Literatura é também nossa professora de Artes – e nada mais adequado: ambas as matérias se completam para explicar a história de cada época, e com uma mesma professora para as duas fica mais fácil de manter os assuntos paralelos. Nesta postagem resolvi falar de arte, já que faz tempo que não o faço aqui no blog. Além disso, fiz o primeiro especial há dois meses (no qual falo de literatura), então vou aproveitar para fazer outro agora, também. 

Começamos o ano estudando a Idade Média. É dito que a Idade Média foi a "Idade das Trevas", por conta da sombra que a Igreja lançou sobre a ciência e as artes durante um milênio (século V ao XV). Ela dizia que o mundo só ia até onde a vista alcança e, no fim do mesmo, havia um enorme abismo (pois diziam que a Terra era plana) – de forma que, sem incentivo e vontade de andar em frente, as pessoas permaneciam debaixo das "asas" da Igreja. A visão de mundo era teocêntrica, ou seja, Deus era o centro de todas as coisas. Não se podia fixar-se nos temas carnais, humanos: tudo tinha de ser voltado ao divino, ao sacro.

O estilo arquitetônico desse período é o chamado estilo gótico. A Igreja falava que somente passando por ela era possível chegar ao Céu – e isso fica ilustrado nas grandes lanças apontando para o alto presentes na arquitetura das igrejas medievais. O padrão vertical também passa toda essa grandiosidade, para mostrar a insignificância do homem perante o divino. As esculturas e os grandes vitrais das igrejas representam passagens bíblicas – mas sempre sem destacar os traços humanos, justamente por causa do teocentrismo. A luz que passa pelos vitrais não é capaz de clarear totalmente o interior da igreja, o que é proposital: com pouca luz, paira no ar um certo mistério, causando medo e, consequentemente, respeito.

Igreja da Sagrada Família em Barcelona, na Espanha.
Catedral de Milão, na Piazza del Duomo.
Interior da Catedral de Milão, na Itália.
Tímpano de uma porta representando o Juízo Final, na Catedral de Burgos, na Espanha.
Vitral representando a crucificação de Cristo.

Na Baixa Idade Média, do século XII ao XV, o homem percebeu que o mundo ia além de onde seus olhos podiam enxergar. A Igreja passou a timidamente perder seu poder com o início das navegações, pois através disso o homem percebeu que a Terra não terminava mesmo que fossem cada vez mais longe. O homem reconheceu seu próprio poder e assumiu um posto de conquistador. Foi nesse contexto onde surgiu o Renascimento, que se desenvolveu entre o século XIV e o começo do século XVII.

Diz-se "renascimento" pois esse período buscou inspiração na Antiguidade Clássica e trouxe aqueles valores à tona novamente. A visão de mundo era, agora, antropocêntrica – o homem como o centro de todas as coisas. Pregava-se o uso da razão para se chegar ao conhecimento e, através deste, obter a paz. A Itália foi o berço do Renascimento.

Davi, de Michelangelo (1504).
Laocoonte e seus filhos, de Agesandro, Atenodoro e Polidoro. Museu do Vaticano. (Estátua da Antiguidade Clássica, que inspira outras feitas no Renascimento.)

Pietà, de Michelangelo (1499). Basílica de São Pedro, Vaticano.

As esculturas retratam o corpo humano fielmente, com detalhes tão perfeitos que parece que são pessoas transformadas em mármore. As expressões são sempre tranquilas, resignadas – representando a paz que a razão e o conhecimento trazem. (Por exemplo: na escultura acima, Pietà, Maria segura seu filho Jesus, morto. Ela poderia estar revoltada ou triste, mas está conformada, pois sabe que essa foi a vontade de Deus. Sua expressão é calma, serena e ilustra a ideia do Renascimento.) Os membros genitais masculinos ficam expostos, mas nunca são exagerados: o que se quer enfatizar é o poderio físico, não sexual; não se quer mostrar algo vulgar, e sim o poder humano. Já as mulheres, mais retratadas em pinturas, têm quadris largos, representando fertilidade – ou seja, a capacidade de produzir novos homens que se tornarão conquistadores. Deuses e deusas (da mitologia greco-romana) têm seus órgãos sexuais cobertos, como sinal de respeito. Na pintura, desenvolveu-se o uso da tridimensionalidade e da perspectiva.

Detalhes de Davi, de Michelangelo. Florença, Itália.
O nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli. Florença, Itália.
A escola de Atenas, de Rafael (1510). Palácio Apostólico, Vaticano.

As igrejas foram construídas em um padrão mais horizontal, ainda que tão grandiosas quanto as medievais: essa horizontalidade deixa as igrejas menos intimidantes, representando que Deus estava mais próximo do homem. Na arquitetura das igrejas renascentistas está também presente o domo ou cúpula, além da utilização de colunas inspiradas nos templos da Antiguidade.

Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença, Itália.

Por causa da ligeira diminuição do poder da Igreja sobre as pessoas iniciada na Baixa Idade Média, a Praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano, tem um contorno que se assemelha a braços que parecem envolver o fiel, tentando trazê-lo de volta.

Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mais tarde, a Igreja Católica perdeu poder e espaço: houve a Reforma Protestante, e esta igreja ganhou destaque e atraiu fiéis. Por conseguinte, essa época foi cheia de conflitos e oposições. É o período do Barroco, entre os séculos XVI e XVIII, cujo nome foi inspirado numa pérola disforme. Nenhuma visão de mundo é definitiva – há tanto o teocentrismo quanto o antropocentrismo no Barroco. O homem está confuso e atormentado, e isso se reflete nas obras produzidas nesse período.

Detalhe de Amor Vincit Omnia, de Caravaggio (1602).
Davi com a cabeça de Golias, de Caravaggio (1610).

Há sempre uma tentativa de conciliar forças antagônicas: o espiritual e o carnal, a pureza e o pecado, a alegria e a tristeza, o bem e o mal. Não existe mais aquele equilíbrio entre razão e emoção característico do Renascimento – na arte barroca predomina a expressividade, a emoção, a agonia e o drama, num princípio no qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos. Nas pinturas está muito presente o uso de claro e escuro, fazendo com que as sombras deixem em destaque a figura que se quer mostrar. Há também muito movimento e, quando há alguém nu, a genitália está sempre coberta.

O êxtase de Santa Teresa, de Bernini (1652).  Igreja de Santa Maria della Vittoria, Roma.

(Por exemplo: a escultura acima, O êxtase de Santa Teresa, retrata a experiência espiritual que essa mulher teve. A história diz que Teresa tinha um grande desejo de receber o Espírito Santo e sempre pedia isso a Deus em suas orações. Um dia, Deus concedeu sua vontade – ela sentiu o cerne de seu ser sendo atingido por uma energia inefável, como se uma flecha a tivesse atravessado. Foi tão intenso que ela dizia ter perdido o fôlego. Na obra de Lorenzo Bernini, um importante artista barroco, há tanto espiritualidade quanto carnalidade: o rosto de Teresa mostra uma expressão de prazer intenso, que pode ser interpretado como se ela estivesse sentindo um orgasmo. O perfil do anjo parece típico de uma figura divina, mas olhando de frente vê-se a malícia em sua face. Ele está prestes a lançar a flecha no peito de Teresa, ilustrando a sensação descrita por ela. As linhas douradas atrás deles simbolizam a luz e o caráter divino do ocorrido. O movimento está presente nas dobras da roupa de Teresa. Essa oposição é a alma do Barroco. Outra coisa: Davi, na pintura de Caravaggio acima, não está satisfeito ou jubilante por ter matado o gigante Golias. Seu rosto mostra um certo nojo, uma certa dúvida – a expressividade típica do estilo barroco. Já a escultura abaixo, Davi de Bernini, mostra a adrenalina de Davi na iminência de jogar a pedra em Golias, colocando raiva em seu rosto e destacando o movimento de seu corpo; diferente da escultura de Michelangelo, que o retrata calmo. Cada uma tem características pertinentes à sua época.)

Davi, de Bernini (1624).
A Glorificação de Santo Inácio, de Andrea Pozzo (1694). Igreja de Santo Inácio de Loyola, Roma.

As igrejas barrocas são cheias de detalhes, em uma constante busca de efeitos decorativos e visuais com um propósito: chamar a atenção e atrair o fiel para que ele retorne para a Igreja Católica. Por conta desse exagero de detalhes, essas igrejas demoravam a ser construídas. O Brasil recebeu o estilo barroco também – principalmente na Bahia e em Minas Gerais.

Igreja São Francisco de Assis, em Ouro Preto, Minas Gerais.
Interior da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Interior da Igreja Sant'Andrea al Quirinale, em Roma, na Itália.

O mais importante é lembrar que a arte é expressão. É através dela que o homem representa os pensamentos de sua época. Por isso é tão interessante estudar todas essas coisas: a arte imita a vida. Ela existe porque a vida não basta!

Sem mais, me despeço. Até a próxima!

domingo, 15 de junho de 2014

Especial: Os Lusíadas

Oiê!
Antes de tudo: chamo esta postagem de "especial" porque não estou aqui só para comentar sobre a magnífica obra de Luís Vaz de Camões, mas sim para falar sobre tudo que eu aprendi sobre Os Lusíadas na escola com uma professora de literatura excelente (beijo, Gláucia!). Com isso posso recapitular e estudar para a prova que chega no fim do mês, além de compartilhar com os amigos que desejam relembrar também. Quando eu era pequena decorei seu famoso soneto "Amor é fogo que arde sem se ver" (♡) e por isso, desde então, me interesso bastante por Camões. Aqui vai, primeiramente, uma introdução ao autor.

Há 434 anos, no dia 10 de junho, morria Luís de Camões.
Não se sabe o lugar exato do nascimento de Camões, mas é dito que foi em Lisboa, em 1524. Quando jovem, serviu a coroa portuguesa no norte da África, onde perdeu um dos olhos e, apesar desse obstáculo, ele nunca deixou de escrever. Na época que compôs Os Lusíadas, Camões estava exilado no Oriente como punição por ter agredido um oficial do rei durante um momento não-sóbrio de exaltação. A obra foi dedicada ao rei Dom Sebastião, com o acordo de que, se este gostasse, permitiria o retorno de Camões ao reino de Portugal. Camões passou um bom tempo na China, onde conheceu uma moça por quem se apaixonou: Dinamene. Pois sucedeu-se que, na embarcação onde Camões velejava de volta a seu país de origem, aconteceu um acidente e, na hora do naufrágio, Camões precisou escolher entre salvar sua chinesinha (que não sabia nadar) e sua obra-prima. Não preciso dizer o que foi que ele salvou, não é... (mas veja só, Camões mostra sua profunda tristeza sobre o incidente no soneto "Alma minha gentil, que te partiste", que é deveras muito belo.) Camões recuperou seu direito de permanecer em sua pátria graças a Os Lusíadas, mas não manteve a glória que o mesmo o proporcionou – tanto que morreu como indigente, sem nem ao menos uma identificação. Existe um túmulo no Mosteiro dos Jerônimos que é, supostamente, de Camões – mas é apenas um ponto turístico, uma homenagem para "se desculparem" com Camões por não terem dado a ele o reconhecimento que ele merecia.

・゜・。☆  。・゜・

Os Lusíadas é um poema épico que conta a história da viagem de Vasco da Gama às Índias, bem como alguns fatos da história do reino português até então. É composto por dez cantos (partes), contendo ao todo 1102 estrofes, com versos métricos cujas rimas têm o estilo AB AB AB CC (contendo, portanto, oito versos cada).

Estudamos, na escola, seis episódios: O consílio dos deuses; Inês de Castro; O velho do restelo; O gigante Adamastor; A Ilha dos Amores e A máquina do mundo.

O consílio dos deuses (canto I)
Antes que a viagem de Vasco da Gama e sua frota dê início, é feita uma reunião entre os deuses para decidir se os portugueses devem ou não alcançar seu objetivo. Baco (nome romano alternativo para Dionísio, deus do vinho e da orgia) se opõe ao sucesso dos navegantes e Vênus (Afrodite, deusa do amor) decide apoiá-los. Sendo assim, Baco é o inimigo dos portugueses, enquanto que Vênus é sua protetora.

Inês de Castro (canto III)
Inês suplica que não matem a ela e a seus filhos.
Essa parte se refere à história de Portugal anterior à viagem até as Índias. Um príncipe português se apaixona por uma jovem simples, descendente de espanhóis, chamada Inês de Castro. Seu amor não pode ocorrer, sempre esteve claro para ambos – não só pela disparidade de seus berços, mas principalmente por Inês ter origens espanholas: Portugal e Espanha eram rivais e nunca seria permitido uma "mancha" do país oposto em um dos tronos. Apesar da proibição de seu pai, o rei Dom Afonso, Pedro continua amando a jovem – até chegar ao ponto de Inês morar numa casa, com dois filhos de Pedro, onde é visitada pelo mesmo secretamente. Quando o rei descobre, decide casar seu filho com uma moça portuguesa, para evitar assim a continuação do absurdo – ao que Pedro se opõe prontamente. Não havendo outra solução, Inês é sentenciada à morte. Ao receber a notícia, Inês chora às margens do rio Mondego – local até hoje rememorado e visitado pelos amantes por seu caráter trágico e romântico – e depois é morta, assim como seus pequenos filhos.

Mas não pára por aí. Pedro, não tendo podido fazer nada para impedir a execução da mulher que amava, resolve ir mais longe: no dia de sua coroação, pouco depois da morte de Inês, Pedro tranca num quarto a moça com quem fora obrigado a se casar e manda trazer os ossos de Inês – os quais mandou que fossem montados como se ainda houvesse vida neles – e, tendo vestido-os, coroa sua amada. Inês é, então, a Rainha Morta.

Conclusão: o enfraquecimento do governo previsto caso Inês fosse rainha de fato acontece – misticamente por sua coroação pós-morte ou, logicamente, pela crença do povo de que seu novo rei era louco.

O velho do restelo (canto IV)
Estava a frota de Vasco da Gama a se despedir das pessoas que deixariam em Portugal quando, do meio das pessoas, surge um velho maltrapilho. Ele começa a pregar que a viagem que estavam prestes a fazer era simplesmente um disparate, um suicídio: o velho dizia que Portugal só buscava fama, e que a recompensa que poderiam obter não valeria o sacrifício. Ele disse que os homens estavam indo numa viagem insensata, pois Portugal não estava preparado para uma empreitada daquele porte; que estavam deixando as mães que tinham em seus filhos o refrigério e o amparo para sua velhice a troco de virarem comida de peixe; que estavam tomando de suas esposas o corpo que já não era só deles – já que, conforme prega a instituição do casamento, ao juntarem-se, marido e mulher tornam-se uma só carne. E apesar do avisos do homem, os navegantes não dão ouvidos às críticas que ele fazia – justamente por ele ser velho e mendigo.

O temível Adamastor.
O gigante Adamastor (canto V)
O Cabo das Tormentas, ao sul da África, era um ponto muito conhecido por suas águas revoltas e por causar constantes naufrágios. Como o homem sempre fizera quando não sabia explicar alguma coisa, esses obstáculos eram atribuídos a um gigante que morava por aquelas bandas – Adamastor, um sujeito enorme, de voz tonitruante e olhos bravios e fundos. Morava tão profundamente naquelas águas que seus cabelos e barba continham areia, e quando surgia na superfície causava o movimento desordenado das ondas.

Vasco da Gama e sua frota presenciaram a aparição do gigante e, ao perguntarem "Quem és tu?" para o gigante, este conta a eles sua história, além de ameaçá-los sobre os perigos de sua viagem, cujo menor mal seria a morte (segundo suas palavras, intensificando os alertas feitos pelo velho do restelo). Após comover-se com memórias trazidas à tona com sua história, Adamastor logo desaparece na nuvem temerosa em que surgiu, deixando os navegadores em paz – e estes seguem viagem.

Os portugueses são recebidos na Ilha dos Amores.
A Ilha dos Amores (canto IX)
Depois de bem sucedida a viagem, a frota ancora em uma ilha para poder reabastecer os suprimentos dos navios antes de seguir para Lisboa. Os navegadores são, então, presenteados com uma recompensa de Vênus, a deusa que os estivera protegendo: ninfas os recebem com quitutes para saciar sua fome e oferecem seu corpo para proporcioná-los prazer. Isso ocorre pois Vênus e seu filho Cupido fazem com que elas se apaixonem pelos portugueses – já que ninfas não se ofereceriam assim a homens pois não é de sua natureza o fazer – e lhes proporcionem satisfação. É uma ilha paradisíaca, com uma fauna gentil e com frutos suculentos que são produzidos sem terem sido cultivados. Tudo que ocorre é passageiro e carnal: uma paixão repentina, uma alegria imediata, uma rápida recompensa.

Curiosamente, Vasco da Gama é colocado como superior nesse momento: ele é separado desse ato carnal e é levado a um lindo palácio por Tétis (que também está sob o controle de Vênus), enquanto os outros ficam nos arredores dos bosques com as ninfas.

A máquina do mundo (canto X)
Acabado o banquete e a "festança" geral, Tétis leva Vasco da Gama no ponto mais alto da ilha, de onde podem ser vistas as esferas celestes que redigem o universo (de acordo com a teoria geocêntrica aceita na época), com a Terra em seu centro e os planetas girando, quase que imperceptivelmente, ao seu redor.

Enquanto contempla a magnificência do universo que o cerca, Tétis mostra a Vasco da Gama o grande significado que sua conquista tinha para o mundo como parte de uma engrenagem e como uma peça decisiva para a evolução das habilidades do homem. Tétis diz a ele que esse feito não pode nem deve ser esquecido e o incumbe da missão de espalhar essa conquista, de disseminar os conhecimentos adquiridos e de fazer com que seja reconhecido o valor de tudo o que ele, com a ajuda de sua frota, realizara.

Apesar de tudo, acontece, de fato, o infortúnio que o velho do restelo previra: saíram de Portugal 170 homens e voltaram apenas 55. Considerando que na Idade Média havia muito menos pessoas que no mundo atual, menos da metade dos homens que foram mandados numa viagem dessas terem retornado é um número amedrontador. Por muito tempo, depois disso, Portugal não cresceu significativamente – já que não haviam tantos homens para serem pais. A conquista de Vasco da Gama não recebeu tanta admiração quanto se esperava e acabou caindo no esquecimento, sem grande valor para ninguém.

・゜・。☆  。・゜・

É isso então! Através das aulas de literatura aprendemos bastante coisa sobre Os Lusíadas – tanto que pretendo ler a epopeia nas minhas férias (que serão em julho). Espero que seja útil pra quem esteja estudando a obra na escola, também.

Pra quem tiver curiosidade, o rei Pedro da história de Inês é, na verdade, Dom Pedro I. Na internet é contada uma história diferente sobre eles, mas já que não conheço muito o assunto, fico satisfeita com a versão de Camões. Até hoje é usada a expressão "agora Inês é morta" pelos portugueses – o que equivale ao nosso "fazer o quê", ou "agora não tem mais jeito". Meus amigos e eu adotamos a expressão ao nosso cotidiano e tem sido bem divertido trocar palavras que outros não compreendem, haha!

Até a próxima!