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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Brilho temporário de uma mente quase sem lembranças

Enquanto escrevia sobre o curso técnico fiquei pensando a respeito da vida útil de minhas memórias, que considero mais curta do que deveria ser (tão curta que não percebi que usei exatamente a mesma frase no final da última postagem, mas finge que tá beleza). Tô tentando registrar mais as coisas que acontecem pra que eu não esqueça delas ou, pelo menos, possa ter por onde "ativar" suas lembranças. Por isso tô aqui (apesar de me incomodar com o jeito que as coisas ficam quando tô escrevendo desse jeito).

Em janeiro comecei a ler Roverandom (do Tolkien) mas não me fixei muito à leitura, apesar de ser agradável, e acabou que a primeira coisa que li foi Claro enigma, do Drummond. Gostei bastante dos poemas; já tinha lido outros livros dele – dos quais, naturalmente, já não me lembro muito¹ – e sabia da simpatia por sua escrita, pelo menos. Anotei vários (abaixo tem um trecho de um deles). A questão é: eu não sou de ler poesia com frequência porque dificilmente consigo me concentrar e/ou compreender, e inclusive quero ler mais, mas gosto muito de quando são recitados como nos vídeos do Button Poetry, da Dottie James ou no estilo cater piem (s2).

O mundo não tem sentido.
O mundo e suas canções
de timbre mais comovido
estão calados, e a fala
que de uma para outra sala
ouvimos em certo instante
é silêncio que faz eco
e que volta a ser silêncio
no negrume circundante.

Depois li A solidão dos números primos, de Paolo Giordano, livro que tava na minha lista só por causa do título, que me soou interessante, e da capa (à esquerda), que achei bem bonita. É sobre um casal de colegas, cada um marcado de alguma forma, que compartilham essa espécie de solidão. A história não me pareceu muito excepcional; tudo tem uma atmosfera meio "suspensa" e, apesar de várias coisas acontecerem, não me fisguei muito. (Trecho a seguir.)

Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos mas não o bastante para se tocar de verdade. Ele nunca dissera isso a ela. Quando imaginava confessar-lhe essas coisas, a sutil camada de suor das suas mãos evaporava completamente, e durante longos dez minutos não era mais capaz de tocar nenhum objeto.

As meninas, de Lygia Fagundes Telles, foi o que se seguiu. De novo encontrei dificuldade em manter um ritmo de leitura, mas dessa vez a narrativa me atraiu bastante. Tem essas três amigas, extremamente diferentes entre si, e cada hora a história é contada sob a perspectiva de uma delas – uma estuda direito e vive em seu mundinho de sonhos, outra é militante comunista e tá sempre envolvida em suas causas e a outra é viciada em drogas. É um título muito relevante tanto no contexto da ditadura militar quanto na questão feminista; o final me pegou de surpresa mas pensando agora me parece adequado à autora, de quem já li vários contos. Curti a leitura – aqui uma citação de "Lião".

— Não quero ser rude, mãezinha, mas acho completamente absurdo se preocupar com isso. A senhora falou em crueldade mental. Olha aí a crueldade máxima, a mãe ficar se preocupando se o filho ou filha é ou não homossexual. Entendo que se aflija com droga e etcétera, mas com o sexo do próximo? Cuide do seu próprio e já faz muito, me desculpe, mas fico uma vara com qualquer intromissão na zona sul do outro, Lorena chama de zona sul. A norte já é tão atingida, tão bombardeada, mas por que as pessoas não se libertam e deixam as outras livres? Um preconceito tão odiento quanto o racial ou religioso. A gente tem que amar o próximo como ele é e não como gostaríamos que ele fosse.

Ted Hugues, o então marido de Sylvia.
Mais recentemente assinei o Kindle Unlimited da Amazon, porque me ofereceram uma promoção muito massa e só assim pra eu gastar algum dinheiro sem ter mil receios. Li um pequeno eBook, Desenhos, que trata um pouco da parte artística da Sylvia Plath. Bem bonitas suas ilustrações (abaixo). Outro dia tentei ler Entrevista com o vampiro, de Anne Rice, mas já tava saturada de vampiros (mais pra frente na postagem dá pra entender o porquê); depois ia começar Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo, mas com isso do Kindle deixei pra mais tarde. Atualmente tô tentando ler Mayombe, de Pepetela, que tava na lista de leitura de 2016 da Fuvest (não sou muito fã de livros digitais). 

Uma vaca descansando no pasto.







                                                                       
Vi séries e filmes, também. Nunca consegui acompanhar séries porque meu entusiasmo nesse assunto dura pouquíssimo tempo; se eu não consigo assistir tudo em alguns dias já desanimo e deixo de lado. Mas esse ano consegui ver uns episódios de Black Mirror que me recomendaram; Stranger Things; a primeira temporada de Mr. Robot e de Avatar - The Last Airbender (sim) e, pela primeira vez na vida, dois terços de How I Met Your Mother – mas só porque vi as 4 primeiras temporadas em 4 dias. Gostei praticamente de tudo, foi bacana imergir em várias histórias diferentes e pelo menos rende mais que minhas leituras, né. Ainda pretendo continuar Mr. Robot e terminar HIMYM e tenho uma lista grandona de interesses em outras séries, mas vamos devagar com isso.

Quanto a filmes, tô vendo até que bastante (comparado ao pouco que conseguia assistir quando me ocupava com ensino médio e curso técnico). Cuidado que lá vem um monte de comentários breves sobre um bocado de longas-metragens: vi The Lobster, filme bastante inusitado sobre um futuro onde é proibido que as pessoas fiquem solteiras, se não quiserem ser transformadas em animais; Waking life, uma enorme conversa sobre sonhos e estados da consciência movida por discussões filosóficas e religiosas (preciso ver várias vezes pra ir tirando as coisas aos poucos); Estômago, filme muito massa (piada não intencional aqui) sobre um cozinheiro e seus caminhos até parar na prisão; Arrival, um filme de alienígenas (baseado num conto premiado) com uma perspectiva diferente dos demais, tratando de comunicação e do conceito de tempo de uma forma muito legal – e com uma trilha sonora lindona; Moonlight, que ganhou o último Oscar de melhor filme e conta uma história de autoconhecimento e amor num cenário caracterizado por retratos focados em estigmas; Lavoura arcaica, narrativa muito doida e de linguagem poética sobre uma família, os conflitos causados a partir da fuga de um dos filhos e o que o levou a isso (baseado no livro de Raduan Nassar); Nise - O Coração da Loucura, sobre a incrível psiquiatra que lutou pra mudar os caminhos do tratamento de transtornos mentais no Brasil; A monster calls, filme demais de triste sobre um enorme teixo que desperta para ajudar um garoto a passar pelas dificuldades de sua vida (baseado no livro de Patrick Ness); Room, história muito tocante sobre um menininho e sua mãe, que moram por muito tempo num quarto que na verdade é seu cativeiro; Comet, filme que salta entre momentos de um relacionamento de 6 anos para contar sua progressão e regressão; Freeheld, baseado num documentário homônimo que conta a luta pelo reconhecimento da união de duas mulheres nos EUA no começo dos anos 2000; e, enfim, Big Hero 6, animação muito legal (que infelizmente demorei pra ver) sobre uma relação entre dois irmãos, robôs e jovens gênios que acabam virando heróis.

A alienígena mais bonita do universo.
Além desses, vi outros filmes que não tenho muito o que dizer sobre. Vi Moana no cinema com meus primos, bem bonitinho e tal mas não achei "tudo isso" que falaram; Mulan, porque pensava que nunca tinha assistido a ele todo, mas provavelmente ter visto tantos pedaços soltos fez com que eu não aproveitasse tanto; Atlantis - The Lost Empire, que eu queria ver há muito tempo porque passava um trailer do filme antes de algum DVD que eu tenho (gostei mas também não me surpreendeu); Persepolis, cuja HQ li há anos atrás, e que também não foi "aquelas coisas" porque sei lá, é só sobre a vida dela (ok que tem um pano de fundo pesado, mas tirei mais da leitura que do filme); reassisti La Vie d'Àdele, apesar de ser um filme que não acrescenta muito, mas dessa vez captei umas coisas diferentes da primeira vez que vi; reassisti Avatar (Neytiri ali em cima), que mesmo tendo assistido inúmeras vezes numa semana que tive Telecine liberado há anos atrás, gosto muito e nunca me canso; The Secret of Kells, uma animação que me chamou atenção só porque ano passado vi Song of the Sea (do mesmo estúdio/diretor) e gostei demais, mas não aconteceu nem perto do mesmo com essa; e, por fim, Treasure Planet, que também tinha um trailer no comecinho de algum DVD e é adaptação de A Ilha do Tesouro, livro de Robert Louis Stevenson que nunca consegui ler (achei o filme bacana).

Sinceramente...
Também reassisti os filmes da Twilight Saga, porque sou besta – reuni vários livros pra vender/doar e quando peguei os da minha quase-xará fiquei nostálgica e resolvi fazer essa maratona. Meu primeiro contato com os vampiros reluzentes foi através de uma prima muito leitora; ela é bem mais velha que eu mas se empolgou muito quando leu e saíram os filmes e me indicou fortemente. Li todos os livros duas vezes quando era mais nova, ganhei um box de diáriozinhos da saga de presente dessa prima, vi alguns filmes no cinema com minha mãe e uma amiga, imprimi o Sol da Meia-Noite que vazou na internet, comprei revistas especiais sobre a história (#TeamEdward)... Foi uma parte muito grande da minha vida e, mesmo reconhecendo a mediocridade disso tudo, não consigo me desapegar das lembranças e sentimentos bons. Depois de rever os filmes fiz uma pequena crítica: Twilight é terrível, praticamente tudo é bem bostinha e os efeitos/montagens dão agonia; New Moon já começa mostrando que a produção tá muito melhor, as cores são bonitas e as pessoas mais convincentes, mas não entendo como uma pessoa possivelmente pode causar tantos acidentes a si mesma como a Bella; Eclipse é bacana por ter alguma ação mas tem sempre aquilo de não acontecer as coisas direito; Breaking Dawn dá umas agonias também – o que dizer sobre aquele Rio de Janeiro mega carnavalesco, sobre o português do Edward e MEU DEUS AQUELE BEBÊ RIDÍCULO, mas a Bella fica bonitona (eu esqueci que tudo o que acontece era só uma visão da Alice e fiquei muito indignada, mas tudo bem). Fiquei pensando em várias coisas: na falta de representatividade; por que nenhum vampiro tem cabelo colorido?; considerando que vampiros são praticamente mortos, como diabos o rapaz vai ser capaz de engravidar a coitada?; incrível eles terem relacionamentos monogâmicos em mais de 100 anos de "pós-vida"; até onde será que iria o amor eterno?; o cara viveu mais de um século e não desapegou das ideias conservadoras dele, véi; será que os lobos guardavam trocas de roupas enterradas pelos cantos pra quando precisassem se vestir depois de se destransformarem?; tivesse um pouquinho de amor livre ali e resolvia-se o impasse do triângulo amoroso; a pessoa tava mortinha daí de repente aparece vampiruda e ninguém ficou nem um pouquinho emocionado?... Mas enfim, acho que o que mais me marcou ao decorrer disso tudo foi a trilha sonora dos três primeiros filmes (Breaking Dawn só tem coisa melosa) – eu gosto demais das músicas escolhidas, quase de todas, e algumas bandas/cantores conheci graças a isso e ouço até hoje.

O último filme que vi foi Only Lovers Left Alive, que discute, a partir desse casal de vampiros, impressões opostas e complementares acerca da existência, algo meio yin e yang. É bem diferente de qualquer outro filme vampiresco que já vi e a trilha sonora é ótima, por sinal.

Uma parte que gostei.
Acho que falei tudo o que tinha pra anotar, deu mais coisa do que eu esperava. Valeu pra você que leu, um beijo na bunda e até segunda~ (mentira, mas achei engraçado essa frase que ouvi da minha tia)

¹ Em abril de 2014, escrevi o seguinte:
Ontem eu terminei minha leitura de A rosa do povo, do Drummond. As poesias foram escritas entre 1943 e 1945, nos anos decisivos da Segunda Guerra Mundial². É notável a forma que o poeta se expressou diante todo aquele conflito, mostrando a indignação, o medo, a tristeza, a dor de saber que enquanto estava a salvo bem aqui na América, do outro lado do oceano haviam milhares de pessoas sofrendo e morrendo. Os poemas são recheados com melancolia, sentimento de inutilidade, sentimentos humanos... a visão de alguém assistindo àquele show macabro sem poder interferir.

² Acompanhando tinha um comentário sobre outra obra que trata desse momento histórico:
Hoje li Maus, de Art Spiegelman, uma HQ que conta a história do holocausto através das vivências do pai do próprio autor. De uma perspectiva de alguém de fora, passei para a perspectiva de alguém que viveu tudo aquilo e sobreviveu para contar a história. Alemães são retratados como gatos e os judeus, como ratos. Imaginar que todos os episódios retratados aconteceram de fato é se chocar ainda mais, é temer, é se envergonhar por reclamar tanto da vida que levamos. É ter um exemplo literal de como o ser humano pode ser desumano.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Filmes (de novo, postagem velhíssima)

(Da série: coisas que estavam nos rascunhos e nunca postei não sei porquê. Dessa vez voltamos um ano, apenas.)

Ontem eu assisti a Boyhood, filme de 2014 dirigido por Richard Linklater. Foi filmado acompanhando os personagens durante doze anos, sendo bem mais realista que aqueles filmes onde usam atores sem grandes semelhanças para interpretar o mesmo personagem em idades diferentes. Boyhood retrata a infância e a juventude de Mason (Ellar Coltrane) e sua irmã Samantha (Lorelei Linklater), bem como a desordenada vida amorosa de sua mãe (Patricia Arquette) e os bons momentos com seu pai (Ethan Hawke). Este filme me causou um impacto bem grande, afinal. Acho que é o melhor e o pior filme que vi até agora, neste ano.

Queria que isso tivesse feito parte da minha infância também.

Melhor por passar tão claramente todo essa metamorfose que a gente vai tendo enquanto cresce, essa formação de opiniões e caráter, essa descoberta de gostos e interesses... Por retratar de maneira tão crua a vida, com seus altos e baixos, suas coisas boas e ruins. Pior por me fazer temer ainda mais o futuro, já que eu ainda não tenho certeza que sei o que quero, o que gosto, o que posso. Por me fazer pensar nos "e se?" da vida. Por me cutucar tão cruelmente e por me deixar incomodada com inúmeras questões.


Mas isso é bom, não é? Quem sabe. De qualquer forma, não sou a melhor pessoa pra dar sinopses de filmes e livros, mas posso dizer que vale a pena assistir a este filme. As imagens podem ter um certo spoiler, sei lá. Desculpa (?), são partes que eu gostei particularmente.

Outro dia vi Medianeras, filme argentino de 2011. É sobre Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), dois adultos tentando encontrar a si mesmos enquanto encaram a vida aos tropeços.

Acostumados à solidão e cada um com seus hobbies, ambos vão tentando ficar confortáveis cada qual à sua maneira. Até procuram se aventurar com coisas novas, na tentativa de chacoalhar o ritmo monótono que suas vidas levam. Suas ideias são bem peculiares e acabam sendo semelhantes. 

A internet me traz mais perto do mundo, porém mais distante da vida.
Ah, se minha cabeça funcionasse tão bem quanto meu Mac e eu pudesse esquecer tudo com um click.

Tanto Martin quanto Mariana queriam começar a fazer natação, mas nunca dava certo. Há um momento em que Martin diz que odeia o antes e o depois de nadar, mas adora o durante... E eu me identifiquei. Desisto de nadar por causa dessas duas etapas inevitáveis (assim como Martin). Mas esse problema não se restringe à natação: muitas coisas são evitadas por nós porque não temos disposição para encarar os processos necessários para que elas sejam realizadas. Por exemplo, eu tenho ideias e gostaria de colocá-las num papel, mas nunca consigo fazê-lo quando pego um caderno e uma caneta. Fico estagnada no antes e por isso acabo postergando. Já se sentiu assim?
  
O medo de saber que sou uma pessoa perdida entre milhões.

Medianeras também aborda questões que faço a mim mesma, nesse sentido incômodo de futuro e vida no geral. O filme mostra conflitos internos e externos que não podem ser raros hoje em dia, neste mundo tão corriqueiro e agitado. Sabe, gostei bastante de Medianeras. Assim como com Boyhood, senti como se o filme estivesse me dando um empurrãozinho para que eu tome coragem (ou simplesmente vergonha na cara) e pare de apenas observar e imaginar e parta para a ação.

Observar é ser e não ser. Ou ser de outra maneira.
Estas irregularidades provavelmente nos refletem perfeitamente.
Vejam Medianeras. E ah, eu adoro o final.

///

...Escrevi só isso mesmo, embora planejasse ter falado de outros filmes. Enfim, só deixando aqui também.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Oh, hey.

Faz tempo que eu não paro pra escrever. Não sei se é mal de férias, mas quando estou de férias eu nunca crio disposição. Há dias em que simplesmente canso de existir. Mas, no geral, não posso reclamar: tenho visto muitos filmes, tive bons momentos com a minha família e recentemente consegui sair daquela estagnação nas leituras que vinha me assombrando desde agosto.

Algumas fotos do céu e de árvores pra não perder o costume. (Oh, lixeira feia.)

No  total, li 37 coisas no ano de 2014. "Coisas" porque não posso contar tudo como livros, já que li várias obras do Gil Vicente, por exemplo, que são pequenas e formam um livrinho a cada três histórias, mais ou menos. Também reli um mangá, Another, que tem 4 volumes – mas contei como um livro. Aliás, fiz algumas releituras interessantes no ano passado... Na lista abaixo, elas estão assinaladas com asterisco.

Leituras de 2014
• Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
• A letra escarlate (Nathaniel Hawthorne)
• O iluminado (Stephen King)
• Romeo y Julieta (Shakespeare)
• Auto da barca do inferno (Gil Vicente)
• Persépolis (Marjane Satrapi)
• Jane Eyre (Charlotte Brontë)
• Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
• Retalhos (Craig Thompson)
• O livro da mitologia - Histórias de deuses e heróis (Thomas Bulfinch)
• Farsa de Inês Pereira (Gil Vicente)
• A rosa do povo (Carlos Drummond de Andrade)
• Maus (Art Spiegelman)
• A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
• Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)
• Another 1/2/3/4 (Ayatsuji Yukito, Kiyohara Hiro) *
• Laços (Vitor & Lu Cafaggi)
• Auto da alma (Gil Vicente)
• Pomba enamorada e outros contos selecionados (Lygia Fagundes Telles)
• Persuasão (Jane Austen)
• Lolita (Vladimir Nabokov)
• The Picture of Dorian Gray (Oscar Wilde)
• A revolução dos bichos (George Orwell)
• Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
• O velho da horta (Gil Vicente)
• Quem tem farelos? (Gil Vicente)
• Os sofrimentos do jovem Werther (Goethe)
• Crônica de uma morte anunciada (Gabriel García Márquez)
• Eles não usam black-tie (Gianfrancesco Guarnieri)
• O sobrinho do mago (C.S. Lewis) *
• Cinco minutos (José de Alencar)
• Clube da luta (Chuck Palahniuk)
• O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (C.S. Lewis) *
• Forrest Gump - O contador de histórias (Winston Groom)
• A guerra dos tronos (George R.R. Martin)
• Bordados (Marjane Satrapi)
• O Hobbit (J.R.R. Tolkien)*

Eu queria ter lido mais, porque sei que eu poderia tê-lo feito. Procrastinei demais e me perdi na minha (des)organização. E quanto mais coisas eu tinha em mãos para ler, pior era para fazer uma escolha e começar uma leitura. Tantas opções me pressionavam e eu entrei em conflito porque não sabia o que merecia minha atenção primeiro. Eu comecei muita coisa e acabei deixando de lado. Por um tempo peguei livros que já tinha lido porque pensava que reler algo que eu sabia que eu gostava ia redespertar meu apetite literário... Foi produtivo por um tempo, até, mas acho que eu precisava mesmo de algo de um gênero que eu gostasse e tivesse curiosidade de ler mais. Portanto, peguei O nome do vento, do Patrick Rothfuss, e a leitura tem ido bem, felizmente.

Padrão inesperado.
Portão de Moria ♡
Aproveitando para falar de O Hobbit: reli o livro porque queria relembrar de mais detalhes já que eu logo ia ao cinema ver o último filme. Li a última metade do livro e vi os dois filmes que já tem DVD de uma vez só, das 21h de uma noite de sexta até as 11h da manhã do sábado, pra de tarde ir ao cinema ver A Batalha dos Cinco Exércitos. CHOREI. Nos créditos, quando começou a tocar The last goodbye, eu me desmanchei em lágrimas. E o faço toda vez que ouço a música e vejo o vídeo. Não sei se é porque eu tive a oportunidade de acompanhar os filmes dessa trilogia, indo ao cinema e vendo notícias, mas me sinto mais próxima à trilogia de filmes de O Hobbit que de O Senhor dos Anéis. Sempre que assisto os filmes, ouço as músicas, me sinto diferente, sabe? Um sentimento quentinho aqui dentro, como quando você chega em casa depois de um tempinho fora e pode deitar na sua cama e descansar de verdade. Ah, olha, muita emoção pra um coraçãozinho só. Mas enfim... Fiquei um pouco decepcionada com os desvios da história que não existem realmente, mas ficou legal a forma como é apresentado a coisa toda do Sauron e tudo o mais. O Smaug ganhou mais espaço no segundo filme do que ele realmente possui no livro, a meu ver, e gostei disso. Senti falta de alguns detalhes e gostei muito de outros inesperados. Bem, de qualquer forma, me corta o coração saber que esta foi a última jornada pela Terra-Média, mas me conforta saber que posso adentrar esse mundo extraordinário sempre que eu quiser, folheando os lindos livros ou vendo os incríveis filmes.
Sempre ouvindo música.

Por falar em filmes, tenho atualizado constantemente minha lista de filmes assistidos. Vejo um filme sempre que posso, e gostei bastante dos que vi recentemente. Quando eu arranjar tempo (e coragem), pretendo falar sobre eles aqui também.

Tenho ouvido música o tempo todo, e o Spotify tem ajudado nisso. Baixei álbuns da banda curitibana Simonami ("Sí, mon ami!") e gostei muito das musiquinhas deles. Dei mais atenção a Cage the Elephant e tenho gostado bastante de Alt-J, também. Sem contar algumas músicas de trilha sonora, é claro, que são várias. Música é tudo de bom.

Enfim, é isso aí. 2015 já chegou e, vamos falar a verdade, não é preciso esperar um ano acabar e outro começar pra que a gente mude. Espero fazer valer a pena e conseguir realizar meus objetivos, e que todo mundo também o faça. 

Sinceramente, não sei se esse blog vai pra frente nem se tem sentido eu continuar escrevendo. Tem tanta gente mais talentosa e mais interessante por aí, sei lá. Quem sabe, vou deixá-lo aqui pra quando eu tiver o que dizer.

Até mais!

domingo, 24 de agosto de 2014

(Hoje) Eu (Não) Quero Voltar Sozinho

Há meses atrás, conheci o curta-metragem Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Filho, produzido pela Lacuna Filmes. Achei a coisa mais linda, adorei a trilha sonora (ouça a original abaixo), assisti não sei quantas vezes (veja abaixo)... e quando soube que ia sair o filme, vibrei de emoção.




Inicialmente, o curta nos apresenta ao Léo e à Giovana, dois amigos próximos desde sempre, que estudam na mesma escola. Léo é um menino doce e simpático, que tem deficiência visual. Quando um novo aluno chega na classe deles, ambos ganham um novo amigo: Gabriel. Entretanto, Gi começa a se sentir rejeitada e a pensar que Léo prefere o Gabriel, pois eles passam muito tempo juntos. Então Léo conta a ela que está apaixonado por Gabriel.

O jeitinho simples e delicado com que o curta se desenrola fez com que ele conquistasse um lugarzinho permanente no meu coração. Sinto uma paz tão grande quando assisto ao curta! Gostei muito de ver uma produção nacional abranger tanto de uma vez só: o tema da homossexualidade e o de ter uma deficiência. Dois detalhes que normalmente são tidos como obstáculos são abordados de uma forma tão doce que parece que a vida é tão macia quanto um cobertor. E pra que complicar? Por que as pessoas ainda implicam? Não tem nada de errado em amar. É horrível combater o amor com o ódio. Todos precisamos nos conhecer melhor antes de julgar conhecer os outros. Se existir alguém que ainda tenha preconceitos – tanto com deficientes quanto com homossexuais – depois de ver Eu não quero voltar sozinho, então eu não sou mais dessa terra.

O curta é de 2010 e o filme foi lançado em abril deste ano. Sob o nome de Hoje eu quero voltar sozinho, conta com os mesmos atores do curta: Ghilherme Lobo como Léo, Tess Amorim (minha xará de sobrenome!) como Giovana e Fábio Audi como Gabriel. Tanto o filme como o curta foram um sucesso, muito aclamados e bem recebidos. 

Nem todo amor acontece à primeira vista ♡

Não saiu no cinema perto de mim, pelo que soube, mas outro dia estava passando na TV (à cabo) e pude assistir. O filme é uma versão diferente da história do curta, e também gostei muito dela. Aliás, se alguém ainda critica o cinema brasileiro, merece umas boas lições e, de quebra, uma olhada em Hoje eu quero voltar sozinho. Por falar nisso, está sendo vendida uma versão "pirata original" do DVD, uma edição simples custando apenas 10 reais. É uma iniciativa dos produtores para tentar impedir a pirataria. Olha quanta coisa legal em volta disso tudo!

Enfim, eu quis falar sobre isso pois acho que todo mundo tem que ver pelo menos o curta-metragem. Todos os meus amigos e até a minha mãe já viram, por minha influência, e fiquei contente de ver como eles gostaram. Hihi. 

Estou no meio de provas mas em breve volto a me dedicar ao blog. Obrigada às pessoas que visitam de vez em quando. Fico feliz. ^^ Até mais!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Férias e livros: Maratona Especial de Verão!

Alô!

Apesar de eu ter me comprometido a ler mais neste mês, acabei desperdiçando meu tempo e lendo bem menos do que eu gostaria. Mas nada melhor que uma maratona para consertar isto!

Eu pretendia participar do BookTube-A-Thon nesta semana, mas concluí que seria livro demais pra tempo de menos. (Sério, teríamos que ler sete livros em uma semana. Os desafios eram até interessantes, mas um deles era começar e terminar uma série. Começar e terminar. Não, obrigada, prefiro me dedicar mais a uma série, sem ser competitiva.) Então vou participar da Maratona Especial de Verão do Viagens (In)Esperadas (no facebook). É um grupo português de maratonas literárias muito simpático, hihi. Apesar de ser inverno cá no Brasil, vou embarcar nessa aventura.


Essa maratona consiste num bingo (como visto na imagem acima) cheio de categorias que devemos preencher com livros de nossa escolha. É permitido usar um livro para várias categorias e, no fim, consegui quatro livros para a maratona. São estes:

(Por favor, não reparem na minha caligrafia...)

Eu não terminei de ler o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo, podem me apedrejar. Mas de verdade, nunca dava certo: ou tinha semana de prova chegando, ou eu precisava ler algum livro pra escola, ou eu tinha que ler algum livro que me emprestavam... é. Complicado. Mas eu estava gostando muito e por isso vou aproveitar a maratona pra recomeçar A guerra dos tronos, do George R.R. Martin, pois este livro se encaixa em muitas categorias, hihi. (Aliás, já assisti a série, e AIMEUDEUS. Você pensa que a história não tem como ficar mais incrível e A COISA FICA. Mas enfim.)

Tenho o volume único das Crônicas de Nárnia, por isso a fotinha sem a capa do livro.

Lembram que eu comecei a reler As Crônicas de Nárnia, do C.S. Lewis, pra sair daquela ressaca literária? Pois então. Li apenas a primeira crônica e, apesar de querer continuar, eu tinha muitas outras coisas pra ler. Agora a maratona é uma boa oportunidade pra prosseguir e ler O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Faz quase cinco anos que eu li e estou com saudades daquele belo mundo fantástico. Sem contar que a crônica cobre três categorias do bingo.


Não mencionei este livro na última postagem, onde falo dos livros não-lidos que tenho aqui na minha estante, porque eu não planejava lê-lo muito cedo. Eu ganhei de presente há muito tempo mas não criava entusiasmo pra encarar um livro que se passa na pré-história. Mas aí eu fui pesquisar sobre ele na internet e vi que ele tem ótimas notas no Skoob – a média é 4,4 (de 5). Fiquei surpresa, porque nunca ouvi ninguém falar de Ayla – A filha das cavernas, de Jean M. Auel. Resolvi dar atenção a este livrinho, graças à maratona. O que uma maratona não faz, hein? Haha! O livro preenche todas essas categorias, pois a história acontece em algum lugar da Europa e, se se passa na pré-história, convenhamos que a natureza está em destaque e como cenário. (Aliás, não tenho certeza se há uma amizade forte na história... caso não tenha, lerei alguma outra coisa pra cobrir essa categoria.)


Pra terminar, vou ler Forrest Gump – O contador de histórias, de Winston Groom. É um livro que me desperta curiosidade, já que tem o filme com o Tom Hanks que é bem famoso. Eu quero ver o filme também... enfim, é uma novela porque narra as sequências de aventuras do personagem principal, além de ter uma certa dose de comédia – taí um gênero literário que não costumo ler.

Aliás, a rede Cinemark já divulgou os filmes clássicos que vão ser exibidos neste semestre! (Veja aqui a lista de filmes e horários e de quais cidades estão participando.) Forrest Gump está entre eles e vou aproveitar a maratona de novo, hihi.

Resumindo... essa maratona veio bem a calhar, já que despertou minha vontade de ler algumas coisas que estavam esperando por mim. Ela vai do dia 21 de julho ao dia 3 de agosto e quem quiser participar, está convidado. ^^

Por hoje é só. Quando eu criar coragem farei postagens comentando sobre os livros que li recentemente. Até mais!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sobre este ano

Ano passado eu li Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança, da Suzanne Collins. A adrenalina foi incontrolável, li tudo em menos de duas semanas e vi o primeiro filme depois, ou seja, bem perto da estreia de Em Chamas no cinema (já que o excesso de falatória sobre livros/filmes do momento tende por aniquilar meu interesse ao invés de despertá-lo). Em seguida assisti o segundo filme e morri de emoção, novamente. Depois caiu a ficha de que teríamos que esperar um ano pra ver a primeira parte do último filme e, como aconteceu após O Hobbit, acabei esquecendo e deixando de estar empolgada por isso tudo. Então, por um simples acaso, achei isto aqui: #AEsperançaExclusivo.

Vi de novo o pôster animado incrível que passou no final de Em Chamas e toda aquela empolgação e adrenalina e emoção voltou. Me arrepiei, sério. Lembrar de toda a história e de tudo pelo que o leitor passa com as personagens. Eu nunca acompanhei uma série e seus filmes – nem Harry Potter, porque minha mãe não aprovava nem me deixava ler/ver (tanto é que fui ler os livros no ano em que o último filme estava sendo lançado, se não me engano) – e, pra mim, isso é novo e raro. É bom estar animada com alguma coisa. E mais do que nunca quero comprar a trilogia para que eu possa reler antes do fim do ano (não tenho porque li emprestado de uma amiga). Demais esse pôster, ahhhhhjowpjfpg *respira*

Em suma, Jogos Vorazes tem uma história complexa e profunda. Está muito além de ser "mais um livro juvenil". Tem conflitos, política, braveza e coisas que não dá pra explicar se tu não ler. Recomendo e tô com saudades.

・゜・。☆  。・゜・

Por falar em cinema, a rede Cinemark vai resgatar filmes antigos e colocá-los em sua programação em algumas cidades pelo Brasil. Começa no mês de junho, com Breakfast at Tiffany's (1961), Pulp Fiction (1994), Laranja Mecânica (1971), Grease (1978) e vários outros ao longo deste e do próximo semestre. Tô muito feliz com isso. Imagina só, quem gosta desses filmes e não era vivo quando eles foram lançados, ter a oportunidade de assisti-los remasterizados, numa telona? Que sonho. Que incrível. Vou em tudo. sjoqdjfpg

As cidades que vão exibir os filmes (que, detalhe, estarão com sessões em apenas três dias por vez, em horários específicos) são: São Paulo, São Caetano do Sul, Barueri, Rio de Janeiro, Niterói, Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador (fonte: Cine Marcado). Aproveitemmmmmm

Era só isso mesmo. Tchau, tchau!