sexta-feira, 5 de junho de 2020

o isolamento e as maratonas

fazia tempo que eu não me informava sobre maratonas de leitura ou participava de alguma. mas também fazia tempo que eu não lia direito, sentindo prazer e vontade de voltar pro livro em vez de perder tempo com qualquer outra coisa. o ápice foi levar três livros pra bahia e voltar pra casa com nem sequer um avanço em algum deles. isso em dois meses de viagem. o som e a fúria mesmo eu só terminei no finzinho de abril, e olhando o skoob descobri que tinha começado em outubro. tava feia a coisa.

e então veio o vírus, a suspensão de atividades da universidade, a quarentena com as meninas, o isolamento social. fiquei muito mal no começo, talvez pela coincidência de problemas na cabeça além de toda a tensão do que tava acontecendo. agora a ansiedade já é esperada, mas claro que isso não significa estar acostumada; as coisas tão piores, na verdade, né. nunca mais tive controle da minha rotina, porque cada dia é uma coisa, que nem uma montanha-russa. e acabou que esses projetos de leitura foram servindo pra dar um mínimo de propósito e motivação pra fazer algo diferente.

teve uma em abril e outra em maio, e até criei um perfil no instagram pra poder participar mais ativamente. dois amigos me acharam lá e me seguiram, o que me deixou nervosa, porque a intenção era ficar o mais anônima possível e postar só o necessário. apesar de sempre ter gostado de ler e acompanhado alguns canais literários no youtube, não tenho vontade de produzir esse tipo de coisa, principalmente porque sei que minha existência online não seria nada novo ou importante pra comunidade. não faltam referências do que posso representar, no sentido mulher branca, do sudeste, classe média. minha visão não contribui pra nenhuma discussão; pelo contrário, uma das coisas que eu quero desenvolver lendo mais é justamente ser capaz de resumir melhor o que consumo, relacionar diferentes obras e construir críticas mais elaboradas. então nem vejo muito sentido em ter um perfil no instagram, mas por enquanto tô usando só pra maratonas literárias e desafios de leitura. essas foram as maratonas de que participei até agora:

stay home reading rush

cheguei a mencionar a booktube-a-thon da última vez que participei de uma maratona literária, que conheci por acompanhar ariel bissett, dizendo que antes tinha tido a intenção de participar dela mas tinha desistido por causa dos muitos desafios e exageros. em algum momento a booktube-a-thon virou the reading rush, e em abril fizeram essa edição especial por conta do isolamento social. eram só 4 dias, de 16 a 19 de abril, e foram 4 propostas: ler um livro com uma casa na capa, ler um livro que se passa num lugar que eu gostaria de visitar, ler um livro que vai me fazer sorrir e ler um livro no mesmo cômodo o tempo todo. não interpretei essa última como um 4º livro a ser escolhido, mas acabei juntando 4 de qualquer forma: o vilarejo (de raphael montes) por ter uma casa sombria na capa, todas as cores do céu (de amita trasi) porque aparentemente tem uma parte que se passa na índia, cápsula (hq de um monte de artistas que eu gosto) justamente por ser de artistas brasileiros que eu acompanho e los once (de miguel jiménez, josé luis jiménez & andrés cruz) como um extra, mas que acabei lendo inteiro e de uma vez ali na frente de casa.
acabei comprando um kindle nesse período, principalmente pra ler em inglês. mas só baixo livro gratuito ou pirata

mais tarde substituí todas as cores do céu por bloodchild (de octavia e. butler), pensando em usar o primeiro numa maratona que viria em seguida, e acabou que nem isso fiz. mas foi mais sensato trocar um livro de mais de 300 páginas por um conto, também, já que eu com certeza não ia ser capaz de terminar tudo isso nos dias da maratona.


a primeira coisa que li foi o vilarejo, que é uma coleção de contos que se passam nessa tal vila em algum lugar da europa (não é explícito, mas tem horas que falam sobre "ir para as américas" e os personagens têm nomes do tipo helga, ivan, mikhail etc). cada um dos 7 contos corresponde a um dos reis demônios do inferno, um pra cada pecado capital. dá pra ler em qualquer ordem mas tudo se encaixa de alguma forma, com os mesmos personagens e eventos em comum. o autor alega ser só o tradutor de uns cadernos escritos por uma senhora que morreu numa língua que não existe mais, e faz o prólogo e o posfácio serem parte da história, o que achei interessante, diferente. foi uma leitura sangrenta bacana, mas o estilo de escrita me dá a sensação de que qualquer pessoa poderia ter feito os contos, seguindo essa proposta de pecados capitais e um só cenário. se a escrita fosse mais cativante eu teria gostado mais.

em seguida li bloodchild, porque pouco antes tinha lido e gostado bastante de outro conto de octavia butler e, já que esse era gratuito pra baixar no kindle, aproveitei a oportunidade de ler mais dela. a história acontece em outro planeta, então achei engraçado usar pra preencher a categoria de "livro que se passa num lugar que eu gostaria de visitar", mas se eu soubesse os detalhes da vida dos terrans entre os tlic eu teria pensado duas vezes, hein. é um conto curto, então prefiro ir direto pra recomendação em vez de tentar resenhar, mas posso dizer que achei massa demais como a autora tirou inspiração das larvas parasitas de uma mosca da amazônia pra criar uma história de "gravidez masculina", escolhas, retribuição... gosto de como ela fala sobre o processo da escrita depois dos contos. um dos gêneros literários que quero começar a ler mais é ficção científica, e com certeza octavia butler é uma autora cuja produção me chama a atenção. quero ler mais mulheres e autoras negras, também, e de novo o nome dela é um dos grandes nessa.

depois li cápsula, que é uma antologia de histórias inspiradas por akira, de katsuhiro otomo. todos os autores são artistas e ilustradores brasileiros, alguns meus favoritos (puiupo, ing lee, amanda miranda, monge han, mas também tais koshino, d0rts, marco sem s, grazi fonseca e fernanda garcia). cada história assume um formato; algumas são prolongamentos do mangá, outras trazem pensamentos sobre tragédias e medos, e de alguma forma todas têm reflexões sobre identidade, o estado do mundo e a distopia pra onde parecemos estar caminhando. essa atmosfera cyberpunk, apocalíptica. arte e composições muito boas, criativas, inspiradoras. comprei com aquele pensamento de apoiar artistas independentes, aproveitando a promoção do quadrinho com o calendário feito pelo selo editorial da ing lee.

por último li los once, que é sobre os dois dias de cerco do palácio da justiça da colômbia, em bogotá, em novembro de 1985, quando guerrilheiros o ocuparam e foram atacados por forças militares. a história é contada pela perspectiva de uma mãe/avó que cuida da neta e espera o retorno do filho, que trabalha no palácio. parece que os fatos nunca foram esclarecidos e que existem várias versões, mas os "onze" do título fazem referência a essas pessoas que desapareceram no incidente e eram trabalhadores da cafeteria ou visitantes. bem construída a estrutura intercalando cenas da avó e dos onze, e muito forte a representação dos personagens como animais (os militares eram bestas que pareciam javalis, os onze desaparecidos são ratos e os guerrilheiros que os prestam ajuda são pombas).


além das propostas de leitura, cada dia tinha um desafio pro instagram, e no final da maratona haveria 4 vencedores que receberiam uma caixa desses clubes de assinatura de livros da vida. o primeiro era uma fotografia do meu lugar favorito pra ler, que por um tempo pareceu ser um dos lugares favoritos de velma também: a poltrona verde-sujo-praticamente-preta que fazia parte da edícula e agora fica na sala. gosto de ficar nela, em frente à janela e perto dos livros compartilhados (que na verdade são só meus ou de talita), onde é bem iluminado e fresco e nunca fica desconfortável. já era pra essa poltrona ter sido doada porque ninguém gosta (e velma mijou nela), mas fico feliz que ainda esteja em casa. e agora elvira usa ela bastante também, então somos três na defesa.

foto atual ilustrativa de como geralmente fico na poltrona (e onde elvira gosta de se enfiar)

o segundo desafio era fotografar meu marca-páginas favorito, mas pulei esse porque não ligo pra isso nem uso direito. o terceiro era uma foto da minha estante de livros, e como raramente vou pra casa dos meus pais (e nunca mais fui, por causa das atuais circunstâncias), tirei foto dos livros que ficam no meu quarto aqui em casa. minha estante são caixotes de madeira achados na rua e lixados, e tenho muito menos coisas nela do que na minha estante original, mas gosto assim. materiais de desenho e papelaria na caixa verde em cima do caixote, leituras em andamento embaixo da luminária, o som e a fúria sendo meu mousepad na mesa... também tenho livros na sala, aqueles supostamente compartilhados, mas juntando tudo deve dar só dois caixotes, e a maior parte ainda não li. já faz vários anos que não vejo mais sentido em comprar nada, então acho que vai continuar assim por um bom tempo.


o último desafio era fotografar um livro ao ar livre, e acabei combinando isso e o lugar onde estive durante a leitura de los once. na verdade comecei a ler de tarde e foi ficando escuro demais pra continuar nessa cadeira desconjuntada, então fiquei de pé perto da lâmpada, me mexendo pra não levar mordida de inseto. no geral gostei das minhas fotos, principalmente dessas duas últimas, e queria ter visto menos fotos padrãozinho de bookstagram nas hashtags de cada dia. as fotos vencedoras foram boas, mas vi melhores, também. de qualquer forma, esses desafios foram o que mais me animou a ver outros perfis e conhecer outras pessoas participando, o que foi massa.


apesar de eu ter lido 4 livros, nem foi tanto assim (deu 357 páginas no total), mas proporcionalmente é bem mais do que tenho lido nos últimos meses. ter uma carga de leitura extensa na faculdade acaba diminuindo minha vontade de ler no tempo livre, e estar em casa o tempo todo afetou demais minha concentração e motivação pra qualquer coisa, como eu sei que muita gente tá se sentindo igual. foi bom ter participado de uma maratona grande e conhecida pra sentir que não tô sozinha e pra me divertir com a sensação de estar num jogo, com os desafios e tal. a versão oficial da reading rush é em julho, então quem sabe eu emende tudo isso também.

asian readathon

recentemente comecei a acompanhar uma youtuber chamada cindy pham, e através dela soube da asian readathon, uma maratona em celebração ao mês do patrimônio asiático-americano e das ilhas do pacífico (maio). cindy tem descendência vietnamita e esse ano é a segunda vez que ela promove essa maratona, cuja proposta é justamente ler autores asiáticos ou de herança asiática durante o mês. junto com outros produtores de conteúdo e colaboradores voluntários ela montou um compilado muito massa de indicações de livros e autores, que dá pra usar em qualquer ocasião, não só nesse projeto. fui levantando as origens dos autores que temos aqui em casa e com carolzinha tinha índia, israel, paquistão... e de graça pro kindle achei china e turquia, também. mas os desafios eram 4: ler qualquer livro de um/a autor(a) asiático(a), ler um livro com um personagem asiático ou de um(a) autor(a) asiático(a) com quem posso me identificar, ler um livro com um personagem asiático ou de um(a) autor(a) asiático(a) que é diferente de mim e ler um livro recomendado por um(a) asiático(a). sempre é permitido combinar categorias em um livro só, mas a ideia era ler autores de nacionalidades diferentes pra cada livro. no começo eu tinha reunido, respectivamente pra cada uma, judas (de amós oz, israelense), babyji (de abha dawesar, indiana), eu sou malala (de malala yousafzai, paquistanesa) e o mangá otouto no otto ("o marido do meu irmão", de gengoroh tagame, japonês), mas acabei não seguindo isso. também teve a leitura conjunta de little fires everywhere (de celeste ng, sino-americana), seguida por uma watchalong da adaptação pra série de TV, ambas acompanhadas por discussões online em lives no youtube, e fiz a mesma coisa de participar sem ter planejado.
o mangá eu li online, tem 2 ou 3 volumes e 28 capítulos, só.
comecei lendo babyji, porque dia 10 ia ter uma discussão online promovida pelo clube lesbos curitiba, já que a história gira em torno de relacionamentos entre mulheres. lá atrás comentei que tirei todas as cores do céu da stay home reading rush com a intenção de deixar esse livro pro mês de maio, que teria a asian readathon e seria mais tempo pra ler, mas acabou que troquei ele de novo pra não repetir nacionalidades. o clube lesbos tinha disponibilizado babyji pra baixar de graça também, então pareceu uma boa oportunidade, mas no fim foi uma grande decepção. a protagonista, anamika, é uma estudante de 16 anos que arruma um caso com uma mulher quase 3x mais velha, outro com a criada também mais velha que ela e mais outro com uma colega de escola. zero simpatia por anamika, que apesar de ser adolescente é extremamente pretensiosa e arrogante, e zero desenvolvimento de qualquer personagem ou do enredo. não dava nem pra criar algum interesse em alguém porque nenhuma personalidade era explorada a fundo, nenhum conflito gerou grandes problemas, nada pareceu realista e por isso não dava pra levar as coisas a sério. anamika força a criada a fazer sexo e estupra a colega, ainda por cima, e em nenhum momento isso é discutido pra além de "só acelerei uma coisa que ela queria fazer" ou "eu reagi exageradamente". simplesmente sem sentido e potencialmente prejudicial, na minha opinião, e fiquei indignada que só mais uma mulher além de mim desgostou do livro no encontro do clube, que tinha umas 17 pessoas. tem sim algumas questões que dá pra trabalhar, como a visão sobre as "contradições da índia", a protagonista perpetuando comportamentos merda ao se relacionar com mulheres porque é isso que tem como referência, ou então se identificando com figuras masculinas já que não se vê no que é "ser mulher" na sociedade em que vive. ainda assim sinto que tudo poderia ter sido abordado de maneira mais complexa e completa, além de que o único suposto crescimento de anamika foi em benefício próprio (e ela ainda acaba o livro fazendo uma menção muito questionável a meritocracia, véi).

depois dessa raiva encontrei little fires everywhere em formato pra kindle no piratebay e, lendo despretensiosamente, me surpreendi com a escrita e acabei indo até o fim. foi um bálsamo pra leitura anterior; a história é instigante, as reviravoltas são inesperadas, os personagens têm muitas facetas, a escrita é maravilhosa. tudo se passa em shaker heights, um lugar guiado pela ordem e pelo planejamento, representados fortemente pela família richardson, mas que começa a sofrer pequenas faíscas de mudança que questionam essa imagem de perfeição quando mia warren se muda pra lá com a filha pearl. críticas ótimas aos brancos ricos agindo como bons samaritanos e salvadores mas reproduzindo os mesmos preconceitos e erros de sempre, e a esses ideais ilusórios de segurança que guiam muitas pessoas e oprimem tantas outras. gostei de como tudo e todos têm muitos lados, de como nada é simplesmente uma coisa ou outra, o que faz a gente ser obrigado a aceitar a incerteza e o relativismo característicos de quase tudo no mundo. na live pra discutir o livro comentaram sobre alguns personagens terem ficado um pouco de lado conforme as coisas se desenrolavam, e é verdade, apesar de tudo. o núcleo antagonista foi representado na série por mulheres negras, apesar do livro não deixar claro nada sobre sua cor, então houve uma atenção em especial à questão do racismo na adaptação, que foi bastante pertinente e incisiva. além disso e do final diferente, não teve muita coisa de que eu gostei na série; senti que a personagem de mia perdeu o ar de mistério e sabedoria que ela tem no livro e que a rivalidade entre ela e elena ofuscou os outros conflitos. mas pra quem não leu deve ser mais interessante.


por último li otouto no otto, apesar de ter começado eu sou malala antes (acabei o mês tendo lido pouco mais de 30% do livro). yaichi vive no japão com sua filhinha kana e eles são surpreendidos pela visita de mike, canadense que foi casado com o irmão gêmeo falecido dele, ryouji. ao longo das três semanas que mike passa em sua casa, yaichi vai repensando e lidando com seus próprios preconceitos, e passa a entender melhor e fazer as pazes com essa parte da vida do irmão de que não fez parte. achei massa mostrar essa transformação em yaichi, que acaba vendo na própria vida aspectos igualmente não-convencionais (pai solo, divorciado) que também não merecem ser invalidados ou discriminados; uma boa abordagem, de uma perspectiva diferente. achei desnecessário e repetitivo as conversas sobre refeição e o próprio foco que a comida recebe, só, e não tava esperando a menção às bandeiras lgbt pra furries e bdsm, mas legal. descobri que fizeram uma adaptação em live-action com 3 episódios, e os atores são bem iguais aos personagens. deve ser bacana.

comecei judas outro dia também mas não li muito, então encerrei a maratona tendo lido só isso, mesmo. mas foi bom pra eu ver que não faz sentido querer ler tanto se meu normal tem sido muito menos, né. o booktube e o bookstagram forçam muito a barra na quantidade, quando o que deveria ser priorizado é a qualidade, e tô enxergando isso. hábito se cria mirando baixo pra aumentar os objetivos bem devagar, conforme a gente se acostuma e seguindo o que funciona pra cada um, afinal. também sei que não consigo seguir planejamentos de leitura, e tudo bem, qualquer avanço ainda é um avanço. tô aprendendo a respeitar meu ritmo e olhar pro que realmente importa nesses tempos.

foi massa participar de uma maratona com um tema específico e ver as conversas em torno do assunto, que foram muito além de onde vi começar. tudo o que vi de lá fora valeu pra me fazer pensar na produção literária de autores brasileiros de descendência asiática, também, que acho que não conheço nada. e apesar de não ter conseguido ler os 4 livros que designei pra cada desafio, o que eu li conseguiu preencher tudo: babyji como o livro com um personagem asiático diferente de mim (anamika é estudante do ensino médio e eu tô na faculdade), little fires everywhere como o livro qualquer de uma autora asiática, além de ter sido a leitura conjunta proposta, e otouto no otto como o livro com um personagem com quem posso me identificar (tanto mike quanto eu somos lgbt) e como recomendação de uma pessoa asiática (no caso, de @simoneandherbooks). e ainda fiquei com muitas outras recomendações de pessoas do mundo todo, então valeu muito a pena.

esquema de livros de autoras asiáticas elaborado pelo club de té, uma organização feminista chilena que achei no instagram

de junho a julho vai ter uma maratona brasileira, dessa vez, que coincide de ser a última maratona de que eu tinha participado antes dessas duas recentes: a maratona literária de inverno do canal geek freak (do victor almeida, que antes era do olhos de ressaca). aparentemente a mli desse ano vai ser uma versão 2.0 de uma tal booktubatona, que não sei quando teve a primeira edição mas com certeza esse nome foi inspirado na booktube-a-thon gringa. relendo a postagem de 2017 sobre a edição que eu participei vi que na época usaram o aplicativo amino pra reunir os participantes e promover interações, mas acredito que não vá acontecer o mesmo agora. tudo tá girando muito em torno do instagram, né, e não sei se isso é bom ou ruim. aquele sentimento incômodo de ver "facebook" escrito abaixo do nome do aplicativo quando abro ele no celular. acho que tô deixando minha participação registrada aqui porque sei que posso desistir de ter um perfil lá a qualquer momento, afinal. já sinto que tô perdendo o ritmo de leitura e o interesse em continuar, mas sei que montar listas e planejamentos me anima, então pelo menos isso devo fazer.

3 comentários:

  1. eu gostei tanto de achar o teu blog na lista de leituras e descobrir que tas por aqui ainda e de novo. e voltar justamente nesse post meio que me fez prestar atenção a esse contato que a gente estabeleceu através dos livros, através do que a gente tenta colocar na escrita sobre essas experiências. lá no skoob ou por aqui. acho que é um jeito bem sincero de troca.

    tava sentindo falta dessas conversas mais longas...

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    1. :) feliz em ler isso! sempre bom te encontrar por aí, obrigada por olhar pras minhas coisas dessa forma tão querida. e tô vendo você indo e sumindo com seus blogs, também; só penso no quanto devia ter aproveitado antes quando clico de novo e já não existe... dessas coisas que me ensinam a dar mais atenção pro que realmente importa na vida hahah

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