segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

re)visita

Achei isso nos rascunhos de outro blog meu, também abandonado. É um poeminha feito por uma prima que na época tinha nove anos. Era agosto de 2014 quando salvei isso e coloquei que ela escreveu um soneto invertido sem perceber... a Stephanie de agora teve que pesquisar na internet o que seria isso. 

Quando vejo o sol
quero ser os planetas
para nunca ficar sozinha.
Quando vejo as nuvens
quero ser o vento
para levar a liberdade.
Quando vejo a lua
quero ser as estrelas
para sentir o brilho,
para sentir a beleza.
É o universo,
lindo de se olhar.
O céu é bonito,
mas com o universo nem se compara.

Eu tinha escrito umas coisas engraçadas refletindo sobre: "Imagine só, ser um planeta e ver tanta coisa ao seu redor. Tanta presença, tanta magnitude, ter um sentido pelo qual é guiado. Imagine só, poder ser leve como o vento, livre como o vento, etéreo como o vento. Imagine ter um brilho que vem de dentro, que revela sua beleza interior, sua alma. Ter tal pureza. Os olhos buscam vastidão, infinitude. Tem coisa mais vasta e infinita que o universo, como um todo? O céu é belíssimo, mas se pudéssemos observar o universo a todo instante, seríamos mergulhados nessa magnificência inefável." Hoje dou risada só, por ser uma pessoa diferente e por ter esquecido completamente disso.

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