Faz tempo que não falo sobre livros aqui, não é? Puxa, faz mesmo. Não tenho lido tanto quanto antes. Ando meio preguiçosa, admito. Mas talvez seja só sobrecarga. Quando tenho muita coisa pra fazer, entro em conflito e não rendo nada. Da mesma forma, quando eu tenho vários livros a serem lidos, acabo ficando nervosa e não leio nada. É patético, eu sei, mas também é complicado.
Li algumas coisas do Gil Vicente no começo do ano, acho – O velho da horta e Quem tem farelos?, mais especificamente. O primeiro foi pra escola e o outro li por passatempo. Achei-os interessantes, mas ainda prefiro o Auto da Barca do Inferno, A farsa de Inês Pereira e o Auto da Alma. Têm mais reviravoltas e os temas me agradam mais. São leituras válidas, na minha opinião.
Em nãoseiquemês li Os sofrimentos do jovem Werther, do Goethe. Gostei de certas citações do Werther e tal, mas não achei tudo aquilo, não. Por vezes achei-o maçante, apesar de a história ser curiosa. Talvez não era o momento certo de lê-lo, para mim. Quero reler no futuro, pra poder absorver melhor.
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| Ah, eu não li Fausto, viu? Só Werther, mesmo. |
Em seguida, li Crônica de uma morte anunciada, do Gabriel García Marquez. Como minha primeira leitura do Gabo, fiquei bastante satisfeita. A narração é peculiar e a história é envolvente. O final é denunciado pelo título – mas diferente da maioria das pessoas quanto se trata de spoilers, eu fico curiosa em saber os porquês por trás de determinado acontecimento. Nisso, este livro foi bem legal. Recomendo!
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Depois eu li Eles não usam black-tie, do Gianfrancesco Guarnieri. Já tinha visto o filme baseado nesta peça do autor e ator brasileiro e gostei de ambos. É sobre uma família que vive numa favela e batalha pra ter uma vidinha confortável. A linguagem é coloquial e as personagens são muito simples, o que dá uma proximidade ainda maior com o leitor. O clímax se dá com a greve dos trabalhadores de uma fábrica local: daí se desenvolve o conflito na vida de Tião, personagem principal. É uma obra importante para a dramaturgia nacional e vale a pena dar uma conferida.
Na sequência li Cinco minutos, do José de Alencar. Lembro de ter visto um vídeo há muito tempo atrás onde uma booktuber comparava Iracema a Cinco Minutos e dizia que o que Iracema tinha de complicado, Cinco Minutos tinha de doce. Concordo: Cinco Minutos é bem leve, calmo e meigo. Apresenta um doce romance, numa história bonitinha e tudo o mais. Gostei da leitura.
Em seguida li Clube da luta, do Chuck Palahniuk. Cara, que livro intenso. Prendi-me na leitura do início ao fim, e que fim, hein? Nunca li nada parecido e adorei a experiência. Clube da luta faz você ponderar se deveria ou não confiar em sua própria mente. Aliás, mais tarde li um conto do mesmo autor chamado Guts (Vísceras – ou, mais coloquialmente, Tripas). É a coisa mais nojenta e desconfortável que eu já li na minha vida e acredito que nenhuma outra obra vai ocupar esse posto. Se achar que aguenta, leia-o!
Há alguns dias devolvi na biblioteca Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. Eu disse, no meio do ano, que ia lê-lo nas férias – coisa que não fiz, é claro, porque eu adoro quebrar promessas que faço a mim mesma (não). Também não li agora, não pude me dedicar... mas fotografei as belas gravuras.
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...Como diz o título deste post, isso aqui tava criando teia de aranha nos rascunhos há muito, muito tempo (creio que comecei a escrever isso em setembro de 2014). Eu não lembro se eu li outras coisas depois (provavelmente sim, mas não lembro quais livros), então só vou deixar isso aqui mesmo. Não sei se vale alguma coisa fazer isso ainda. Só tô usando como um registro da minha vidinha, que anda passando mais rápido do que eu gostaria.









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